CULPADA

Primeiramente, não venha ler esse texto achando que é algo único pois tudo meu não passa da cópia de uma cópia. Reproduzo o que eu vivo, o que eu sou, nada além disso. Sou apenas uma garota comum. Espero que você, caro espectador esteja com uma taça de vinho curtindo a batida de Paramore: That’s What You Get. Ou qualquer outra música na sua playlist, pois esse texto não é sobre música, é só sobre ser.

Acredito muito na teoria de que tudo passa, mas por ser eu, tudo se torna intenso demais. Então vamos começar, pois estou enrolando demais e somatizando mais ainda. A escrita me gera um alívio, uma catarse maravilhosa, tenho que agradecê-la por nunca ter me abandonado nos momentos mais obscuros da minha psique.

SOU CULPADA POR:

culpada por ser mulher

culpada por querer ser independente

culpada por sentir

culpada por não sentir

culpada por confiar

culpada por nem confiar

culpada por querer viver

culpada por me isolar

culpada por partir.

Na minha doce e turva subjetividade, sou um mundo em metamorfose que está no meio da multidão e querendo um espaço na solidão.

Gabriela P. Benvindo da Silva
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