Aos que preferem transar

Bem-vindo. Se você está aqui agora lendo esse texto, provavelmente é uma pessoa sexualmente ativa, de bem com a vida e que, caso não seja praticante (sabe Deus porque), está interessado no assunto.
Então puxe uma cadeira, acomode-se e aproveite, que vamos falar sobre sexo. Sexo simples, direto, às vezes sujo, improvisado, em uma mansão ou no banheiro do avião. Com a mulher da sua vida, com um estranho, ou o homem dos seus sonhos e uma estranha, com o vizinho da porta da frente, seu chefe, seu estagiário, com roupas de couro, com lingerie branca, de luz apagada, no banco do carro, na casa da árvore, num hotel em Paris ou em uma pousada de beira de estrada.
Talvez você descubra (e admita) que sua irmãzinha mais nova já deu pra alguém e que ela é muito melhor de cama do que você jamais será, que seus pais trepam na sua cama quando você não está em casa, que talvez eles também estejam lendo esse texto, que sua mãe transou para você existir, e transou muitas outras vezes, e sim, ela gostou disso.
Vamos falar que a vida é muito curta pra sentir vergonha do seu corpo, do peito pequeno, do pinto pequeno, ou sentir vergonha de entrar no sexshop ou no motel, sentir vergonha daquela primeira brochada, de ser chamada de puta, de chamar de puta, de cravar as unhas, de trincar os dentes e de gemer até a vizinha reclamar.

Queremos falar da sua primeira vez, aquela que deu tudo errado ou que deu tudo certo. Da noite de núpcias depois de esperar anos e anos de namoro e noivado, de como você esperou tanto tempo por isso. Falar do cara gato da balada que foi um desastre na cama ou da menina meio sem graça do departamento financeiro que sabe o kamasutra de trás pra frente.
Você talvez descubra que os pudores e tabus estão fazendo você perder tempo, que sua esposa nem sempre quer fazer só um amorzinho gostoso. Que tem dias que ela gostaria apenas de transar, trepar, gozar, fuder com você, como se fosse o último dia de vida dela, e que isso é completamente normal.

Bom. Acho que deu pra iniciar o assunto. É mais ou menos sobre isso que vamos falar. Fique à vontade. Boa leitura, e boa transa.

Esse texto saiu primeiramente no Prefiro Transar

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.