Causos e casos acadêmicos do Philzinho

Alerta de textão.

Aqui eu narro diversos causos e casos da minha vida escolar, desde o jardim 1 até o último ano, coisas engraçadas, outras terríveis, enfim, segue:

Capítulo 1

Sempre fui uma criança meio precoce, a educação que recebi em casa e a curiosidade de saber das coisas, meio que faziam com que eu me sentisse um inútil estando numa sala de aula, coisa que eu tive certeza assim que me formei.

Na época do Jardim 1 e 2 enquanto a criançada ia cantarolar a música da janelinha dependendo do clima, eu já pegava a velha enciclopédia Delta (versão 1988) e pedia pra minha irmã, que é 5 anos mais velha que eu, me explicar o processo da chuva. Também pedia pra ela explicar o sistema de tratamento de água e esgoto (!). Claro, não era nada técnico, afinal minha irmã também tinha lá seus 9, 10 anos… hahaha Tudo era meio na base das imagens e desenhos e ela ia apontando o dedo e falando as legendas e eu “óoooo que incrível”. Enquanto isso tinha que cantar a musiquinha da janelinha todo dia pela manhã… Que tédio.

Nessa época, a escola também era um lugar assustador pra mim, lá eu tive meu primeiro coleguinha bullyiante. Ele se aproveitava de eu ser uma pessoa fresca (o que sou até hoje), e jogava insetos para cima de mim e criava histórias pra me deixar assustado.

Como disse, eu sou fresco, nojentinho, sempre detestei ambientes sujos e minha escola do jardim era um lugar bem mazomenos. O banheiro dedicado aos meninos era um lugar terível, estava sempre mijado (como era de se esperar). Não havia porta, era apenas uma minúscula sala com uma luz fraca, 2 privadas sem tampa e uma pia com aquele sabonete de escola, mais preto que os sabonetes naturais, além da presença constante de mosquitos.

Em compensação o banheiro das meninas eram outros quinhentos… Tinha porta, janelinha, boa iluminação e até um chuveiro, a privada tinha tampa e lugar pra sentar. Quando a coisa apertava era lá que eu ia, mesmo com a possibilidade de levar um esporro de uma “tia”. Mas eu não tava lá pra ver buceta de menina alguma, só queria mijar em paz.

Acho que ao menos essa experiência toda no finado Jardim Escola Peixinho Vivo, deve ter me ajudado a criar vários anticorpos malucos.

Mas nem sempre eu conseguia ir no banheiro das meninas e muitas vezes o banheiro dos meninos estava num estado muito mais deplorável do que de costume (acho que vcs possam imaginar do que estou falando). E eu tava com muita muita vontade de fazer xixi e simplesmente aconteceu… no meio da sala de aula, na frente de todos os coleguinhas. Foi aí que eu tive meu primeiro trauma acadêmico.

Minha professora ficou uma fera comigo pelo “ato”, deu esporro e mais esporro. Fui me limpar, me emprestaram um short (feminino, viu gente esse negócio de usar roupas de garotas em garotos e vice-versa não faz com que a pessoa vire gay ou lésbica, sou a prova viva disso). E chegou o grande momento, na frente de toda a sala, faltava um ato a ser realizado: Amarrar o sapato. Sempre tive problema em amarrar o cadarço do sapado, era sempre minha mãe que amarrava. E num momento pedi pra tia amarrar pra mim, por favor… Ela esbravejou um não e disse que estava na hora de eu virar homem e aprender a amarrar o cadarço. Ela ia dando os passos e eu aos prantos tentava fazer. Na frente de toda a turma passei por essa vergonha. Não sei se é assim que “as tias” agem em seu modus operandi tradicional ou se foi um caso isolado, de qualquer forma achei uma situação muito constrangedora.

Mais tardar, já com exercícios mais complexos no curriculo, um dia eu acabei atravancado numa folhinha de exercícios, não lembro qual era o assunto mas devia ser números ou algo do tipo. Lembro que os colegas começavam a ir embora e eu ia ficando, o dia era chuvoso, o que me deixava mais nervoso ainda, eu temia q meus pais não fossem me pegar na escola ou ficassem presos numa enchente, que era comum no RJ daqueles tempos. Minha professora cagava pro fato de eu estar travado lá sem conseguir resolver a folha, pedi ajuda ao meu melhor amigo na época, mas ele tbm não conseguiu me ensinar. Todos foram embora e ela me forçando a barra pra querer ir embora tbm, eu estava atrapalhando a vida dela (?). No fim levei a folha pra casa e consegui terminar com a ajuda da minha mãe.

