Mais um dia se inicia. Que belo dia. Olho para o meu quadro, e vejo a mesma paisagem inacreditável de Madagascar, a qual contemplo todos os dias. Que belo dia, de olhar o pôr do sol da amada Madagascar. Hoje vou ao trabalho mais cedo, me parece que é feriado ( dia das mães), tenho que rever algumas crenças, resolver algumas crises existenciais. Não quero ir.Deitado no sofá debaixo de uma luz artificial branca começo. Me pergunto o por que de não ir lá fora tomar sol e correr. Não encontro respostas, apenas, mais uma vez, lembro-me que sou raposa, raposas não saem de dia, o meu eu não me deixa sair. Encher-me de vitaminas, ouvir os pássaros, ver a real cor do mundo, não aquele tom acizentado com azul, das noites nebulosas do meu ser. Sim, tudo isso me parecia um bom motivo para ir lá fora. Mas ficar em minha toca e ler um bom livro, aquele livro a qual mal consigo ler devido ao alto grau de dificuldade, ou até aquele que não sei a história, pois estou lendo faz 2 meses e ainda estou na pagina 60, e é claro tomar um ótimo café moído na hora, com aromas de caramelos, nozes e chocolate, um belo capuccino com leite natural fervido, também seria uma boa opção, pois nada como minha toca escura, rebuscada e refinada ao som de jazz. Que belo dia. Um belo dia para uma crise existencial, somente eu e minha toca, somente eu e o meu eu. Somente. Eu.

-Sr. Raposo

Texto por Jonatas Pontes: Acredita que a sua falta de fé é perturbadora, mas pede perdão pela incredulidade. Filho de Deus, amante da música e estudante de Psicologia.

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