Guia de autogestão para Casas Coletivas, Colaborativas ou Compartilhadas desde das Cosmovisões.

Tire o salto alto ao entrar nesse artigo! Ele fala sobre não contaminar nossos lares! :)

Transcender significa elevar-se sobre ou ir além dos limites de; situar-se para lá de algo que está estabelecido, nos caso, os limites que cada ser tem a si mesmo inicialmente.

Esperamos que esse texto seja utilizado como um instrumento de crescimento pessoal para indivíduos (seres indivisíveis: indivi-duo) que querem recuperar o propósito humano de comum-viver e comum-unidade.
A nossa proposta está em utilizar a Sabedoria Ancestral (conhecimento que recorremos com os nativos da América e Índia desde de nossa convivência com eles e de outras Cosmovisões) como centro integrador de diversas metodologias já existentes e outras sistematizadas por nós, visando acelerar o processo de entendimento e crescimento pessoal dos participantes que virão a fazer sua transição pessoal ao pensamento colaborativo e ou acelerar o processo de facilitação dos que já transitaram por meio de um processo de mentoria orgânica (P2P — Pessoa a Pessoa) que visem regenerar a natureza humana como ser dependente de toda biodiversidade e vida comunitária.

Conceitos:

Cosmovisão: É a visão de mundo segundo o território integrado ao pensamento ancestral.

Cosmogeocracia: É a governança dinâmica compartilhada com o território integrado ao pensamento ancestral.

Governança dinâmica: É um conceito onde compartilhamos o poder de decisões para um grupo de interessados em estudar os contextos de forma responsável, participativa e integrativa.

Sociocracia: É uma metodologia baseada na governança dinâmica e que apoia por meio de padrões processos de tomada de decisões coletivas utilizando princípios e técnicas como ferramentas de autogestão como:

Comunicação Assertiva através de rodas de conversas e círculos com ciclos de Love Back (Feed Back Amoroso) podemos criar coesão e consentimento nas decisões estratégias e operacionais.

Sistematização Permanente nos ciclos de conversa, tomada de decisões, Implementação, Planejamento, Avaliação e Incremento da Estratégia da Ação a sistematização deve ser permanente para documentar o processo de gestão do conhecimento tácito.

Facilitação e Focalização no processo de elaboração de Propostas, Verificação e Tomada de Decisões Coletivas se faz necessário para ordenar o processo de uma maneira leve e eficaz.

Organismos: Arquétipo de pensamentos, grupos, projetos, propostas, casas ou espaços-ambientes.

Adotar padrões ou estabelecer novos processos para guiar o coletivo nas operações.

Como a Sociocracia 7D (Sete Dimensões —Estão associadas aos 7 níveis de consciência do Modelo de Richard Barret e cada qual com um sentido-mito) é um modelo lúdico de fluxo transgressivo que ativa-se por meio de ferramentas ancestrais para projetos colaborativos (processos orgânicos-narrativos) integrando a visão do processo colaborativo como um organismo para sustentar, diagnosticar, impulsar e acelerar fluxos sistêmicos regenerativos.

A geometria sagrada é o núcleo do modelo a ser apresentada para compor os processos de imersão na equipe núcleo do PULSO (encontros operativos e ou estratégicos de facilitadores chaves) na Casas Colaborativas proposto pela Universidade de Sabedoria Ancestral, inspirada na união de diversos conceitos e metodologias que utilizamos na prática.

Parte 1: O espaço como um organismo

A visão de gestionar o tempo, a energia, a velocidade de transformação e o cuidado dos espaços em oito dimensões de consciência esta contida no aprofundamento das seguintes perguntas geradoras:

1. Como cuidar integralmente dos Espaços?
2. Como incorporar a sistematização dos processos por meio de uma simbologia perene? 
3. Como navegação pela alegria entusiasta consciente?
4. Como imprimir velocidade transgressiva nas transformações?
5. Como aprofundamos a experiência de maneira engajada?
6. Como aumentamos os níveis de escuta, intuição e presença?
7. Como geramos confiança coletiva por meio da inteligência transcendetal?

A metodologia de governança dinâmica sociocracia, nos convida a ver as diversas formas ou padrões para organizar o fluxo da interação de muitos organismos de forma circular, inspirado na biodinâmica dos elementos químicos.

A soma desses diversos organismos formam um único macro organismo que manifesta-se por meio de espaços onde o fluxo ocorre ou ocorrerá.

Para que os fluxos, de vários organismos, manifestem-se em uníssono é recomendável cuidar permanentemente da harmonização dos espaços físicos utilizados como objeto de interação, quer seja material ou apenas mental/relacional, para isso devemos entender a origem dos espaços e como se dá a manifestação-função-orgânica desses.

Todo projeto tem uma personalidade, um espírito.

Toda casa tem sua personalidade, seu espírito. Para que a personalidade e o espirito possa manifestar-se é preciso um corpo. O corpo é todo local onde sintonizamos e somatizamos pensamentos-desejos. Em uma casa coletiva, compartilhada, colaborativa, o conjunto de seus integrantes, vai somatizar a materialização desse corpo-ação. Quer seja um corpo, projeto ou uma casa, sempre estamos manifestando um fluxos sistêmicos dentro de espaços físicos-planeta por meio de uma fonte-origem. Essa fonte-origem pode ser de uma ou mais unidades individuais de consciência. A consciência pode ser relativa-individual ou absoluta-individual. A absoluta é a soma das individuais.

A qualidade da intervenção depende da qualidade interna do interventor.

Essa máxima de um dos pais da Permacultura, Bill, nos revela uma super dica sobre como e quando podemos invocar e servir nossos projetos ou espaços desde do cuidado interno e da responsabilidade sobre a qualidade do que geramos em nossos “corpos” ou “mente”, pois esses serão reflexos do que teremos em nossos corpos, casas e ou projetos.

A governança dinâmica, como por exemplo a sociocracia, representa a pele de um organismo coletivo.

Até o momento falamos do coletivo, o que é o coletivo? A soma dos indivíduos? Como cuidar do indivíduo?

No conhecimento ancestral o indivíduo é uma semente de vida. Ele precisa ser semeado, germinado, cultivado e compartilhar seus frutos.

Cuidando do Indivíduo
A. Reconhecer a essência do indivíduo como parte do coletivo:

Em um ambiente colaborativo, qualquer indivíduo que não estiver alinhado ao propósito de servir a comunidade, oferecendo seus frutos, de forma desinteressada fará com que o coletivo empregue um esforço para apoiar o processo de revelação desse ponto cego.

O processo oculto aqui revelado é sobre a função constitucional do ser-humano. O ser humano esqueceu do que é ser-humano.

B. Reconhecer as origens de pensamentos e emoções desde do enfoque das distorções cognitiva:

Ele, aprendeu de forma distorcida que a consumo visão é a meta da vida: acumular, compartir, comprar e vender. Para que esse “indiví-duo” (indivisível do outro) reconheça a dependência dele do coletivo e da colaboração, dar, receber, cuidar e regenerar será preciso primeiro acolher as dores de diversos níveis e contextos de abandono e da separação de sua natureza interior e exterior. Para isso iniciamos revelando nossas distorções cognitivas, ou seja, tudo o que nos ensinaram como correto e que nos aprisionam em um pensamento antropocêntrico.

Esse processo é análogo a uma limpeza. Ele começa de forma sutil e logo aprofunda-se em uma busca intensa pelo auto-conhecimento.

C. Expor os padrões e as dificuldades, para gerar confiança e motivação para empreendermos mudança de padrões cognitivos.

Após o processo comunitário de acolhimento, onde reconhecemos a indiferença como ausência do amor e não “falta ou incapacidade de”, o distanciamento como ausência de beleza e não “falta de”, o conflito como ausência de harmônia e não “falta de” e a frustração como ausência de êxtases e não “falta de”, podemos trabalhar a segunda dimensão do processo de despertar do organismo coletivo, colaborativo, comunitário e ou cooperativo que seria integrar as diversas visões de mundo.

Técnicas recomendadas para o processo de acolhimento:
1. Terapia Comunitária Integrativa
2. Rodas de Conversas
3. Círculo de Palavras
4. CNV — Comunicação Não Violenta
5. Troca de Cartas e Presentes
6. Gestão Emocional e Círculos Regenerativos

Parte 2: As funções vitais (propósito orgânico) desse organismo.

Compartilharemos a visão nativa de como integrar aos espaços, e da visão de fluxo vital o conhecimento básico da cosmovisão (visão de mundo) de alguns povos nativos e seguiremos para uma rápida descrição sobre o o conceito fundamental da Sociocracia para integrar ambos os conceitos com a Comunicação não Violenta.

Uma das integrantes de uma casa compartilhada nos perguntou como proceder em caso de um conflito, durante o processo de tomada de decisões.

Comentamos sobre a importância de definir antes, por meio de acordos, os critérios para que todos tenham a claridade sobre como tratar uma divergência ou um bloqueio no processo de tomada de decisão. Como fazer para que essa ocorrência seja aceita, e tratada. Essa ocorrência pode tomar várias formas desde de um processo de acordo ou desacordo.

O investigar Thiago Venco, idealizador da plataforma 1 Acordo, que soluciona conflitos online, comenta que os conflitos tem um padrão recorrente que esta atrelado a diferente formas de percepção do risco.

A defesa da exposição de um risco percebido no processo, e como operar essa situação depende de uma comunicação assertiva.

Quer seja pela busca do consentimento, ou pela geração de novas propostas, até que esse risco seja percebido e não represente mais um desacordo, podemos cair em várias armadilhas da mente como por exemplo a necessidade de empreender um grande esforço de persuadir crenças limitantes de indivíduos no processo de colaboração.