Capítulo 2

Saí daquela escola no fim do C.A., estava em decadência, a ponto de falir, alguns anos depois, de fato faliu. Essa minha primeira professora morreu de câncer, ainda jovem. Fui para uma escola maior, que por ventura veio a ser a escola onde eu me formei em 2007. Só estive ausente dela no período que morei em Brasília, entre 1999 e 2002.

Fachada da minha escola que passei os Jardim 1 e 2 e o C.A.

Em 1997 na 1ª série eu tive uma bactéria pesada no intestino, me deixou meio “abalado” por mais de um mês. Por acaso a nossa sala da primeira série era a única que tinha banheiro interno… imagina a situação, eu com uma diarréia daquelas e ter que cagar no banheiro da própria sala… Ao menos minhas professoras eram boas o suficiente pra saber o que se passava, davam até carinho na minha barriga, como se isso fosse resolver algo… ahahaha

Em 1998 eu tomei a famosa vacina BCG, aquela que deixa a marquinha no braço, o problema é que, sei lá que bicho deu em mim, ela acabou por ficar inflamada. Num dia eu estava com fome e fui me encontrar com minha irmã que estudava comigo na época para ver se tirava algum lanche, porém, o recreio dos “pequenos” ficava separado do recreio dos “grandes”, e tive que ir até o recreio deles para encontrar com a mana e no meio do caminho um garoto passou por mim e de raspão levou meu braço com minha BCG inflamada e caralhada a quatro. Magina a situação… hahaha foi o caos.

Capítulo 3

Em 1999 me mudei pra Brasília, tudo novo, tudo chato, puta cidade chata aquela, meu deus. Não tenho muitas lembranças desse período acadêmico em que estive por lá. Tirando o susto que eu tive de quase meus pais me botarem no colégio militar, mas tirando isso, tenho duas lembranças bem claras de coisas que me ocorreram na escola, uma bem bobinha, outra que provavelmente fariam algumas mulheres quererem cortar meu pinto.

Em um dia, numa aula de educação física, eu, gordo, sem coordenação nenhuma, ficava no canto vendo o resto da turma jogar, e mais atrás tinha a turma mais “zoeira sem limites” da classe, e me chamaram pra perguntar “Você sabe o que é punheta?” — Respondi que não, mas que sabia que era relacionado à sexo. Enfim, me virei e só ecoou aquelas risadinhas de gente escrota.

Era ano 2000 ou 2001 não lembro, estava no recreio, metade da escola estava em reformas e muita gente ficava aglomerada no mesmo lugar durante o recreio e durante uma brincadeira com bola, eu joguei a bola pra longe sem querer e foram me zoar (a mesma turma da zoeira daí de cima), só que no meio, naquele momento “hora e lugar errado” estava ela. Tentando me livrar da bagunça minha mão foi de encontro com a orelha da menina Gabriela. E ali provavelmente foi o dia de maior cagaço da minha vida acadêmica, mais cagado do que os dias que tive a bactéria no intestino. O recreio acabou, fui pra sala meio em choque, ela foi pra enfermaria, no meio da aula fui chamado… Pensei “Puta que pariu! Vou ser preso, pq sem querer bati na menina”, ok, estou exagerando mas foi algo difícil pra mim lidar com aquilo, pq nunca havia sido “chamado” pra sair de sala resolver alguma coisa. Cheguei na enfermaria que tbm era a sala da psicóloga e ela estava lá com a orelha avermelhada, assim como os olhos e eu quase que imediatamente comecei a pedir um milhão de desculpas pra ela, quase beijando os velhos all star que ela usava. Em meio às minhas defesas e alegações de culpa (tavam “me forçando” pra saber pq eu bati, msm eu dizendo que não foi por querer) ouvi um “acho melhor levar ela pro hospital fazer um raio X”. Ai eu pensei, caralho, fudeu de vez, agora que além disso tudo vou ter q falar pros meus pais que bati na garota e eles vão ter q pagar o hospital (minha mente de 10 anos era um caos já, como vcs podem ver). Fui pra casa sem saber o desfecho da história, será que ela iria morrer por causa de um mero soco acidental na orelha? Fiquei a tarde toda numa bad, no dia seguinte não queria ir pra aula… Chegando na escola contei pra minha mãe rapidamente o causo (sim minha mãe ainda me levava pra escola aos 10 anos). Minha mãe foi até ela (que estava viva, ainda bem) e perguntou se tava bem, se precisava de algo, a menina doce como era disse que sim e que me desculpava (ufa!).

