Ditados populares que não deviam ser populares

Título grande, eu sei. Pensei em colocar só “ditados populares” e o subtítulo ser esse título e explicar depois, mas daí perderia tempo enchendo lingui… ops. bolinho de grão-de-bico (vegan pride hehe) explicando-o . Enfim, este será um texto bem direto. Um ditado popular e o porquê dele não levado a sério.

Para curar um antigo amor, basta um novo amor

NÃO, GENTE, NÃO!! O que cura um antigo amor é o tempo. O tempo fará com que você conheça a si próprio/própria; descobrirá novas habilidades (a minha foi escrever hehe); novas experiências. Usar uma nova pessoa para esquecer a antiga é algo totalmente errado e desrespeitoso com a outra pessoa.

Imagine que você e seu/sua ex tivessem um apelido carinhoso, tipo “Peixinho” (não me julguem, foi o primeiro nome que apareceu na cabeça). Daí, você não curou a fossa antiga, já está com uma nova pessoa e começa a fazer o que? Chamá-la de…? Peixinho. Isso é, no mínimo, uma falta de consideração com a atual pessoa. No mínimo.

Deus escreve certo por linhas tortas

Esse ditado poderia ser muito bem substituído por “é fazendo merda que se aduba a vida”. Aí sim, faria muito sentido.

Deixando a minha descrença de lado, por favor, atribuir a qualquer entidade espiritual as merdas que acontecem nas suas vidas não é algo que te trará conforto.

“Ah porque Deus quis que meu namorado me traísse com Patrícia, porque depois ele trará alguém especial para toda a minha vida”. NÃO, ELE NÃO VAI TRAZER NINGUÉM. Imagine que se deus é todo poderoso e que tem BILHÕES de pessoas sofrendo, por que raios ele iria perder tempo para te ajudar? Há prioridades na salvação.

Os opostos se atraem

Aonde é que raios isso dá certo? NUNCA DARÁ CERTO. Ser diferente da outra pessoa é uma coisa; ser oposta é outra. Aquela história de ceder aos gostos do/da outro/outra é submissão politicamente correta. Quando uma pessoa cede para outra, ela acaba reprimindo seus desejos e fazendo as coisas por obrigação.

Fazer isso deve ser como transar com uma boneca inflável. Qual a graça de transar com um troço que não se mexe, não geme, não fala baixinho no ouvido?

Qual a graça de acampar num camping numa praia pouco habitada? Qual a graça de ir para um show de forró super lotado? Qual a graça de sentar num boteco para assistir futebol/UFC? Qual a graça de passear no shoppping? Qual a graça <insira aqui tudo que você odeia>?

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Esse é aquele ditado que nossos pais adoram usar, ou melhor, de fazer. Passam a infância e adolescência falando que não devemos beber, fumar e/ou usar drogas. No entanto, bebem todos os dias, fumam na nossa frente e se entopem de drogas legais. Depois ficam se perguntando o porquê dos/das filhos/filhas estarem “perdidos”.

E essa influência acaba refletindo na fase adulta em relacionamento, em profissão, em política etc. e o ciclo voltando.

Se não concordamos com uma prática, devemos nos policiar para não cometermos ela. Damos o exemplo para outras pessoas quando estamos coerentes com nós. Portanto, sem hipocrisia.

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando

NÃO!! Por favor, não. Literalmente falando, nenhum pássaro merece estar na mão, em gaiolas, presos. Metaforicamente falando (e concordando com o literalmente), não devemos prender as coisas, objetos e, principalmente, as pessoas.

Um relacionamento se dá, antes de qualquer coisa, quando há liberdade. Quando existe liberdade, existe respeito, preocupação, carinho, afetividade etc. Portanto, libertem a liberdade; se libertem.

Não troque o certo pelo duvidoso

Para terminar, um dos que mais detesto. A graça da vida é a incerteza. Aquele frio na barriga do “e se?” é altamente excitante. Tudo bem que isso piora para quem sofre de ansiedade (tipo, eu?), mas, mesmo assim, é legal sair da rotina e vivenciar o novo. Se prender ao certo com medo da dúvida nós acomoda.

Volta e meia escutamos pessoas reclamando de seus/suas parceiros/parceiras; “Ah Fulano faz a mesma coisa sempre. Nunca me surpreende”. Não é o amor que acaba, é a acomodação do certo que enjoa. No entanto, tem que tomar cuidado para não cair naquela ideia de fazer o que você não gosta para agradar a outra pessoa.