Dependemos sempre da volição de querer compreender as nossas condicionantes que nos impedem de conviver em harmônia, não só como espécie mas com todo o nosso planeta para assim poder cooperar com o momento em que vivemos.

Vide o movimento ecológico ambiental em busca de justiça pelos direitos da natureza.

Alguns passos fundamentais anteriores as técnicas para conectar a compreensão de como um organismo social, coletivo, comunitário ou de círculos, como prevê a sociocracia, serão necessários previamente como incremento.

A sintonização do grupo por meio do cuidado do espaço antes de compartilhar métodos e técnicas será fundamental. Aconselhamos o uso de ferramentas como as constelações sistêmicas como meio de encontrar bloqueios sutis em relações humanas internas e externas.

Os métodos são um meio fundamental de ter exito, mas não percebidos ou aceitos. É preciso conduzir esse reconhecimento e essa necessidade em um processo lógico e mental de persuasão:

1. Definir de maneira celebrativa os critérios de tomada de decisão: Integrar a visão de que um espaço é um local sagrado, bem como um projeto ou uma casa como meio para recordar o propósito coletivo, é a receita de sucesso de tribos nativas. Quer dizer, eu não vou discordar do SOL. Eu dependo dele para viver. Eu não vou discordar da terra, eu dependo dela para ter sementes e água.
 
Esse espaço de identidade, ou seja, de saber que os projetos, casas ou corpos são extensões desse local que habitamos é criado e utilizado para gerar confiança permanentemente. É o altar do projeto, da casa! Ou o centro onde o fogo do pensamento ancestral da tribo é mantido.

No momento de definir os critérios de tomada de decisão é preciso ordem. É preciso hierarquia. Agora, essa ordem e esse controle hierárquico vem desde da vocação, do entusiamo, do dom de servir aos demais. Quer dizer que todos temos a possibilidade de assumir o protagonismo desde de nosso sincero desejo de servir aos demais. Quando existe apego, interesse pessoal ou desejo de criar vantagens para algum grupo, chamamos este desejo de desfavorável para o crescimento pessoal.

Muitos de nós tem incapacidades de lidar com lideranças por conta de distorções cognitivas, maneiras erradas de aprender a lidar com nossas emoções. É preciso saber reconhecer-las e fazer um grande esforço de comunicar-las quando esses padrões foram manifestados.

2. Elaborar por meio da arte os protocolos de comunicação
Todo conhecimento ancestral sobre a identidade das tribos nativas é sistematizado pela arte. É realizada obras de uso doméstico e cerimonial com símbolos para integrar-se a comunidade histórias e mitos onde a base de conhecimento e também relacionada a conduta e comportamento.

O espirito do projeto ou da casa manifesta-se pela linguagem dos símbolos e seus instrumentos de uso diário. A escrita é pelos símbolos e eles são importantes para recordar o propósito dia a dia. As cerimônias para incrementar a linha de tempo novos sinais, símbolos ou evidências do êxito ou do fracasso são uma maneira de governança dinâmica cosmogeocratica, de cosmogeocracia, ou a sabedoria ancestral manifestada em um território. Cosmo significa Mundo.

Cosmovisão é uma visão de mundo. Todo processo cosmogeocratico, seja bom ou não é considerado parte do processo de crescimento. Ele torna-se impessoal.

3. Estabelecer processos criativos que alterem a forma de realizar as atividades e que incrementem a diversão na hora de monitorar os resultados. A criatividade nas tribos nativa renova a energia dos espaços e faz com que o poder do presente se manifeste pelo humor. Sem reconhecer a importância do presente e sua beleza não podemos reconhecer a importância de mudar os processos e fazê-lo com facilidade.

É como a água que se estanca. A água tem que fluir. Os processos não podem parar de se renovar.

A análise de riscos para a tomada de decisões pode ser realizada de maneira multidimensional: verificar os riscos de várias perspectivas: ambiental, social, cultural e financeira, mental, física, emocional ou espiritual. Agora como saber quando a mente esta especulando?

No mundo nativo, o Pajé, Mamo, Bramana, Sábio, Mestre é o responsável por guiar as consultas, ao espírito da natureza e ou seus códigos.

As perguntas geradoras que podemos compartilhar, de forma técnica seriam considerar oito dimensões do ser: social, cultural, ambiental, monetário-tempo, físico, mental, emocional e espiritual e seus respectivos coeficientes:

1. Considerando o risco, na dimensão social, essa proposta reduz/aumenta nosso capital social (nossa rede)? Coeficiente de Rede.

2. Considerando o risco, na dimensão financeira, essa proposta reduz/aumenta nossas despesas e ingressos? Coeficiente de Multivalor.

3. Considerando o risco, na dimensão cultural, essa proposta reduz/aumenta nossos saberes? Coeficiente de Colaboração.

4. Considerando o risco, na dimensão ambiental, essa proposta reduz/aumenta nossa disponibilidade de recursos compartilhados? Coeficiente de Uso Compartilhado.

5. Considerando o risco, na dimensão física, essa proposta reduz/aumenta nossa saúde física? Coeficiente de Corpo-Templo.

6. Considerando o risco, na dimensão emocional, essa proposta reduz/aumenta nossa cognição? Coeficiente Cognitiva.

7. Considerando o risco, na dimensão mental, essa proposta reduz/aumenta nossa disponibilidade de paz-interior? Coeficiente de Paz Interior.

8. Considerando o risco, na dimensão espiritual, essa proposta reduz/aumenta nosso crescimento pessoal? Coeficiente de Auto Conhecimento.

Ao avaliar o risco de uma proposta antes de um processo de tomada de decisão exigiu um esforço de quem elaborou essa proposta. Esse esforço vai determinar muito, no processo de decisão coletivo.
Uma decisão ou acordo depende de uma proposta bem elaborada e bem comunicada.

Diversos elementos além dos centrais devem ser esclarecidos ou revelados (quando nem mesmo o autor sabe responder) por meio de processos ocultos (investigação) a proposta durante a reunião sabemos que esse esforço não será suficiente para fazer fluir a decisão.

A proposta tornou-se adaptável aos níveis de necessidades potenciais do organismo Casa? Essa pergunta é chave para ser incrementada a proposta.

Quando esses processos acima estão amadurecidos recomendamos um sistema de tomada de decisões online, isso facilitará muito o processo de autogestão:

https://www.loomio.org/

Crenças Limitantes

Se para você nada do que esta acima faz sentido, ou tenha funcionado, é porque ainda exite um caminho longo a ser percorrido, ele chama-se crenças limitantes. Porque não trabalhamos de forma integrada? Porque discordamos? Porque trazemos tanto o debate e o embate ao invés de confiar na inteligência coletiva?

Muitos de nós esta APEGADO a um sistema de crença. Esse apego nos faz desfuncionais. Escutei de um diretor de artes premiado em Brasília, o Zé Rogério, “minha obra também é minha alienação”. Esse conceito esta em muitas cosmovisões. Quando estou apegado a algo que é “meu”, “eu”, “material” e me esqueço do presente, do “estar atento”, estou em perigo, deixo de transitar o agora e acabo por distração deixando o mais importante, o contexto do espaço, tempo e circunstância. Quer dizer: muitos coletivos, onde viajamos e conhecemos projetos colaborativos, acabam, porque estamos apegados a um senso de propriedade, ou apego, que nos limita incluir ou integrar visões opostas ou divergentes.

Tudo é questão de fé: até mesmo o ateu, reforça a fé na inexistência de Deus. No entanto, ele tem muita fé nisso, pois defende a não existência de Deus. Um criminoso acredita na violência. Um pastor em sua igreja, uma mãe na sua prole. Esses níveis de crenças podem nos expandir ou limitar. Para saber como seguir um sistema de crenças que favoreça os projetos de comum-vivência podemos adotar um sistema de qualidade encontrado nos vedas.:

O mundo material segundo a filosofia vedanta possui três modalidades: a ignorância, onde o nível de consciência do indivíduo não esta consciente da qualidade e reações de seus atos, da paixão, onde estamos apegados e com um sentimento de posse por nossas ideais e ações, e a bondade onde impregnamos nossos desejos e volições a atitudes caridosas e piedosas.

Segundo os sábios, em nenhum dessas três qualidades pode-se transcender o ciclo de morte e renascimento do mundo material, onde temos uma energia ilusória muito forte chamada de “maya” ou o estado de separação da divindade. A única maneira de cessar o ciclo de morte ou renascimento seria atingir a bondade pura. Essa bondade pura é um estado de consciência onde todo meu sistema de crença baseia-se na aceitação de que tudo o que acontece é sagrado e vem do desejo de uma consciência superior. Quando eu aceito que não sou o controlador do mundo e de minhas relações, mas sim de minhas reações passo a entender a importância de controlar minha mente.

A mente, mente. Ela é muito forte e é o sentido mais difícil de ser controlado. Para evitarmos que ela nos leve a um estado de insatisfação e que nele abramos as portas (demais sentidos) a uma visão distorcionada do mundo, ou seja, vê-lo como algo imperfeito, precisamos fixar nosso pensamento em algo elevado, superior.

Para isso, todas as casas ancestrais tem o que chamamos de altar ou fogo central, onde se oferece diariamente o culto (agradecimento) a natureza e a divindade (ambos são integrados nas cosmovisões) com o objetivo de transcender as limitações da mente, do corpo e controlar as emoções supostamente negativas (a percepção da falta de…)”.

Parte 3: Os tipos de classificações para as funções vitais de um organismo

Com o pensamento orgânico (aquele que se propõe a servir sua função vital sem condicionamentos limitantes), a partir da Sabedoria Ancestral, convidamos aos facilitadores de projetos a pensarem na hipótese da integração de métodos e conhecimentos complementares e disruptivos desde de processos de implementação da Sociocracia citados acima com o objetivo de desenvolver a inteligência transcendental de cada participante de forma ágil conforme vimos na parte 1 e 2 desse texto-relato.