Gabi depois se tornou minha primeira “crush” digamos assim, ela era quieta, na dela, falava o essencial, mas era legal e gentil. Lembro do nome Gabriela Alves, e que era de Minas (70% das pessoas q convivi naquela cidade eram de outros lugares do país). E que sua mãe ou pai trabalhava em Furnas. Procurei umas 3x o perfil dela no Facebook mas não encontrei. Queria pedir desculpas novamente por esse caso. Gabi, se por ventura você ler este texto, dê um toque.

Capítulo 4

No fim de 2002 eu voltei para a Guanabara, tudo parecia diferente pra mim, inclusive os amigos que tinha deixado aqui. Em Brasília, não tinha amigos, ou melhor, tinha um, que por ventura era o mais excluído da turma, porém tinha vários colegas que conversavam comigo numa boa, aqui no Rio eu deixei dois amigos, gêmeos na verdade. O choque de realidades foi muito forte. Em Brasília meus colegas e o amigo tinham uma criação um pouco mais infantil, quando cheguei ao Rio, vi meus amigos com uma criação extremamente mais “avançada” (avançada bem entre aspas mesmo, vão saber o pq logo). Enquanto eu queria mais brincar eles já queriam saber de mulher nua, literalmente. Tinham disquetes com fotos dessas playboys da vida aí, que eu particularmente nunca achei muita graça. Eu perdia meu tempo com joguinhos para computador mesmo.

Mas eu aprendi muito com esses meus ex amiguinhos. Hoje eu prefiro chamá-los de cobrinhas. Vou pontuar algumas coisas que aprendi:

  • Irritadiços, não aceitavam que ngm pisasse na mochila deles, que ficava no chão como todas as outras… Patético eu diria.
  • Sua mãe deu aula de inglês alguns anos para nós, eles agiam como santos nas aulas dela. Hipócritas.
  • Xingavam tudo e todos que fizessem alguma coisa, mas ngm podia fazer o mesmo.
  • Machistas, não podiam ver uma “garota gostosa” de alguma turma superior à nossa que já vinham falando “que puta gostosa”.
  • Aliás, todas as outras garotas da nossa turma eram “lixo”, não importava o quanto fossem legais ou boa gente.
  • Uma vez a lanchonete da quadra ficou sob nossa responsabilidade para dar algum trocado para ser utilizado na festa da formatura. Eu não vi a cena, mas me contaram, que uma garota, hoje grande amiga minha, pediu seu cachorro quente, sem salsicha. “Estranha” eles disseram. Vegan, na vdd.
  • Seus pais eram católicos, daqueles de irem a missa todos os dias, mas pelo jeito a benção não adiantava muito, eram pessoas nervosas, regradas e estressadas, todos os 4 da família.
  • Uma vez um deles namorou uma menina 2 anos mais velha, mas que aparentava ter uma certa confusão psicológica. Ele só tava com ela por interesse fisico mesmo. Ela perdeu a virgindade com ele, coitada. Um dia eles terminaram, perguntei o pq. Ele revoltado me respondeu “Porra, ela não quer fazer anal comigo!”… (……) …. (mais umas reticências aqui).

Isso foi até 2007, eu era um otário, seguia-os como um patinho segue sua mãe. Minha incapacidade de fazer novos amigos me obrigava a fazer isso, praticamente. Não concordava com atos, com pensamentos, mas ficava na minha, hoje nem chego mais perto deles. Amém.

Capítulo 5

Era 2005 e estava entrando no segundo grau, finalmente. Havia mudado meu visual e tudo mais, comecei a ir pra aula de bermuda jeans, coisa que nunca tinha feito na vida, aliás, odeio jeans. Também havia deixado meu cabelo crescer, estava querendo ser um cabeludo roqueiro. O ano parecia promissor, parecia… Mas, como tudo que ocorre na minha vida, as coisas são mais lentas do que as obras do metrô do RJ, então meio ano se passou e nada de interessante aconteceu, excetuando o fato de qua minha sala de aula agora estava inflacionada, cheia de gente, pois haviam juntado as turmas das oitavas séries A e B em apenas um 1° ano, sem contar alunos novos que entraram. Tinha quase quarenta jumentos naquele antro de ignorância, era meu recorde e eu sempre odiei turma grande. A turma da zoeira ali era da pesada literalmente, usuários de drogas e tudo mais, vou relatar um caso depois, mas antes vou falar sobre mim.

