Adeus, 2015. Adeus, Rio Doce.

Ao que se vai 2015, o Rio Doce já deu seu último suspiro há muito tempo — mais especificamente, há . Na retrospectiva de 2015, o desastre de Mariana teve algumas novidades. Vamos dar uma olhada no que saiu por aí, no dia 31 de dezembro de 2015:

Foto: Ricardo Moraes

É sempre bom refrescar a mente, então vem a calhar os momentos trazidos pela BOL, com vídeos, depoimentos do poder público e links para as notícias completas da época — alguns inclusive que não tiveram tanta divulgação, como o bloqueio às linhas férreas feito pelos indígenas krenak, que durou quatro dias e impulsionou a empresa a realizar um acordo mínimo e imediato com as famílias.

Sobre esse acordo, O Tempo tinha lançado uma matéria falando que a Samarco garantiria o pagamento a ser realizado até a data de hoje (sendo a data no dia 31 de dezembro de 2015 — porém, o link estava quebrado, não havia mais nenhuma outra menção na web. Por via das dúvidas, segue o relatório dos Alertas Google:

Eu não sou tão maluco assim, está lá!
Foto: Simião Castro

O portar Brasileiros trouxe uma situação um tanto quanto inusitada: houve uma decisão do juiz Marcelo Aguiar Machado, juiz substituto da 12ª Vara da Justiça Federal, obrigando a Samarco a interromper o vazamento da mina até o dia 28 de dezembro, sob multa diária de R$1,5mi.

Ao visitar as barragens de Santarém e do Fundão, os deputados da Comissão Extraordinária que está investigando o caso na Assembléia Legislativa de MG afirmaram que “de fato eles têm trabalhado para que isso seja evitado e resolvido”, além de ressaltar outros pontos positivos das ações da Samarco pós-desastre.

Impressionantemente, ao se depararem com um descumprimento judicial, os dep. Professor Neivaldo (PT), citou não apenas um, mas QUATRO ações benéficas da Samarco — defendendo a empresa de uma forma melhor que os seus próprios porta-vozes oficiais.

A resposta da mineradora baseou-se em: “em função das chuvas neste período, ocorre movimentação de rejeitos sólidos”.

Nota do Colecionador: Já poderiam contratar um deputado para melhorar sua imagem pública.