Queremos propor como sugestão, que sempre existam ambientes físicos reconhecidos para novos tipos de atividades, pois no conhecimento nativo cada espaço possui uma personalidade, ou uma identidade e para cada qual é preciso conectar-se com energias e propósitos diferentes:

1. Ambiente do Pensador: É um chamado para todos que habitam a casa realizarem um encontro com a finalidade de cooperar desde do corpo desse organismo, desde do pensamento indivíduo-coletivo.

A proposta é preparar o terreno antes de qualquer plantio, conversa ou tomada de decisão. Sintonizar o propósito, resgatando o sutil e o não racional, do porque estamos juntos.

A reconexão humana vai dar-se desde do respirar, olhar, do sentir, do abraçar. As danças de paz são um precioso instrumento de integração entre todos. Esse momento é sempre negligenciado e esquecido. É preciso honrar o espaço e o coletivo, oferecer agradecimentos e pedir permissão ao território para fazer uso da palavra e da escuta, como instrumento do amor divino;

O olhar e o sorriso são técnicas para estimular a mente a pensar com inteligência transcendental. A pedagogia da cooperação também pode ser um instrumento poderoso quanto aos jogos que podem ser empregados no coletivo.

Sempre a cada experiência, dizer o que estamos sentindo ao grupo gera confiança. Aproveitar o momento para praticar o Pensamento bonito como falam os nativos, para que todos sintonizemos a mesma frequência.

Ação: Integrar a Pedagogia da Cooperação, CNV e Danças de Paz.

2. Ambiente do Artivista: Trata-se de um encontro em um espaço onde vamos sentir as dores do mundo, afinal, o que reflete fora é o que sentimos dentro.

O que e onde gostaríamos de empreender nosso tempo, energia e inteligência como comunidade para apoiar?

Somos seres que temos a capacidade de exercer a bondade e ações piedosas, isto é um dos atributos do seres humanos, desde de sempre, em muitas comunidades ancestrais praticamos os mutirões, ou mingas, como são chamadas na América Latina as ações em comunidades que beneficiam quem está necessitado.

Muitos de nós não conseguirá dialogar ou expressar por bloqueios ou traumas e para isso precisamos da arte como meio de expressão.

Tecnologias sociais e ancestrais sendo facilitadas e acompanhadas caso o bloqueio persista.

Para realizar um diagnóstico ágil de interesses e causas, podemos adotar o Café do Mundo onde dividimos mesas com sistematizadores e perguntas geradoras. Já em casos onde os bloqueios sejam maiores, adotamos a Arte-Terapia ou a Música-Dança-Terapia.

As perguntas geradoras vão revelar muitas categorias de informações que podem gerar motivação nos moradores no presente, ajudando a integração entre eles em prol de outros que mais necessitem.

A etapa prática seria criar uma visita a um local ou mais locais para examinar uma estratégia de ação comunitária que beneficie este espaço e reduz essa dor que foi compartilhada. Esses eventos vão gerar um tecido social-comunitário genuíno.

Referência: https://www.youtube.com/watch?v=UnB9y_c8pdE

3. Ambiente Co-evolucionário: Depois de uma jornada comunitária chegamos ao momento de evoluirmos coletivamente. Após transitar por dois ambientes na agenda, chegamos na missão de evolucionarmos juntos nos projetos e decisões de nosso grupo.

Em um coletivo que esteja iniciando o projeto novo ou queira renovar as energias, o círculo dos sonhos é uma ferramenta super indicada e poderá ser utilizado para criar propostas a partir dos sonhos dos participantes.

A ideia é mitigar riscos e acelerar o processo de tomada de decisões integrando os padrões da Sociocracia, mas antes, conhecendo o que cada participante traz como necessidade.

4. Ambiente Original: Se estabelece a conexão e contato com o território natural reconhecendo o mesmo como membro ativo do processo por meio da cosmogeocracia e com direitos iguais ao do ser humano.

Esse processo de empreendizagem é chamado Cosmogeocracia, (empreender a aprendizagem de conexão recíproca com o território) fornece aos participantes uma experiência distinta do que estamos acostumados quando falamos de participação cidadania ou de organização sociocrática desde do conhecimento local.

Qual é a nossa oferenda ao território?

A confiança no processo colaborativo passa ser superior do que a necessidade de confiar em um indivíduos isolados, líderes ou representantes ou em uma opinião, crença ou verdade, o debate. A experiência do presente é sempre considerada maestra.

Nesse momento tratamos os riscos, distorções cognitivas e discordâncias como um viveiro biodiverso de experiência: sementes (propostas) e espécies (visões/funções) respeitando todas as naturezas de forma equânime, transparente e livre confiando nos ambientes e seus propósitos. Para isso utilizamos ferramentas ancestrais de leitura do presente.

Cada ser tem sua função. Ernest Gotsch

Saber como respeitar o fluxo de interações de cada órgão de um organismo é tarefa para santos facilitadores (fluxo comunidade, fluxo projeto, fluxo casa ou fluxo indivíduo) reconhecer que tudo é a soma do que estamos pensando interiormente é o papel do Sábio Facilitador.

Ele é capaz de facilitar com instrumentos simples sem a necessidade de gastar energia e recursos gerando conexões entre os ambientes e seus propósitos orgânicos adequados (acordos de função natural). Para isso ele é capaz de comunicar-se assertivamente com cada nível de consciência individual e coletivo e mediar o entendimento.

Ver Modelo de Barret

Revelar processos ocultos desde da observação de sistemas organizativos orgânicos é a possibilidade de manter uma casa como um ecossistema em equilíbrio mesmo quando este não esteja nesse estado, reconhecemos a transição e esperamos o retorno da harmônia com táticas e estratégias, são os chamados planos de contingência.

Parte 4: Relações de Reciprocidade em Comum-unidades

Uma das situações que encontramos em casas compartilhadas ou projetos que possuam esse nível de interação de comum-unidade é a necessidade de monitorar o nível de engajamento e compromisso individual e coletivo.

Geralmente, existe um ou mais facilitador, pioneiro ou visionário que esta em busca de realizar um serviço a comunidade e engaja a todos. Isto não quer dizer que todos os participantes estejam engajados com o mesmo propósito de criar comunidade.

A casa compartilhada, coletiva ou colaborativa vai atrair diversas visões de mundos e cada qual com a sua possibilidade de servir ou ser servido pelo projeto.

Entretanto é necessário que existam graus de compromissos mínimos para que exista uma relação de reciprocidade, isto por uma única razão, precisamos construir relações ganha-ganha-ganha, onde ganha o indivíduo, a comunidade e o território, ou a Mãe Terra.

Para construir um modelo que seja contínuo, mesmo quando os visionários ou pioneiros deixem a iniciativa é necessário estabelecer a sistematização permanente e seu devido compartilhamento, podendo estas serem símbolos a fichas técnicas, para que com essa, os procedimentos básicos de convivência e comunicação estabelecidos não se percam.

A coexistência humana nem sempre é harmoniosa, isto, devido a diversos fatores que incidem o comportamento pessoal. Podemos acordar de mal humor, ter uma briga com quem amamos, perder algum objeto de valor, ter sido tratados com indiferença, estar com sentimentos de nostalgia ou dor e até mesmo as frustrações de não lograr o que estamos de fato buscando, como por exemplo o sentimento de paz e felicidade.

Muito embora todas essas atribuições que sempre estão conectadas com relações de sobrevivência como a economia, dependem de uma ordem para serem tratadas.

Quando estamos falando de contas, pagamentos e divisão de ônus, uma parcela de ansiedade se soma ao processo devido a nossa memória emocional relacionada ao dinheiro. Quantos de nós não viveu uma ruptura social de ter que sair da casa de nossos pais pela necessidade de independência?

As relações comerciais em nossa era promovem sofrimento devido ao modelo competitivo baseado no mito da escassez. Estivemos habituados a acreditar que não temos tempo, recursos e apoio para empreender nossos sonhos e ações, quase sempre, quando tratamos de dinheiro. No entanto, esse paradigma começa a ser mudado.

As casas compartilhadas são templos da colaboração e reconhecem que a economia pode ser consciente. Para isso é preciso que cada participante dessas iniciativas depositem confiança no processo e participem de uma maneira engajada. O compromisso é fazer de cada ação uma ação sagrada, uma oferenda a relações ganha-ganha-ganha. Estamos inspirando e realizando uma evolução de comportamentos e de relações que necessitam de nossa participação integral.

Equilibrando nossas interações pelo serviço espontâneo na comunidade sustentamos todos um sonho coletivo.
O que precisamos para manter o sonho de sermos uma comunidade colaborativa, compartilhada, coletiva, cooperativa e regenerativa?

Para responder essas perguntas precisaremos mapear diversos níveis de informações, desdo do nível aprendiz a sábio, onde definiremos nossos propósitos até o nível de sobrevivência-prático, onde devemos até mapearmos nossos custos mensais e evidenciar todas as necessidades e possibilidades para manter-nos em harmônia.

Após definir o mapa de necessidades essenciais e operativas devemos coletar informações sobre as condições necessárias para definir acordos de participação com quem quer colaborar.

E depois, quem está sentindo-se feliz, ou sobrecarregado
Quem está
engajado ou sentindo que pode engajar-se mais
Quem não
está presente e deveria esta
Como podemos
equilibrar e balancear as relações?
Como podemos
criar estratégias e alternativas para suprir nossas necessidades?
Como
ser responsável por nossas necessidades individuais sem perturbar o coletivo?

