A cada curva, um vulcão! Nossas semanas pela Guatemala

Criar grandes expectativas antes, pode acabar prejudicando o desenrolar da viagem; caso as expectativas não sejam correspondidas. Talvez tu já tenha’ ouvido falar da “Síndrome de Paris”. Bem, não vou esticar esse assunto. No entanto, expectativas também podem dar uma motivada durante o planejamento. Afinal, é praticamente impossível não esperar ou desejar algo, principalmente quando se trata de um lugar desconhecido. Mesmo ciente disso, parti cheio de ansiedade rumo à Guatemala. Ay, vamo’ combinar! Como não criar expectativas por um país banhado pelo Caribe e pelo Pacífico, cheio de vulcões, lagos, parques nacionais, cidades coloniais…?!
Flores, uma ilhota de arquitetura colonial no Lago Petén Itzá, foi nossa primeira parada. O vilarejo é ideal pra bater perna e curtir a atmosfera do lago. Por acaso estava acontecendo uma trasmissão do Teletón direto de um shopping ali perto e nós fomos dar uma olhada. Melhor parte: uma menininha e duas dançarinas dublando Thalia — Piel Morena. Ay, eu e minhas irmãs voltamos à nossa infância com aquele som!
A atração principal ainda ‘tava por vir no dia seguinte. Tikal! Até esse ponto nós já tínhamos passado por algumas antigas cidades maias impressionantes no México (link abaixo), mas Tikal é simplesmente surpreendente! A forma como aquela arquitetura esplendorosa resitiu tantos séculos em meio à floresta, é algo místico. Além do mais, era o aniversário da Yanka. Pra que lugar mais babado pra celebrar!!! Foi close garantido e certíssimo!
Nem tudo é glamour… Numa parada rápida na capital, Cidade da Gauatemala, uma coisa chamou a atenção, homens urinando por toda parte. Eu sei que essas situações acontecem comumente em muitos lugares, mas no decorrer dos dias constatamos que em toda Guatemala é algo bastante corriqueiro e explícito. Porém, nada de tão trágico.
A melhor surpresa de toda a viagem foi Antigua! Aquele clima ameno de serra, a arquitetura colonial em variadas cores, as ruas limpas, sem falar nos três vulcões que rodeiam a cidade (sendo que um deles, El Fuego, jorra lava com bastante frequência!!! Nós experienciamos esse espetáculo emocionante algumas vezes!) Enfim,um conjunto de fatores mais que persuasivos dessa pequena cidade que já foi capital durante o período colonial. Lá conheci uma galera local super divertida com a qual passei memoráveis momentos junto. Sem contar que rolaram uns encontros de corpos e almas que mexeram comigo, me fazendo inclusive prolongar minha estadia por lá (rsrsrsrs)
Não se pode falar da Guatemala sem mencionar o Lago Atitlán. Gente, aqui também são três vulcões à beira do lago! Tem vários lugarejos bacanas pra ficar. Nós escolhemos a pequena Panajachel. As cerca de quatro horas de sobe-desce-curvas valeram a pena. Uma vista maravilhosa! Se enjoar fácil, não esqueça de lever uns comprimidos! A coitada da Juliete geralmente sofre com isso. Mas foi só o motorista da van cochilar e quase se jogar com todos nós pra fora da estrada, na descida, que ela (sentada na frente) rapidamente esqueceu o enjoo e não deixou mais ele se distrair. Super tenso!!! Entre conversas com alguns motoristas (por exemplo no caminho de Xela, onde dancei com o povo local numa quermesse super animada) ficou claro que muitos deles são sobrecarregados, dirigindo por até mais de 10 horas diariamente! Situação preocupante…
Dos outros vários lugares que visitamos, sem dúvida, Semuc Champey foi um dos mais encantadores. Outro dia faço um post sobre esse parque nacional, onde a natureza lacrou na performance! Vou parando por aqui, senão faço já minha mochila e me jogo de volta pra Guatemala agora mesmo!
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Por Eduardo Xerez | Via Press Abroad