Videogame, Tekken e cerveja

SEMPRE QUIS FALAR SOBRE VIDEOGAME. Sim, sempre quis, mas sempre dava aquele medo de “e se as pessoas me julgarem por eu jogar”? Mas, quer saber? Vou falar sim.

Sempre gostei muito de videogame. Desde o Atari na década de 1980 até a minha mãe (MELIOR MÃE DO MUNDO, por sinal) decidir abrir uma LOCADORA de videogame quando chegamos aqui em Natal (1997). Por muito tempo ela ficou sem entender o porquê de eu não gostar do colégio (inclusive isso dá um bom tema)… tão inocente.

No final da graduação em Geografia, eu estava meio desolado porque não tinha orientador (quem eu queria, não me queria) e não sabia o que escrever na monografia. Conheci um jogo chamado Fallout 3. PERDIÇÃO. Para cada página da (suposta) monografia que escrevia eram 4 horas jogando. Resultado: perdi o semestre. Em compensação descobri uma infinidade de possibilidades, de características, de interações, de enredo. Sensacional. Depois joguei a continuação o New Vegas que foi maravilhosamente maravilhoso e tudo de bom. Só amores por estes dois.

Depois disso, meu pc foi pro Beleléu (trocadilho proposital para essa excelente editora, não deixem de conhecer o trabalho dela e comprar as HQs dela lá na Comic Coffee Shop) e eu fiquei sem jogar por um bom tempo. Até que dois anos depois, pedi demissão do meu antigo trabalho e, com a grana da rescisão, comprei um PS3.

Vou pular a parte que joguei Assassin’s Creed (a triologia de Ezio), porque eu acho meio desnecessário falar sobre a grandiosa obra que é esse jogo. Uma aula de História, História da Arte, Geografia, Sociologia e até de Física (só não me perguntem em qual parte, mas deve ter) para professor/professora algum colocar defeito — a não ser aquele/aquela que não gosta de dar aula. Dica: leiam esse artigo.

Há dois anos comprei o Tekken Tag 2. Parou a vida. Mentira, não parou. Só que não consigo jogar outros jogos. O Tekken conseguiu fazer algo comigo que eu nunca esperaria: virar meu café nas madrugadas.

Meus amores: Kunimitsu e Jaycee
Como assim café?

Simples. Eu costumo produzir (estudar, escrever e fazer trabalho acadêmico) de madrugada. Minha mente fica criativa nesse horário. Porém, meu corpo pede por descanso. Como só jogo online, o intervalo entre cada partida, leva em média 5 a 10 minutos. Esse tempo em que escrevo freneticamente, daí quando está me dando sono, começa uma partida. A adrenalina que dá, tira qualquer sono, ainda mais se eu perder.

E a cerveja?

Bem, a cerveja, como vocês sabem, é boa em qualquer ocasião. Ouvir o barulho da latinha de cerveja abrindo e, ao fundo, o do videogame ligando. Muito bom.

Bem, mas, diferente da maioria das pessoas, o álcool me deixa MAIS bem-humorado que o normal. Por isso, essa combinação Tekken + Cerveja é um prazer único. Poderia ser muito melhor se meus/minhas amigos/amigas jogassem também, porque é muito legal rir da cara do outro quando perde. haha

E…. Paulo?

O que eu quero dizer com este texto é que cada um usa as drog… ops, as cartas que têm. Somos sempre bombardeados de julgamentos por nossas preferências e isso, acaba nos privando de nos expor para o mundo.

Sei que terá gente que irá reclamar de auto-exposição — há uma diferença entre auto-exposição e auto-exposição excessiva. Não tiro a razão. Tem pessoas que preferem ser discretas. No entanto, quando nos expomos e enfrentamos os julgamentos alheios, nos forçamos a nos aceitarmos. E essa aceitação vem desde a roupa que usar até a cor da pele.

O pior medo que tem é aquele que está dentro da gente; dentro da nossa consciência; dentro do nosso coração; dentro da nossa alma.

Dentro do nosso ser!

Libertem-se!!

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