Parte 5: Ferramentas e Técnicas

Criamos um quadro para balancear as relações considerando o princípio da reciprocidade.

O que necessitamos: (Como colaborar)
Consultar Lista de Compras de Produtos de Limpeza
Consultar Serviços e Horários de Limpeza e Organização Diária

Consultar Produtos de Compras de Alimentos
Consultar Serviços e Horários de Alimentação

Consultar Lista de Compras de Ferramentas e Itens de Manutenção da Casa
Consultar Serviços de Manutenção Diária

Serviços de Facilitação
Ferramentas, Técnicas e Equipamentos de Facilitação

Serviços para Eventos
Equipamentos, Recursos e Materiais para Eventos

Nossos custos

Abaixo colocamos outro quadro, para balancear as atividades operacionais de uma casa em oito etapas.

Quadro de divisão de tarefas e monitoramento KANBAN e SCRUM — Fonte: Casa Anitcha/RJ

Etapa Fluxo! 
1.Como evitar a procrastinação?

Para gerar fluxo, não podemos procrastinar!

No livro 7 hábitos das pessoas altamente eficazes (Stephen Covey) são citados seis passos na arte da priorização que ajudam a evitar a procrastinação e também a falta de engajamento pessoal nos projetos de vida pessoal e ou colaborativos e apoiam o processo de fluxo colaborativo:

a. Sintonizar o propósito pessoal e coletivo e recordar sempre. Manter a chama acessa. (Ciclos de Dragon Dreaming)
b. Revisar com equipe os papéis, responsáveis e suas funções semanalmente. (Ciclos de Sociocracia 3.0)
c. Identificar objetivos comuns e pessoais e cumprir propósito coletivo. (Ciclos de Sonhocracia: Dragon Dreaming e Sociocracia juntos)
d. Comunicação Transparente: Como nos sentimos? (Espaço de cuidado emocional.) (Grupos de Estudos de CNV e Circulo de Apoio a projetos de vida)
e. Celebrar/Retroalimentação e Correção de Curso. (Espaço cerimonial de agradecimento, reciprocidade e equilibrio com o território: Fluxobiocracia).

Regra de ouro:
Não faça com os outros aquilo que você não gostaria que não fizessem com você. O projeto é um organismo, cumprir com sua parcela de responsabilidade orgânica é parte fundamental do caráter ético para com a natureza nesse momento em que reconhecemos a dor de tantas entidades viventes que sofrem pelas reações dos seres humanos inconscientes da relação de interdependência.

Veja uma proposta gráfica sobre como priorizar suas atividades, neste exemplo de níveis prático, relacional e de formação profissional:

Potencial Sinérgico e Criativo
2. Como elevar o projeto e nossa atuação ao máximo potencial?

Acima de 90% dos principais participantes do seu projeto colaborativo têm que ser ocupados pelas pessoas certas. Os participantes atuais possuem algum problema de valores, disposição ou competência? Eles pensam que tem um emprego ou uma responsabilidade com uma causa comum? Estão no nível de depender do projeto ou são independentes? Reconhecem a relação de interdependência?

Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes — Steven Covey

O processo de inclusão dos participantes para algumas atividades dependem de acordos prévios.

Acordos de desempenho Ganha-Ganha-Ganha:
a. Previsão de resultados — metas 4D (ambiental, social, cultural e financeiro)
b. Diretrizes para tomada de decisões e participação por nível de compromisso 
c. Mapeamento de recursos 4D como fomento pemanentemente a Fluxonomia
d. Matriz de co responsabilidade por círculo: cuidado e regeneração do fluxo
e. Consequências e Riscos identificados por projetos propostos e implementados

Para realizar acordos exitosos os participantes podem contar um diagnóstico prévio sobre as plataformas de consciência por meio de outras ferramentas ancestrais que vamos compartilhar durante a formação: qual o seu nível de consciência nesse momento? E o de seu projeto? Como isso influencia o processo de crescimento pessoal e do coletivo? Venha descobrir em nossa formação!

3. Como reorganizar nossos projetos de vida juntamente com projetos colaborativos?

Aplicando os níveis de escuta empática:
a. Sondando o que sentimos?
b. Interpretando o que percebemos do nosso sentir?
c. Aconselhando a nós mesmos e recebendo conselhos de outros?
d. Diagnosticando com a ajuda dos pontos cegos revelados pelos processo ocultos anteriores.

Cristalização por meio de fórmulas de participação e tipos de sinergias: abertura para receber
a. Sinergia por resultados
b. Sinergia por cooperação
c. Sinergia por objetivos
d. Sinergia por pocessos
 
Sinergia requer:
a. Objetivo comum
b. Sentido comum
c. Propósito comum

Sinergia também significa quanto juntos ganhamos mais do que quando estamos separados.

Cuidando das diferenças em sessões de gestão emocional
a. Tolerância
b. Aceitação
c. Valorização do desapego 
d. Celebração dos presentes recebidos (divergências)
 
4. Como cantar para o mundo nossa gratitude?
Integrando do corpo, mente, emoção e espírito. Essa integração se faz voltando ao centro: ao coração. Cultivando o amor do ser humano a todos e tudo.

Quatro tipos de ambientes se faz necessário
a. Amor pelos objetivos (pensamento)
b. Amor pelos meios (ação)
c. Amor pelo Eu (meditação)
d. Amor pela vida (conexão com divindade)

Inexiste excelência real neste mundo que esteja separada do correto viver: Dharma, ou, amar servir desinteressadamente.

Para cantar de forma agradecida é preciso: confiança nos processos, esforço de orientar e ser orientado, poder de compartilhar a decisão, e desenvolver discernimento com sabedoria.

5. Como sintonizar o foco e manter-lo?
a. Saber priorizar atividades com o tempo: deixar de contar horas e construir relógios
b. Ser pró-ativo com os desafios e atividades pessoais
c. Criar ambientes de sintonizar pensamentos sistêmicos e positivos
d. Desenvolver empátia com todos e tudo
e. Criar sinergia entre os elementos complementares e ou opostos de forma constante
f. Sintonizar sabedoria interior com exterior 
g. Sistematização constante

6. Como encontrar o fluxo financeiro perdido dos projetos colaborativo e de vida?
Desenvolver habilidades e competências necessárias para que mais facilitadores tornem-se parte do projeto como mentores, para que novos facilitadores/participantes sejam fluxonomistas exitosos de forma replicável.

Segundo Antônio Rubim o ecossistema de empreendimentos criativos e culturais possuem a estrutura:

A. Artistas e Cientistas -> Criação
B. Profissionais e Educadores -> Difusão
C. Gestores e Mediadores -> Organização

Segundo David Rae existe uma figura que incorpora essas três funções e ainda trata de influenciar, articular, conectar e distribuir a criação, a difusão e a organização: é o empreendedor cultural.

Este personagem cuida tanto da gestão estratégica como operacional pelo fato dos empreendimentos culturais não terem o objetivo de lucro. Assim, o empreendedorismo social tem a mesma relação e ambos se encontram nos empreendimentos e economia criativa.

Saber prototipar de forma ágil sinergias novas em projetos pilotos com: objetivos comuns onde habilidades sejam transformadas em resultados concretos é uma necessidade sina qua nom para as casa colaborativas. Quer dizer que é preciso entender e definir os objetivos e os conjuntos de estratégias bem como equipes por ciclos. Nesse sentidos os projetos colaborativos são uma saída frutuosa para os membros de coletivos colaborativos.

No momento de co-criar projetos colaborativos é preciso saber facilitar grupos para depois gerenciar projetos. Geralmente pessoas com competências de gerenciamento de projetos chegam com diversos condicionamentos do sistema tradicional, de comando e controla, para gerenciar projetos colaborativos. Certamente esse contexto vai gerar pontos cegos e ou adversidades no relacionamento.

É preciso mudar a lógica do processo gerencial em um ambiente compartilhado. Para esse serviço recomendamos um profundo processo de análise sobre quais as pessoas indicadas a facilitar e transferir a ciência e a arte de facilitar a novos membros, antes da partida do facilitador.

Outro ponto é que o facilitador é uma pessoa comprometida com a integração de todos. Ele prima pela inclusão e apoio aos que estão a menos tempo, ou que estão sofrendo dificuldades de participação, de forma imparcial. Tem a responsabilidade de sistematizar ou compartilhar essa responsabilidade com o grupo, mantendo o histórico em registro escrito, fotográfico e se possível áudio-visual.

A fase essencial dessa etapa de remuneração esta em definir os perfis de participantes, de acordo com os processos operacionais, estratégicos e relacionais, seguindo as necessidades e os acordos pré-estabelecidos de forma a estabelecer fórmulas de participação do projeto ou programa. Verificar sempre antes de uma decisão é garantir o consentimento, tome cuidado se você for o líder para distinguir a persuasão da imposição.

7. Como trabalhar a ansiedade na transição dos modelos convencionais para colaborativos?

Tenha em conta que a ansiedade é fruto da falta de disciplina com o nosso corpo. Se não controlamos nossos sentidos, e oferecemos a ele tudo o que nos pede, criamos uma dependência emocional. Preferível é manter a mente fixa no presente. Sempre que deslocamos a mente ao passado ou ao futuro, causamos ansiedade. Quando mantemos a mente no presente, temos atenção. Foque sua mente na Teoria do Círculo de Ouro:

Identificando o propósito, o processo e o resultado chave (vital) do seu projeto:

Integrando corpo, mente e espírito por meio da YOGA: não esqueça que um trabalho mental, sem levar o corpo a um estado de cuidado, vamos perder energia e isso refletirá no seu organismo: casa / coletivo.

