Sentinela

A um posto de vigilância se entregou.
Sua imagem, transparente se fez.
Propriedades de mocho assim alcançou.
Sentinela todas as nuvens desfez.

Num lapso, raiva se fez atmosfera,
Em corpo soberano se criou uma cratera.
O amor cintilou, mas um som de ira o abafou.
A seguir arrependimento irradiou, mas um óbito ficou.

Cristais no chão despedaçados.
Suspiros penosos já saem apagados.
Senhora desanimada de pele rasgada.
Mulher, uma chama consumiu enganada.

Guarda visiona bombardeando lágrimas,
que em contacto com o chão estalam.
Emoções melancólicas no ar pairam.
O sentinela na sombra do farol com um ar carregado,
desejou o holofote apagado.