Como eu dizia tudo ia bem até as férias do meio de ano, não que as férias fossem ruins, claro, tavam ótimas, mas aí chega o dia do retorno. Estava marcado para 4 de julho, segunda feira. Lembro que abri o olho e dei de cara com meu velho relógio marcando umas 4:30 da manhã e eu sentindo uma puta dor lombar. O que poderia ser aquilo? Gases eu achava, tentei me acalmar e voltar a dormir, mas a dor não passava, um tempo depois fui no quarto da minha mãe e contei o caso. Pelo histórico familiar podia ser pedra nos rins… Pois é, fomos ao hospital e de fato era pedra nos rins, daí começa meu caos particular de fazer cirurgia, botar catéter, ver que a cirurgia não deu certo, marcar outra, ir em centro espirita, dizer que não crê em nada disso (de espiritualidade no caso) e expelir uma pedra de 7mm 5 minutos depois de dizer isso. PS: os tubos que ligam o rim à bexiga e a uretra tem exatamente 7mm, então dificilmente as pedras saem sem a litotripicia que é uma cirurgia de quebra da pedra. Esse caos levou 3 meses, tirei o catéter e tudo voltou ao normal. Tudo, mais ou menos, perdi muitas aulas com isso tudo e pela primeira vez na vida fiquei naquilo que eu temia: Recuperação. Ao receber o boletim liguei pra minha mãe q tava no trabalho e eu chorava horrores dizendo q era burro demais e que isso não podia estar acontecendo, falei pra ela ligar pra diretora e me liberar por causa de todo o processo que eu passei, mas minha mãe não fez isso, sacanagem né? Enfim, fui pra recuperação e passei. Aprendi que não tem nada demais e chutei o balde pra isso tudo. :P

Outro causo que eu presenciei foi… não sei especificar o que foi, mas diria que foi um abuso sexual. Um dos “zoeiros” daquela turma modorrenta do primeiro ano na qual eu estava, chegou com uma garrafinha daqueles guaranás pequenos na aula, só que, ao invés de guaraná tinha um pózinho branco meio suspeito, talvez aquele que candidatos à presidencia da república usam. Mas não pude confirmar. No fim da aula ele se juntou com a galerinha dele na porta pra verem de perto o conteúdo da garrafa, enquanto eu arrumava as coisas pra ir embora, vi toda a cena, o moleque, que eu chamo aqui de “Maradona” (aliás mta gente chama ele assim), deu uma pequena cheirada e imediatamente ficou doidão, caminhou em direção à uma menina que vou chamar apenas de “T”. Ela estava agachada botando livros em seu armário, quando o maradona pega a cabeça dela e força contra seus bagos, mesmo que por cima da roupa, repetindo o ato umas 3x. Sai de la correndo com medo do que aquela besta pudesse fazer em mim. Otário como sou, nem denunciei. No fim do ano T saiu, foi pra um colégio público conceituado. Vi T uma vez no elevador de um predio comercial aqui no bairro e também a vi no Ti7nder. Se ela lembra do caso eu não sei, se ela gostou disso também não, se ela hoje tem vontade de cortar o pinto do cara fora, tbm não sei, só sei que eu me lembro dessa cena como fosse ontem e sinto nojo, de mim mesmo até, por não ter feito nada.