Aula de Yoga na CASA GAIA/RJ — Facilitadora Carolina Telles

A matriz da Fluxonomia 4D por Lala Deheinzelin é uma boa maneira para apoiar o processo de compreender como poderíamos cuidar dos “comos” de nossos projetos colaborativos e ativar o fluxo de um processo econômico alternativo.

Na Fluxonomia 4D mudamos o paradigma da economia do ter, para o ser. Revelamos quatro tipos de economia: Economia Colaborativa, Economia Compartilhada, Economia Multimoedas. Nesse momento estamos integrando novas e inúmeras possibilidades de gerar recursos a nossos projetos.

Saiba mais sobre a fluxonomia: http://www.fluxonomia4D.com.br/uniflux

8. Como organizar os processos e procedimentos operacionais e escalar?

Relacionamentos

  • Declarar Valores, conceitos e princípios.
  • Co-criar Código de conduta, ética e propósito orgânico (função vital).
  • Definir Critérios, Fórmulas de Participação e Acordos.
  • Elaborar: Protocolos de Comunicação Celebrações, Mensagem-Memória, Passagem-Mito.

Procedimentos

  • Desenhar e Documentar Processos e Procedimentos
  • Sistematizar Guia de operações.
  • Modelar guia estratégico.
  • Compartilhar e utilizar agenda compartilhada.

Economia baseada em projetos

  • Propostas de Projetos e programas.
  • Autogestão de projetos e programas.
  • Planos de contingência.

Aprendizado e Crescimento.

  • Monitorar e compartilhar permanentemente Resultados transformadores.
  • Fomentar e promover o crescimento individual e coletivo.
  • Sustentabilidade e Regeneração da rotina operacional.
  • Definir a viabilidade para manter os resultados transformadores.
  • Visualizar e deliberar sobre os Impactos positivos e negativos.

Parte 6: Estudo de Caso Aplicados
Caso de Estudo 1:
Casa Água Viva/Brasília/DF
Facilitador: Gabriel Silveira e Guguinha

Coletivo Medusa

Casa Coletiva Água Viva em Brasilia/DF

Necessidades Mapeadas com moradores

Operacional.

  • Criar uma inteligência administrativa e financeira para cada área e projeto da casa.
  • Definir as áreas e seus procedimentos com a casa e seus participantes
  • Organizar agenda de resultados trimestrais para facilitar e otimizar o tempo.

Equipe

  • Identificar papéis e perfis visando o crescimento do coletivo.
  • Alinhar propósito individual e coletivo
  • Desenha fluxo de trabalho inteligente e saudável com objetivos comuns

Anexo
Primeira parte dos Processos Financeiros para Casas Colaborativas elaborada para a Casa Água Viva.

Caso de Estudo 2: Casa Ponte/Brasília
Facilitadora: Samara Dairel

Casas da Ponte

Casa Compartilhada A Ponte em Brasília/DF

Necessidades Mapeadas com moradores

Primeira Etapa:
Constelação sistêmica por meio de ferramenta Vastu Shastra.

Memória da Constelação

Segunda Etapa:
Celebração com linha do tempo desde do início do processo.

Linha do tempo — Celebração de 1 ano de casa compartilhada.

Terceira Etapa: Levantar Necessidades 
O que eu preciso para sentir-me feliz hoje. (Dimensão Individual)

  • Estar aberta para novas oportunidades
  • Abertura para tudo e todos
  • Sinceridade coração aberto
  • Sentir-me integrado e incluído
  • Concordância e empatia um com o outro
  • Realizar, dar passos e avançar
  • Colaborar para que os acordos sejam em prol do bem comum
  • Que a gente consiga dar um passo na direção da construção do coletivo colaborativo
  • Resgate da comunicação autêntica e amorosa
Mapeamento Individual de Necessidades Individuais

O que eu preciso para sentir-me feliz no projeto. (Dimensão Coletivo)

  • Estar integrada ao propósito do coletivo
  • Abertura flexibilidade e confiança
  • Abertura para tudo e para todos
  • Sentir-me identificada
  • Foco no autoconhecimento
  • Tranquilidade, harmonia e responsábilidade
  • União e autenticidade, cuidado com o outro
  • Sentir-me inserida — compartilhar o que tenho de melhor
Mapeamento de Necessidades Coletivas

Mapeamento por processo:
Dimensão Relacionamentos

  • Comunicação clara e transparente
  • Escuta compassiva
  • Checar a comunicação, as necessidades e tornar as intenções claras
  • Tratar o coletivo — bem comum
  • Equilíbrio entre questões individuais e engajamento com coletivo
  • Transparência entrega e compromisso
  • Comunicação com clareza, quem sou? o que faço? como posso colaborar? quais são meus medos?
  • Interação lúdica com todos os moradores
  • Definir os critérios de entrada e saída de moradores
  • Comprometer-nos a algo a longo prazo (flexibilidade)
  • Abertura e tolerância
Mapeamento de Necessidades — Dimensão Relacional

Mapeamento por processo:
Dimensão Processos Internos

  • Engajamento e auto responsabilidade nas necessidades coletivas da casa
  • Clareza sobre os procedimentos e responsabilidades em dias de encontro e eventos da casa
  • Atribuições bem definidas e compromisso de cada um em assumi-las
  • Alimentação coletiva e Limpeza coletiva
  • Rotina e tarefas bem definidas porém flexivas e leves
  • Definir um serviço para o coletivo
  • Evitar dar trabalho desnecessário ou perturbar
  • Regras de convivência, calendários, compromissos, responsáveis.
  • Espaço permanente de revisão de processos
  • Divisão de tarefas e manutenções
  • Auto responsabilidade
Mapeamento de Necessidades — Dimensão Processos Internos

Mapeamento por processo:
Dimensão Financeiro e Econômico

  • Móveis para integrar o coletivo
  • Remunerar com uma % do aluguel do evento o morador responsável em acompanhar o evento.
  • Potencializar eventos, abrir práticas de trocas e permutas, otimizar o uso da casa
  • Transparência e compromisso, divisão de tarefas, responsabilidade compartilhada, segurança e atenção
  • Calendário com datas e horários pré-estabelecidos para eventos, pessoas responsáveis pelos eventos
  • Organização para receber eventos e priorizar o viver na casa
  • Conhecer as necessidades de cada um, integrar talentos, rodas de conversas, buscar soluções criativas
  • Transformar um dos quartos em um hostel ponte pelo Airbnb
  • Fazer o que se pode, com o que se tem agora — algo vendável
Mapeamento de Necessidades — Dimensão Financeiro/Econômico

Mapeamento por processo:
Dimensão Crescimento e Aprendizagem

  • Bom humor, ritmo, projeto comum, cantar e dançar, rodas de conversa
  • A existência de espaços e atividades de facilitação de processos colaborativos regenerativos
  • Atividades coletivas, mutirão de limpeza, cessão de cinema, divisão de tarefas
  • Investimento proporcional ao resultado, visibilizar o que o coletivo faz, comunicar com clareza
  • Criar um encontro da casa (encontro, vivência) em que os moradores são os facilitadores
  • Encontros para construção de vínculos e de trabalho coletivo
  • Tarefas de manutenção da casa realizada em grupo ex: cuidar do jardim
  • Encontros periódicos para cuidar dos sentimentos, necessidades, espaços de escuta, celebração e rituais espirituais
  • Diversão com jogos ou atividades coletivas
Mapeamento de Necessidades — Dimensão Crescimento e Aprendizagem

Anexos: 
Hortinha feita como terapia integrativa, durante minha passagem na casa Ponte.

Desenhando novos caminhos para processos colaborativos para e na casa A Ponte.

Apresentação do Projeto Casas da Ponte
Pré Modelo de Negócios Colaborativos Casa A Ponte
Desenho de Comunidades Colaborativas
Fluxa — A plataforma do fluxo
Encontros Sagrado Masculino
Impact Experience

Ambos os casos de estudos 1 e 2 estão em andamento. 
Esta sistematização é parcial.

Caso de Estudo 3: Casa Anitcha/RJ
Facilitadora: Renata Lara

Como utilizar a Sociocracia como ponte entre uma Casa Colaborativa e o seu bairro?

Palestra — O papel da Sociocraia e as Cosmovisões nas casas colaborativas na Casa Anitcha — participação de Timei

O novo mundo é agora! Esse mantra já é realidade há 8 anos em um bairro do Rio de Janeiro. O Grajaú é colaborativo e é a prova viva de que um bairro tradicional de uma grande cidade pode fazer parte da transição colaborativa! A equipe coração da Formação de Facilitadores de Projetos Colaborativos — RJ esteve na feira de produtos orgânicos do Grajaú e encontrou Dona Tereza, uma poetisa que faz serviço voluntário no monastério da ordem de Madre Tereza de Calcutá. Dona Tereza, comentou depois de declamar seus versos : vocês tem que conhecer a Casa Anitcha e a Renata Lara, facilitadora do projeto! Voialá! Já estava em nossa agenda!

Promoção das atividades da Casa Anitcha na Praça Edmundo Rego, que é uma praça CIRCULAR !
Emotion sobre o engajamento local da Casa Anitcha. hehe
Feira de Produtos Orgânicos organizado na Praça pela Casa Anitcha

Sábado (01/04/2017) chegou e tivemos a oportunidade de receber muitos convidados: dois nativos um Guarani, Leandro e um Assurini, Timei e sua esposa Karla que nos presentearam com suas histórias, danças e cantos. Uma bela integração.

Eles também aproveitaram o espaço para compartilhar os resultados que a Permacultura vem obtendo na missão de preservar a memória e a função das comunidades nativas em aldeias: preservar o conhecimento e prática ancestral de viver em harmonia e preservar a natureza bem como os desafios gerados pela intervenção de Belo Monte em Alta Mira no Pará.

