Lupin III (1971) — O Clássico
Em 1971 estreava na TV japonesa pela primeira vez uma animação direcionada ao público adulto, uma produção que viria a revolucionar a sua época como referência principal para esse público alvo e ainda revelar nomes que viriam a elevar animes a patamares ainda mais altos.
O nome dessa animação era Lupin III.

A produção de Lupin III

O resto é história. Lupin III foi pioneiro, ajudou a dar forma ao anime como mídia e foi uma experiência decisiva na carreira dos dois que mais tarde viriam fundar o estúdio Ghibli: Hayao Miyazaki e Isao Takahata.
Por ser uma produção com um público mais adulto em mente, Lupin III sofreu do desenvolvimento do seu piloto até encontrar um canal de TV que aceitasse a transmissão da série. E mesmo após encontrar amparo em uma estação de TV, exigências para mudar o tom da série foram feitas.
O mangá original, assim como era comum em mangás adultos dos anos 70, era repleto de violência, nudez e eroticismo. O comitê de produção exigiu que isso fosse amenizado na animação, mas o diretor, Masaaki Oosumi, não concordou e acabou sendo demitido, apesar de já ter produzido alguns episódios a essa altura.

É aí que entram o Hayao Miyazaki e o Isao Takahata na história, dois diretores que tinham acabado de se mudar para Tokyo e foram escolhidos para o substituir. Diferente do diretor anterior, eles concordaram em amenizar o conteúdo da série para um público mais família. No fim das contas, a interpretação deles de Lupin III se tornou a referência para todas as outras séries e filmes, com alguma exceções, até 2012.
Graças a essa troca de diretores é também possível perceber uma mudança de tons entre os primeiros episódios (onde os personagens não hesitam em matar policiais aleatórios, drama mais acentuado e a Fujiko sempre tem a roupa rasgada pra ficar seminua) dos episódios seguintes que são bem mais leves, divertidos e família.
Com exceção dos dois episódios de introdução do Goemon (5 e 7) e o último episódio, Lupin III é uma série completamente episódica e você pode começar a assistir em qualquer ordem que seja. É recomendável, inclusive, que você não tente assistir tudo, mas somente os episódios mais marcantes das séries e os melhores filmes e especiais.
