Saudação eterna

Em sentido soldado!
O teu passado foi vedado.
A fronteira passaste.
No limbo ficaste.

Tua auréola em terreno de pecado caiu demorada.
Num lago tingido de dor, fez-se luz uma última vez.
Marinheiros do céu atrás de ti foram em remada.

Adrenalina o gatilho dominava.
Suor num tecido rebuscado deslizava.
Rosto de escuridão cercado.
Janelas do Inferno, o disparo antecipado.

Farda dos mares de vinho foi vertida.
Ainda que fosse de festa.
Mas não, apenas tristeza resta.
Acto alimentado por motor de estupidez genocida.

Agora na terra saudação eterna.
Sombras assustavas, sim tu que de arma usavas lanterna.
Morada dos deuses, nova casa fizeste.
Do vermelho desististe, ao azul te rendeste.