Uma forte sinergia com a Universidad de Sabiduría Ancestral foi estabelecida. Como podemos colaborar? Essa pergunta transforma-se em dois convites centrais: participando da Formação de Facilitadores de Projetos Colaborativos — RJ como bolsistas e da Universidade de Sabedoria Ancestral como docentes investigadores convidados, assim estaremos permanentemente em contato. Estamos procurando docentes investigadores de saberes ancestrais. Se você quer participar, cutuca a nossa página no facebook.

Encontro Universidade de Sabedoria Ancestral na Casa Anitcha

O tema caminhou para a necessidade atual da Casa Anitcha: como utilizar a Sociocracia para instrumentalizar a conexão entre a Casa Anitcha e os moradores do bairro do Grajaú?

O atual nível de coesão externa e incidência que o projeto tem na comunidade é alto e os facilitadores necessitam considerar mais e novas alternativas de participação para aumentar o fluxo de engajamento externo para o fluxo interno.

Essa é uma necessidade essencial para a permanência de projetos de funções colaborativas. É super válido dizer: se você quer aplicar a sociocracia em seu bairro, mas seu projeto ainda não esta ativo, fale com a Casa Anitcha sobre como foi o processo de transformar seu projeto colaborativo em caso exitoso na prática!

Eventos Comunitários organizados pela Casa Anticha na Praça Edmungo Rego no Grajaú — Rio de Janeiro

Os grupos que sustentam iniciativas colaborativas por muitos ciclos (anos) necessitam ter fluxos equilibrados entre o que se oferece e o que se recebe.

O bairro (comunidade e espaço: na visão nativa não existe diferença entre comunidade e espaço) recebe energia, recursos, resultados transformadores e apoio permanentemente há mais de 8 anos desse projeto, o mesmo cuida de relações comunitárias em momentos que se ocupa a praça e também com sua influência regenera espaços públicos, hábitos e valores também em eventos no seu espaço cultural (casa), como podemos então aumentar o nível de reciprocidade entre o bairro e o projeto transformador uma vez que os indicadores de impacto são inúmeros? E como fazer com que a unidade do bairro gere cada vez mais incidência política?

Atividades com crianças: jogos para aprender a respeitar os animais.

Renata mesmo nos deu a resposta: a escuta ativa! Conhecer a comunidade profundamente e saber como cada um esta pensando é parte fundamental do processo que antecede a hora do convite de: buscar compromisso, engajamento e a participação do morador do bairro no projeto, item essencial para a sua permanência.

Desapegue-se! A feira de trocas da Praça, organizado pela Casa Anitcha.

A pergunta que nos conectou foi: como transgredimos a distância entre o que vamos receber dessas escutas (necessidades) e a evolução prática do processo de participação comunitária que gere fluxo ganha-ganha-ganha entre cidadão, casa e território?

Chegamos a uma tese: apoiar o processo desde da Sociocracia integrando a comunicação não violenta como estratégia de gerar empatia.

1. Comunicação Assertiva nos Ciclos de Love Back (Feed Back Amoroso) 
2. Sistematização Permanente nos Ciclos de Implementação, Planejamento e Avaliação 
3. Facilitação no processo de elaboração de Propostas, Verificação e Tomada de Decisões 
4. Adotar padrões ou estabelecer novos processos para guiar o coletivo nas operações;

Fonte: Caroline Pereira Nunes (@soulovecarol)

Saiba mais sobre a Casa Anitcha: http://www.casaanitcha.org/

Estudo de Caso 4: 
Galpão Ladeira das Artes
Facilitadores: Socorro, Pedro e Leonardo

O chamado das Raizes: Cultura Colaborativa

Chegamos a mais um espaço sagrado da cultura no Rio de Janeiro para conversar sobre a Formação de Facilitadores de Projetos Colaborativos — RJ. O Galpão Ladeira das Artes é um espaço orgânico, de encontro de ideias e realização de sonhos de uma família: Socorro e seus filhos Léo, Pedro e Bruno começaram a escrever o mito em 2014 e, desde então, o sonho só cresce.

O espaço é uma incubadora de gestão cultural colaborativa. Desde 2016 cinco iniciativas ocupam uma parte do Galpão. Além das iniciativas, uma área de uso coletivo realiza shows, encontros, oficinas, e tudo que a cabeça da galera imaginar. Nesse último ano de atividades já se foram 63 eventos culturais, como exposições artísticas,

O tema do nosso bate papo foi A Economia da Transição e o chamado das raízes. O tema proposto foi pensado para que a visão do “novo” dentro das economias colaborativas e criativas tivessem desde de uma perspectiva ancestral, a visão de que de novo as economias não tem nada! Os povos ancestrais sempre se relacionaram de forma colaborativa entre si e com as demais comunidades, salvo seus períodos de disputas. Há tempos de paz e há tempos de guerra.

O tempo agora em nossa economia é de guerra. A competição e o mito da escassez nos levam a sentir medo. O medo é quando estamos levando nossa mente ao passado ou futuro. A capacidade de viver no presente faz parte da inteligência transcendental, aquela onde se transpõe uma limitação. A busca pelos propósitos coletivos nos conduz para a união e a paz. Os propósitos individuais sem propósitos coletivos podem resultar em tensão. O Galpão de Artes é a prova de que é possível desenvolver modelos culturais de colaboração em meio ao caos de uma grande cidade.

Compartilhamos um dos processos de investigação da equipe de docentes investigadores da Universidad de Sabiduría Ancestral:

Diagnosticar, Suspender, Impulsionar e Acelerar.

Na prática coletamos algumas informações com a seguinte pergunta: Qual o potencial de cada pessoa presente não desenvolvido no momento?

De maneira ágil e espontânea diagnosticamos o espaço (como organismo) nesse momento, considerando seu máximo potencial, por meio da visão ancestral, cada um dos participantes representaria parte da personalidade do projeto/espaço: arquétipos da energia.

1. Utilizar a música como instrumento de cura 
2. Aproveitar a Moda como instrumento de construção de identidade 
3. Integrar atividades com crianças por meio de jogos (Altar é um tabuleiro de jogo) 
4. Oferecer espaços para trabalho voluntário (Escola social de voluntários) 
5. Recrutar, comunicar facilitando processos colaborativos (Escola de facilitadores) 
6. Expressão corporal para aumentar a felicidade (Encontros de expressão corporal) 
7. Expressão como instrumento para vencer bloqueios pela arte 
8. Espontaneidade para encontros oferecendo a disponibilidade de tempo e espaço

Como atuar dentro de cada um dos 8 pontos máximo de potencial presente:

Impulsionar: Samuel tem amigos: Socorro a guardiã do espaço nos revelou que Samuel, um dos participantes do coletivo, logrou construir em três dias seu espaço. Outros participantes levaram três meses para fazer o mesmo. A diferença de Samuel foi que a cada dia ele trouxe uma pessoa para focar junto com ele o processo de construção de seu espaço no galpão. A história ficou reconhecida como “Samuel tem amigos”.

O espaço revela considerando a visão ancestral a capacidade de funcionar como um clube de amigos que geram fluxos colaborativos.

As sinergias entre os participantes e visitantes transforma-se em energia potencial: projetos colaborativos.

Acelerar: A feira do fluxo e os fluxonomistas estão chegando.

Por meio da escola de voluntariado e a incubadora de gestão cultural colaborativa muitos encontros de troca de saberes e colaboração realizam o propósito sagrado do espaço: gerar novos modelos de objetivos, resultados e valores 4D, utilizando a cultura colaborativa como integrador das dimensões sociais, ambientais e monetária por meio do fluxo dos eventos no local.

Para isso: facilitadores, dinamizadores, sistematizadores e recrutadores presentes! Para que o espaço, os eventos, encontros e atividades ocorram é fundamental disponibilidade de tempo e vontade, comentou Socorro.

A próxima etapa será como implementar na prática as ferramentas e métodos aqui propostos!

Estudo de Caso 5
Espaço Cultural Viaduto do Realengo
Facilitador: Iraque

A OKA URBANA

Equipe Formação de Facilitadores sonhando a Escola Popular de Gestores Culturais Colaborativos

Espaço Cultural Viaduto de Realengo é uma iniciativa transgressora.

Ocupar uma espaço que quase sempre esta marginalizado, criminalizado e abandonado em um centro urbano para fomentar a cultura é uma inovação social e trás desafios consideráveis.

O ciclo de palestras da Formação de Facilitadores de Projetos Colaborativos — RJ abertas chegou até Realengo para aprender com essa iniciativa.

O papo foi bem íntimo e rápido pois atrasamos para chegar, considerando que de Domingo os trens demoram para passar nas estações e os pontos de ônibus até a estação de trem geralmente não possuem informações claras.

A mobilidade urbana é outro tema! Impactos positivos da ocupação:

No caminho Yesi Ramírez comentou que no ônibus uma das moradoras de Realengo elogiou a ocupação: Desde de que esses meninos começaram a utilizar esse espaço, me sinto mais segura. Antes existia muitos assaltos.

Ao chegar conhecemos Iraque, 31, um dos facilitadores que dinamizam pela arte este espaço. Ele nos contou a história do local e como o grafite esta relacionado com a identidade do local. Relacionou o grafite com práticas ancestrais, tema do nosso encontro e como entendia que esse movimento era um meio para o resgate da identidade coletiva do território. O grafite tem uma linguagem de integração pela arte. Aqui todo mundo tem espaço, comentou.

Por meio de um edital da secretária de cultura do Rio, eles conseguiram um contêiner, onde ficam armazenados os equipamentos de som e que isso dava a eles um histórico de ocupação responsável do espaço público, antes sem uso. A verdade que o espaço foi uma alternativa para os jovens que não tinham onde reunir-se para celebrar. Quem organiza eventos, oferece materiais para os grafiteiros. A economia compartilhada.

