Um pouco sobre escrever ficção — Parte 1

O que aprendi até agora

Venho escrevendo há pouco mais de dois anos um livro, que já conta com 150 páginas sem revisão, e que pretendo lançar no ano que vem.

Contudo, muitos, inclusive eu, aproveitaram o concurso #brasilemprosa da Amazon do Brasil para tirar contos da gaveta ou simplesmente escrever novas histórias.

Gosto de ler e ouvir autores discorrendo sobre o processo de escrita, então resolvi, sem grandes pretensões, compartilhar um pouco da minha experiência.

Claro que é indispensável que você tenha lido bastante anteriormente, principalmente para achar o seu estilo. Acredite. Uma hora você vai encontrar.

Em seguida, escolha algo com que se importe. Se gosta de RPG ou de aventuras medievais, vá em frente, não tente começar com um thriller político que se passa em Washington.

Comece pequeno. Não pretenda escrever uma trilogia épica que talvez se transforme em cinco livros.

Tente escrever um conto, encontre amigos e compartilhe com eles seus textos. Encha o saco de tais amigos. Aceite críticas.

Uma história escrita é semelhante a um filme: por melhor que a cena, a seu ver, esteja ótima, às vezes, não funciona e terá de ser eliminada ou reescrita. Talvez umas dez vezes.

Procure manter perto de si livros que possam servir de referência para a criação de cenas.

Busque identificar e eliminar incoerências no texto.

A revisão final, por exemplo, costumo fazer em papel.

Por fim, publique.

Com o concurso #brasilemprosa, a plataforma da Amazon, o KDP, entrou em evidência. A principal vantagem é que é bem fácil de usar e está totalmente em português, inclusive o manual.

Porém, não é a única.

Já testei com livros científicos o Smashwords, que é um agregador de conteúdo que permite publicar simultaneamente em várias plataformas simultaneamente, como a Apple Store e o Kobo (usado pela Livraria Cultura). Para quem nunca mexeu com autopublicação, porém, não é um processo muito intuitivo.

No próximo texto, abordarei como escrevi, especificamente, meus contos Destroços do Passado e Quatro Heróis e um Bardo contra a Realidade Medieval, ambos disponíveis na Amazon.

***

Rodrigo Assis Mesquita é escritor e autor dos épicos de 6 mil caracteres Destroços do Passado e Quatro Heróis e um Bardo contra a Realidade Medieval. Pode ser encontrado em Grifo Negro.

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