DEVOCIONAIS EM JANEIRO — Dia 25

NÃO HÁ COMPETIÇÃO PARA OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS

Numa época como a nossa, vivendo os dias que estamos vivendo, é um ato de adoração subversiva o não competir, não encarar o outro como adversário, não entrar no jogo do “ser melhor”. Não se tem na Bíblia registros de pessoas que foram melhores fazendo o outro perder.

Paulo vai chamar a não competição de “mais que vencedores” (Rm 8:37). Aqueles que são mais que vencedores são aqueles que ensinam e fazem com que outros vençam. Numa cultura como a nossa, de intensa disputa de ter o melhor carro, a melhor casa, o melhor curso, criamos adversários e não irmãos. Lutamos por objetivos obsoletos como, por exemplo, “vencer na vida”, que nada mais é que ter conseguido acumular grandes recursos financeiros. O problema está no fato que nós não fomos feitos pra viver nessa Terra, porque se o objetivo da vida fosse juntar dinheiro não teríamos ricos e milionários nas fileiras dos cemitérios.

O adolescente que não passa no vestibular, o jovem que não consegue o emprego esperado, a mulher que não consegue o corpo escultural tão desejado pelo esposo. Enfim, é competição o tempo todo. É o desejo de ser melhor sendo a tentação da vez dando voz à serpente do jardim que, mais uma vez, diz que podemos ser iguais ou melhores que Deus ou, no caso, que os outros.

Fazer o outro chorar por uma alegria que não inclui o derrotado não é parte do Reino. Jesus estabelece que o Reino foi revelado aos pequeninos, aos sem voz, aos sem chance e perdedores (Mt 11:25 e 26).

Quem perde sua vida, a encontra (Mc 8:35). Um ciclo vicioso de sofrimento e, ao mesmo tempo, de sucesso. Que sucesso é esse que me faz perder amigos, afetos? Que ser bem sucedido é esse que lota consultórios psiquiátricos e mesas de cirurgias plásticas? Os mais que vencedores não precisam competir porque Alguém já venceu por eles. Não ficam com neura de vencer na vida, porque a vida já é uma conquista e um presente.

Decida hoje por viver comunitariamente, compartilhando ideias, serviços e a si mesmo. Decida por iniciar um processo de conversão de valores segundo o Cristo. Inicie uma avaliação sincera das motivações que o leva viver e fazer o que se faz.

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