Pátria solidificada

Manto azul por barões rasgado.
Fortes marítimos de ostentação carregado.
O medo converte-se em combustível.
A obscuridade torna-se luz fusível.

Do anonimato estabelecemos um lar
Às estrelas declarámos lealdade
Ao mar partimos encharcados de historicidade
para nos territórios a bandeira cravar.

Terra seca para semear.
As sementes ao mundo levámos.
Povo de dimensão nuclear.
A pátria no escuro plantámos.

Uma tempestade que chegou…
O navio se quebrou…
O cavaleiro ao mastro se segurou…
De mãos rompidas, as armas cantou!

O fidalgo, os tubarões domou
para comer aqueles que de suor fizeram sangue
e o lenho consertou.
Tenhais cuidado com o bumerangue…
Quem não sabe domar
também do peixe se faz alimento.
Portugal se fez monumento,
sem nunca ter parado de derramar…