Escuridão flamejante

Ódio sentimento de ordem na nossa sociedade.
Capital objeto vital na fusão do conceito de humildade.
Revolta emoção no cerne de quem observa o que criou ser destruído.
Doença estado de quem respira ar poluído.

Pelo dinheiro, corporações produzem chifres metálicos, emitem instrumentos apáticos.
Pela moeda, moléculas familiares são dissociadas em átomos monocromáticos.
Pelo papel verde, alicerces de uma sociedade são perfuradas, ideologias radicais são vertidas.
Pelo ouro, realidades coloridas em mantos vermelhos são convertidas.

Pelo mar negro, terras longínquas carregadas de riqueza pela força das armas drenadas.
Pelo pântano, sociedades cobertas de cultura própria por sombras armadas são sugadas.
Pela energia, o vermelho é extraído para metrópoles de negro bombear.
Pelo líquido infernal, dunas áridas de ostentação ensopadas, pessoas inocentes exploradas.

Regiões governadas por poder envidraçado à espera de ser quebrado.
Tribos antagónicas por pedaços de terra espalham viscosidade num grito irado.
Disputa religiosa ilumina a falsa ideia de crença, a ingenuidade flutua em ignorância densa.
Gerações passadas das fronteira originaram um quebra cabeças de dificuldade imensa.

Pintores lançados ao mundo para dele o fazerem de tela.
Missionários, um exército recrutado contaminado atirado à vela.
Mártires com o tempo contado, corpo a fim de ser estilhaçado.
Paladinos com o âmago fundido ao inferno avançam com cérebro vendado.

Por água suja, mentes lavadas.
Por insana língua, ideias no crânio cravadas.
Animais enfeitados de humanos,
no coração das cidades, fazem-nos vítimas como troianos.

Casa atordoada
por carne despedaçada.
Passeios de vermelho pintados.
Arte faz-se de corpos dilacerados.

Animais a extinção desejada
No entanto, mitose pelas espécies usada.
 Pelas ruas assim como bactérias se propagam.
Distribuem o terror, o ocidente cruelmente afagam.