Cosmo de Saturno
Sim, pensei…
Pensei sobre nós.
Sobre aquela amizade que tínhamos…
Por mais que seja meio pesado puxar assunto, fazíamos um esforçosinho e contávamos até quantos grãos de poeira cósmica caberia dentro de saturno, se isso fosse possível.
Como seria o pôr-do-sol em Paris: Eu, você e o youtube reproduzindo a despedida da luz que traz o dia, registrado por alguém que estava debruçado sobre la paroi des berges de la Seine.
Pra mim, não passava-se de um: “Somos só amigos” com uma pequena dose de “poderia ser algo a mais.”
Mas não tive coragem… não tivemos coragem! Risos
Pessoas passaram em nossos caminhos, como um trem entre suas indas e vindas na estação — deixaram seus traços… E partiram.
E tu?
Tu, que não sabia, cabia perfeitamente dentro de mim.
Em um ou dois anos que nos víamos, afetos fluíam… Algo me atraia para você, como se eu fosse um imã e vós a geladeira, meu corpo pedia contato com seu, só um contato, um tocar de mãos, que eram substituídos por um abraço, multiplicado por um apoio de braço - nessa parte eu era quem ficava em desvantagem, sempre tive estatura Hobbit de ser - que acabava em uma mordida… Nada mais… Nem a menos que isso.
Até chegar a hora do até mais.
Nunca perdemos o contato…
Acho também que nunca iremos perder.
Talvez, ainda sejamos amigos.
Continuemos com aquele gostinho de poderia ser…
Ou não… Eu pensei melhor.
Talvez o meu contrato de trouxa ainda não tenha acabado,
Mas, não quero renová-lo. Não mais.
Cansei dos meios termos.
Das diretas ditas nas entrelinhas.
Do queria,
poderia,
faria,
seria,
esses ias…
Que não é querer.
Contraditoriamente não querendo, ainda quero você.
Eu às vezes te odeio por isso.
Cansei de pensar demais…
E isso, não é sobre você.