A luta para conseguir energia foi por anos. Atualmente o espaço reúne vários coletivos de música, skate, grafite, rap e poesia. Quando perguntamos qual seria a visão do espaço atualmente, a resposta foi: água. Queremos colocar um banheiro no local. Também queremos melhorar as condições do espaço para continuar as atividades comentou Iraque.

Sempre que um espaço, coletivo ou indivíduo necessita concentrar energia, recursos e ou pessoas para movimentar uma realidade atual até a outra desejada se faz necessário ter organizado um plano para tal. Nesse caso o planejamento não seria individual, pois trata-se de um espaço comum para muitos coletivos.

O processo de auto gestão atual é sob demanda. Esse modelo esta para o local sendo um fator de desafio. Ficou evidente a necessidade de transformar o processo de auto gestão sob demanda, para um processo de auto gestão orgânico, onde cada coletivo ou interessado tenha suas funções vitais de serviço estabelecidas previamente por meio de acordos e responsabilidades. Quando chegamos a esse ponto, o compromisso, a palavra entendimento chegou.

Como conseguir o entendimento entre muitos coletivos distintos e com diferentes tipos de necessidades em relação ao espaço e a cada indivíduo? Cada pessoa tem suas múltiplas necessidades: trabalho, formação, colaboração em seus coletivos. Esse ponto foi colocado pelas sábias meninas do coletivo AGIRa e a resposta também: Nós da AGIRa conciliamos muitas coisas coletivas ou colaborativas durante o dia em momentos e espaços que temos por internet. Pois é complicado ter tempo para reunir-se.

Colocamos (UDSA) o interesse de colaborar com o Espaço; a proposta estava em fomentar um encontro de convergência de coletivos. Como seria possível reunir representantes desses e imprimir uma biodinâmica organizacional visando o desenvolvimento local? A resposta foi: sem grana, impossível. Esta todo mundo sem tempo.

É extremamente aceitável considerar que o jovem da periferia, com família, emprego, formação e seus projetos colaborativos não tenha a capacidade de colaborar mais e mais, cumprindo por vezes a própria a função do estado. E é interessante ver como isso não impediu a viabilização da realização do sonho coletivo da ocupação por etapas e também não deverá impedir a continuidade dele.

Finalizamos o encontro com uma seguinte proposta: Otávio Favatto, morador de realengo acaba de realizar a formação de Fluxonomia 4D — Flux 4D com Lala Deheinzelin, uma de nossas inspiradoras para a Formação de Facilitadores de Projetos Colaborativos — RJ onde estamos propondo um espaço transgressivo também: demonstrar como utilizar diversas metodologias colaborativas juntas, propusemos ao espaço co-crear um projeto colaborativo com a Universidad de Sabiduría Ancestral: integrando a sociocracia, dragon dreaming, comunicação não violenta, fluxonomia, permacultura e a sabedoria ancestral juntos para cooperar com a comunidade local: Considerando que:

1. Espaços públicos são utilizado para transmitir os saberes ancestrais/comunitários por meio de valores e virtudes desde do exemplo; 
2. Que os coletivos unidos, possuem a necessidade de convergência para que possam juntos sistematizar por meio de planos, acordos e compromissos seus resultados, demandas e atuais criando sinergia para novos modelos de gestão: 
3. Que os pioneiros da ocupação no momento possuem necessidades distintas para estabelecer distintos níveis de compromissos em rede; 
4. Que existe a evidência de que o entendimento para uma convergência depende de um incentivo financeiro para que essa a organização sob demanda torne-se de tácita, explicita; 
5. Que as metodologias transgressivas de auto gestão que estamos promovendo pode vir a colaborar com o espaço e os coletivos como meio de transformação ;

Concluímos que, como sugestão o espaço, representado pelos facilitadores Iraque, e as participantes do coletivo AGIRa poderão verificar com todos os coletivos participantes, pioneiros e seus participantes quem estaria interessado em participar de um processo colaborativo para integrar essa equipe inter coletivos, com o intuito de empreendermos a auto gestão o espaço de maneira cooperada na prática. Os laboratórios transgressivos são uma alternativa para esta proposta.

Os interessados fariam parte de um projeto de formação que chamamos temporáriamente de: Escola Popular de Gestão Cultural Colaborativa, inspirada pelo modelo da Multiversidade.

O projeto seria realizada no próprio espaço, por meio de laboratórios transgressivos e seria financiada por meio de uma campanha de crowdfunding e de captação empoderada (Dragon Dreaming) desenvolvida pelos próprios participantes contanto com o apoio da Universidade de Sabedoria Ancestral e sua rede internacional como mentores e facilitadores da formação de novos facilitadores.

A escola seria desenhada para permanecer no local formando novos gestores culturais colaborativos da comunidade. Tem como estratégia fazer com que o espaço receba além dos jovens dos coletivos, crianças, pais e avós, para que toda a comunidade possa interagir integradas, em família e poder ajudar que outros tenham a oportunidade de somar no groove.

O desenho do modelo físico da escola teve como citação, a proposta de convidar o projeto Urban Forces do nosso companheiro Stevenson Piña.

1. Urban Fource é um coletivo de arquitetos que atuam de forma colaborativas em espaços públicos comunitários. http://www.urban-forces.com/project... http://picocolectivo.org.ve/sistema...

Ao final do encontro comentamos sobre as casas de PENSAMENTO ou OKA onde os nativos fazem todos os dias suas orações por meio da dança e o canto. O Viaduto é uma OKA Urbana. Assim nos demos as mãos e cada um utilizou o princípio: PENSAMENTO MEDICINA. O que queremos transformar nesses espaço? Assim como os nativos fazem! Pensam e sonham juntos!

Os pensamentos foram: Entendimento, Força, Poesia e Amor, Dinâmica, Muitos frutos de muitas naturezas sendo colhidos e compartilhados, Troca de diferenças e Educação.

Caso do Pensamento: OKA, Eco Aldeia Feliz da Colombia.

Uma casa é uma estrutura viva, um ser, com uma história anterior ao seu nascimento, possuiu uma personalidade, um espirito. Nas culturas ancestrais a construção de uma casa central, onde a comunidade se reúne para celebrar, cantar e dançar é uma festa. Sempre se constrói de maneira compartilhada.

A comunicação, o afeto, e a criação coletiva é a matéria prima assim como o concreto e o ferro ou o bambu no caso de uma tribo nativa. Não importa a mão de obra e sim o coração de obra. Esse espaço é onde se reúnem os sábios, os anciões e os jovens, é o ponto de encontro da família da alma. Cada um de nós se converte em uma coluna. Todos sustentamos a comunidade. As casas de pensamento (OKA ou Maloka) atraem a palavra e seus guardiões, as danças e seus dançantes, o canto e seus cantantes. O diálogo, o canto, a dança e a arte são as medicinas da cidade, espaços de cuidado. Para saber mais: https://medium.com/@carlitosrojas/c...

Infraestrutura: A necessidade de um banheiro! Conversamos com nossa rede de bio construtores antes de irmos ao encontro e ficamos de verificar que tipo de desenho permacultural urbano poderíamos realizar no local para utilizar a água da chuva e do escoamento uma vez que o local sofre de enchentes para suprir a necessidade essencial do espaço cultural de forma alternativa.

O local tem um potencial para armazenar a água por meio de uma cisterna, uma vez que a água do entorno estanca no local. Abaixo compartilhamos um link de outros sistemas de captação de água de chuva:

1. Alternativas para captação de água de chuva https://amigosdeleilanina.blogspot.com.br/... 2. Como construir uma cisterna https://www.youtube.com/watch?v=Tft... 3. Banheiros secos públicos http://thegreenestpost.bol.uol.com.br/... 4. Banheiros secos http://revistaepoca.globo.com/Revis... http://parquessustentaveis.blogspot.com.br/... Gratitude a família colaborativa por tanta confiança no processo!

Sistematizadores: Diogo Lopes e Laura Sabiduría Ancestral

Estudo de Caso 6
Casa Anima
Facilitador: Amanda

Como aplicar a Sociocracia em Casas Colaborativas

E quando o sonho se faz realidade e chega a hora de implementar o projeto colaborativo? Pois foi esse o tema da palestra ontem (29/03/2017) em mais uma iniciativa colaborativa do Rio.

A Casa Anima recebeu a visita da equipe coração da Formação de Facilitadores de Projetos Colaborativos — RJ e da Universidad de Sabiduría Ancestral para um bate papo sobre como a Sociocracia pode ser aplicada a casas colaborativas. A Casa começa seu caminho rumo a sua comunidade intencional urbana. O projeto esta fortalecido em aulas de Yoga e Música colaborativas nesse momento.

Iniciamos o encontro com muita alegria, conhecendo os espaços e criando um altar no centro. Compartilhamos a visão nativa sobre o fogo central da comunidade e da importância de manter a chama acessa. Ao ascender o fogo no centro da sala (vela) oferecemos os elementos as 4 direções e invocamos os guardiões do espaço.

Cerimônia de Abertura.

O fogo representa a amizade, a memória da causa dessa união.

A representação da conexão entre o fogo do céu, da terra e do coração. Na visão nativa ancestral é essa conexão que comunica o propósito coletivo de uma comunidade.

No caso do projeto, o propósito coletivo não seria apenas a soma dos propósitos individuais, mas também a do território. Quem faz essa comunicação são os anciões.

Em projetos, atualmente, podemos convidar pessoas que possam facilitar esse arquétipo de sábio e ou desenvolver essas qualidades.

