Deus Não Está Morto: argumentos sobre a existência de Deus

Título: Deus Não Está Morto| Autor: Rice Broocks |Tradutor: Francisco Nunes |Editora: Thomas Nelson Brasil |Ano: 2014 |Nº de Páginas: 256 | Livro Físico| Nota: 📖📖📖
Antes de qualquer coisa, se você assistiu ao filme e espera que o livro também seja a história de um estudante universitário cristão e do seu professor ateu (como eu esperava que fosse), te falo logo que não é. Deus Não Está Morto, na verdade, é um texto argumentativo, que com fatos científicos, históricos e sociológicos tenta provar a existência de um Criador. A semelhança entre filme e livro fica por conta apenas dos temas abordados.
Através de capítulos independentes entre si (o que possibilita uma leitura fora de ordem ou até mesmo apenas do que interessa ao leitor), Rice Broocks contesta o ateísmo se embasando na Física, na Biologia, na História, na Sociologia e, como em algumas passagens, nas lacunas que muitas dessas ciências deixam no conhecimento. Broocks ainda usa argumentos de notáveis cientistas teístas, que provam que fé na ciência e fé no Criador não são fatos necessariamente excludentes.
O livro ainda traz depoimentos de conversão de pessoas para o teísmo, dedicando um só capítulo a isso; bem como, traz outro de como a religião, especialmente a cristã, pode ser transformadora numa sociedade (se for utilizada da forma certa, lógico).
Minha ressalva com o livro é que, apesar da sutileza, o autor escreve seus argumentos com tom de que o ateísmo fosse algo a ser combatido e de que o cristianismo é, de certa forma, “mais transformador” que as demais religiões. Mas, sabemos que isso não é verdade, não é? Sou cristã, mas sei que toda religião, em sua essência, é boa e transformadora, o problema é que a humanidade, devido a sua falta (absurda) de empatia, transfigura algo que nos levaria ao bem em algo que nos leva ao mal. Afinal, quantos por aí ouvimos falar e pregar barbaridades “em nome de Jesus”? Onde não se tem empatia, o amor não floresce… Exercitemos a tolerância e a empatia, como o próprio Jesus pregava, aliás.
No mais, acho que foi uma leitura bastante útil para mim. Gostei especialmente do capítulo 4, que é bastante a minha praia, já que trata de assuntos relacionados à Física (não sei se já falei aqui, mas sou engenheira civil), só por ele foi uma leitura que valeu a pena. Levando em conta a ressalva citada anteriormente, Deus Não Está Morto é um livro que indico.
P.S.: Tem destaques dos stories que fiz durante a leitura no perfil do instagram (@blogmadrugadaliteraria). Lá eu falo um pouco de alguns capítulos em especial ;)