Capítulo 6

Depois da tempestade, vem a bonanza, e realmente veio, meus dois últimos anos na escola foram bem mais tranquilos. Comecei a traçar novos rumos em minha mente, mas parecia que era só um sossego dos anos vindouros (que eu não vou escrever aqui sobre, por enquanto). Comecei a ver meus professores como boas pessoas, ou melhor, mais ou menos isso… Pude separar o joio do trigo e finalmente percebi o quão deficitário é nosso sistema educacional, sem nem ao menos ter me formado. No meu primeiro ano fiquei em recuperação em biologia e química… no segundo e no terceiro também. Me livrava nas de humanas e línguas, ficava em física, e por algum tipo de milagre também me salvava em matemática. Meu boletim derreteu, fazia prova pra passar mesmo, vi que eram assim que as coisas funcionassem. E não adiantava o quanto eu tentasse, nunca iria saber as nomenclaturas de um aldeído ou de um alcool e como balancear uma equação maluca… Aliás, eu ficava me perguntando, no quê eu iria usa isso em minha vida? Pois é nunca usei. Meus amores me garantiam nota alta, história e geografia. Em geo, era aquilo, ngm ligava pra aula da professora, que juravam ser minha mãe, mas não era não… Lembro que uma vez cheguei a dar aula no lugar dela (ela deixou, claro), falei sobre terrorismo, exemplifiquei o terrorismo de Estado com o “acidente” do Korean 007. Metade da turma não ligou pro que eu disse. Já em história a história era diferente, minha professora Valquíria, da velha guarda, gorda, grandona, dava esporro em todo mundo, mas era gente finíssima. Vivia apertada nos horários, fiquei triste que ela não conseguiu terminar o seu conteúdo programático previsto para meu terceiro ano. A história na escola acabou pra mim em 1992, sem muitos detalhes, atrelados no curriculo do MEC que muitos dizem ser ultra marxista, mas que passa mais tempo falando da independência do EUA do que sobre Marx. Bom, pelo menos foi assim comigo. Saudades da aula da Val, hoje ela já é aposentada.

No campo da amizade eu finalmente pude realizar um sonho que sempre quis ter, ou melhor, pude botar a semente de uma planta que veio a germinar e ainda cresce de leve. Sempre sonhei em ter uma amizade feminina, sério, sempre quis ter uma amiga, mas nunca tive… Até aquela manhã onde eu me sentei com algumas garotas do 1° ano (aliás que turminha mais petralha era aquela) e mais 2 colegas da minha turma (do 3°). Ao meu lado estava a Clarice, magrela, esquisitinha ~pensava na época~, cara de triste, me identifiquei na hora. Mas, como eu já disse varias vezes nesse textão quase livro, sou um otário. Fiz uma piada escrota sobre gays, bem ao lado dela, defensora dos gays. Não fale assim! Ela me deu um esporro. Fiquei meio sem graça de vdd, não sabia o que dizer ali. Não lembro o que aconteceu depois. Sei que na minha escola tinham uma mania meio maluca de misturar as turmas nos dias de provas trimestrais. E eu sempre ia lá de encontro com a Clarice no fim da sala, onde ela costumava ficar. Batiamos uma papo, meio deprê, sempre que possível, antes da prova, afinal, a pessoa que entregava as provas em cada sala era extremamente incompetente, segundo ela mesma, morro de rir até hoje lembrando dela dizendo isso. hahaha

Cacá foi minha primeira amiga, pelo menos foi assim que eu a considerei. Me formei no fim daquele ano, a vida dela seguiu, hoje mora em Campos, faz faculdade lá, há anos que não a vejo, mas sei que está bem, pq a mente dela é boa o suficiente pra isso.

Ah, lembram da garota do cachorro quente sem salsicha que escrevi no capítulo 5? Então, é ela.

Capítulo 7

O fim.

Pois é, todo carnaval tem seu fim, o meu costuma ser no domingo pós desfile das campeãs. Mas na escola foi no dia da formatura. Uma coisa bizarra diga-se.

A formatura ocorreu antes mesmo dos alunos saberem se foram ou não aprovados, o resultado só sairia alguns dias depois da formatura e da festança. Festa que eu não fui. No início do ano a turma decidiu fazer uma conta que cada aluno ia depositando um valor pra pagar a tal festa. Eu não paguei nenhum centavo. No dia da formatura insistiram que insistiram pra eu ir mesmo sem ter pago nada, mas minha falta de vontade de ir mediante antipatia que acabei criando com minha turma fez com que eu não fosse. Entrei no carro do meu pai e falei pra ele meter o pé!

Dito e feito, não fui à festa, não paguei nada, não fiquei devendo nada a ngm.

Ah, passei de ano, dias depois recebi o resultado. Eu sabia que tinha tirado uma nota muito abaixo do que eu precisava em química pra passar, acho que precisava de uns 7 e se tirei 2 foi muito. Obrigado professor Thiago por não me fazer passar por um calvário desses.

Ah, e o que eu fiz com o dinheiro que eu não paguei pra não ir no baile da formatura? Viajei com minha irmã para Santiago e Buenos Aires, uma viagem muito boa!

No CC-COF voltando pra casa depois da viagem ao Chile.