A sociocracia nos convida a ver as diversas formas de organizar o fluxo da interação de muitos organismos de forma circular, inspirado na biodinâmica dos elementos químicos. A soma desses diversos organismos formam um único macro organismo que manifesta-se por meio de espaços onde o fluxo ocorre ou ocorrerá.

Para que os fluxos, de vários organismos, manifestem-se em uníssono é recomendável cuidar permanentemente da harmonização dos espaços físicos utilizados como objeto de interação, quer seja material ou apenas mental/relacional.

Explicou-se os critérios para que uma divergência ou um bloqueio na tomada de decisão seja aceita, desde da defesa da exposição de um risco percebido no processo e como operar essa situação pela busca do consentimento gerando novas propostas até que o risco percebido não represente mais uma adversidade.

Cosmogecracia: Reciprocidade essencial do ser.

Alguns passos fundamentais para conectar os círculos com o incremento da felicidade do grupo por meio do cuidado do fluxo e do espaço:

  1. Definir de maneira celebrativa os critérios de tomada de decisão integrando sempre o espaço sagrado do projeto ou da casa como meio para recordar o propósito coletivo. Esse espaço é criado e utilizado para gerar confiança. É o altar do projeto, da casa!
  2. 2. Elaborar por meio da arte os protocolos de comunicação. Todas sistematização é realizada para integrar a base de conhecimento e também do altar por meio de símbolos. O espirito do projeto ou da casa manifesta-se pela linguagem. Os símbolos são importantes para recordar o propósito dia a dia. É realizado cerimônias para incrementar a linha de tempo novos sinais, símbolos ou evidências do êxito ou do fracasso. Todo processo, seja bom ou não é considerado parte do processo de crescimento.
  3. 3. Estabelecer processos criativos que alterem a forma de realizar as atividades e que incrementem a diversão na hora de monitorar os resultados. A criatividade renova a energia dos espaços e faz com que o poder do presente se manifeste. Sem reconhecer a importância do presente não podemos reconhecer a importância de mudar os processos e fazê-lo com facilidade. É como a água que se estanca. A água tem que fluir. Os processos não podem parar de se renovar.

Pausa para um super jantar! Dividimos um rico alimento vegetariano! Um bolo de milho e uma torta salgada incrível e seguimos para apresentar a matriz que elaboramos para apoiar casas colaborativas.

A Matriz do Mediador (Ser Humano Orgânico) pode ajudar a superar obstáculos e gerar confiança, compartilhar a responsabilidade, gerar comprometimento e identidade coletiva.

Matriz do Ser Orgânico (Mediador)

Na última etapa do encontro compartilhamos a aplicação da ferramenta ancestral Bússola da Confiança onde constelamos todos os participantes em seu espaço, fazendo a leitura do presente e de como a Casa Colaborativa estava sintonizada.

Memória da constelação por meio da bússola (para os integrantes): 
A fortaleza da casa esta no espaço de relaxamento, de ócio criativo. 
A energia de concentração da casa pode florescer em muitos frutos de a energia do ócio for levada para a prática. 
O arquétipo da razão na casa vai estar sempre empolgado com a energia e o trovão (som) alivia a tensão. 
A da fortuna sente-se honrada com o projeto (ocupação). 
A do guia espiritual esta iluminando diversos seres e espaços para que cada um possa crescer e dar frutos. 
A harmonia esta nostálgica, querendo olhar tudo como uma criança. A paixão esta como uma onda no mar. 
É um fluxo que vem e vai mas tem que ser contínuo. A justícia pede para que o tempo de cada estação seja respeitado. Agora estamos no outono.

A bússola será uma das ferramentas que vamos compartilhar na formação de facilitadores.

Modelo proposto: Círculo Superior: ALTAR e Círculos Menores: Objetivos, Finanças, Mentoria, Integração, Celebração, Tomada de Decisões, Relações e Logística

Finalizamos com uma dança e uma oração para invocar a abundância!

Agradecemos a todos os participantes pelo convite e desejamos que este projeto tenha vida lona e apoie muitos seres de luz a conectar seus propósitos pessoais com o coletivo deste e outros projetos colaborativos!

Estudo de Caso 7
Casa Lila
Facilitador: Patricia Morgado

A pedagoga Patrícia Morgado localizada em Taguatinga/DF, participando do grupo do Whatsapp, Embaixadores da Paz, onde dinamizamos um curso para jovens do sistema institucional do acolhimento disponibilizou a sua Casa Colaborativa, em reforma para ser inaugurada, para a continuidade do projeto Formação de Lideranças Participativas Jovens realizado em parceria com o Ministério Público a partir do mês de Novembro de 2017.

Inauguração da Casa Lila em Taguatinga em Novembro de 2017

Ao mesmo momento estávamos visitando o projeto Jovens de Expressão localizado na Ceilândia/DF, um projeto onde oficinas e empreendimentos criativos são desenvolvidos para os jovens da periferia há mais de 10 anos.

No momento em que recebemos o convite de residir como Facilitadores na Casa Lila propusemos replicar o modelo dos Jovens de Expressão em Taguatinga pela proximidade e além de ambos os projetos terem uma forte sinergia.

Visita ao Jovens de Expressão na Ceilândia

Nos Jovens de Expressão, além de várias oficinas criativas, existe uma tecnologia social chamada LECRIA: Laboratório de Empreendimentos Criativos. É uma forma de oferecer aos jovens em vulnerabilidade social outra alternativa no processo de desenvolvimento pessoal por meio de mentorias e incentivos financeiros.

Isto quer dizer que o jovem que esta entre 16 e 18 anos e tem que buscar sua autonomia pode ter mais opções e oportunidades sociais desde de seus talentos e interesses além de estudar para o vestibular ou ter um emprego do qual ele o faz apenas pelo dinheiro.

Além disso, muitos dos jovens de periferia ou do sistema de acolhimento, não tem oportunidades senão do tráfico de drogas ou da rede de prostituição.

A ONG Ruas e o Instituto Caixa Seguradora parceiros fundadores do projeto Jovens de Expressão que desenvolveu o LECRIA sabe bem dessa realidade e por isso animou em conhecer a CASA LILA.

Para saber mais sobre o LECRIA clique aqui.

Visita da ONG Ruas, Instituto Caixa Seguradora, representantes do Jovens de Expressão e da Promotoria da Infância e Juventude na Casa Lila.

Com o coletivo Jovens de Expressão Taguatinga iniciamos um processo de auto gestão que nos poderia levar a replicar o modelo exitoso de intervenção comunitária na Ceilândia, estendendo aos jovens acolhidos as oportunidades sociais das oficinas criativas e o LECRIA.

Para saber mais sobre o processo de nascimento do coletivo Jovens de Expressão Taguatinga clique aqui.

Criação do Coletivo Jovens de Expressão Taguatinga com Jovens do Acolhimento e da Comunidade Local

Com a participação dos Jovens na Casa Lila, alcançamos nosso objetivo principal, envolvê-los no processo de tomada de decisão e participação.

Luan, Alyson e Vinicius, chegada de novos jovens acolhidos ao Conselho de Jovens de Expressão Taguatinga

Para saber mais sobre o processo de participação e engajamento dos jovens no coletivo jovens de expressão Taguatinga clique aqui.

Criação de uma agenda de atendimento diário aos Jovens Acolhidos

Durante o mês de Novembro de 2017 criamos uma agenda para receber os jovens acolhidos e a comunidade na Casa Lila, inspirados no modelo Jovens de Expressão da Ceilândia. Também criamos uma agenda de encontros semanais com os jovens, voluntários e os facilitadores do projeto em expansão.

Facilitadores e Jovens na Casa Lila em oficina do LECRIA celebrando com PIZZA!

Para saber mais sobre as oficinas com voluntários e facilitadores clique aqui e em seguida, clique aqui e aqui.

Todas as Segundas-feiras são realizados encontros do conselho de gestão do coletivo Jovens de Expressão Taguatinga

Realizamos formações específicas com o objetivo de aproximar voluntários, educadores e jovens acolhidos em uma mesma temática: a criação de Projetos de Vidas.

1º Turmas do Curso CoCriando Projetos de Vida em Comunidades realizado no dia 11/11/2017

Na primeira turma do curso CoCriando Projetos de Vida em Comunidades queríamos realizar uma experiência que pudesse nos apoiar a mudar a rotina dos jovens nos lares sociais.

Com essa provocação a equipe participante criou um jogo chamado: Caminho Quádruplo. O jogo consiste em uma metodologia que apoia os educadores, assistentes e mães sociais em cumprir a jornada do jovem no lar ou acolhimento.

Para saber mais sobre esse jogo clique aqui.

2º Turmas do Curso CoCriando Projetos de Vida em Comunidades realizado no dia 24/11/2017

A segunda turma composta por mães sociais vivenciaram na prática, sem saber, o jogo que foi criado pela primeira turma como experiência.

Apoiamos o processo de estruturação da auto gestão da Casa Lila e o enlace com facilitadores por meio de encontros e mentoria, além de aprendermos muito sobre como empreender em rede.

Nossa despedida da Casa Lila em Dezembro de 2018

Para saber mais sobre essa formação clique aqui.
Para ver o vídeo com detalhes dessa formação clique aqui.
Para conhecer todo o processo com os Jovens de Acolhimento clique aqui.

Mais infos: Formação de Facilitadores de Projetos Colaborativos Facilitadores: Diogo Lopes e Laura Sabiduría Ancestral

Continuamos casos de estudos em ambientes colaborativos, urbanos ou rurais! Em breve sistematizaremos nossos casos de estudos rurais e como aplicar mais casos desde da prática. :)

Pode reproduzir sem citar a fonte, se tu ler em voz alta: o maha mantra Hare Krisna:
Hare Krisna Hare Krisna Krisna Krisna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare!

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