Resoluções.

Em novembro de 2016 publiquei que “é preciso coragem para aceitar a si mesmo, amor próprio para respeitar quem se é de verdade e dignidade para oferecer aos outros apenas o SEU melhor”. Há dias martelo esta frase em minha cabeça como exercício de criação das minhas resoluções para 2018.

Terminado o prazo, afinal hoje já é o tão esperado “ano novo”, percebi que não se trata de listas, promessas ou planos. O que precisamos são atitudes para tornar 2018 num ano EXTRAordinário. E uma dose de coragem, convenhamos.

Acredite você ou não, a ideia deste texto está longe de promover uma espécie de “pensamento positivo”. A verdade é que me inspiro nas reflexões de Barbara Ehrenreich em seu livro “Sorria: Como a promoção incansável do pensamento positivo enfraqueceu a América” para abrir mão de “novas” promessas e assumir o risco de fazer escolhas mais assertivas, e nada convencionais. Um risco calculado, admito, mas ainda assim assustador num primeiro momento.

O ano de 2017 foi um “ano difícil” de acordo com o senso comum. Entretanto, mesmo concordando com esta análise percebi, mais uma vez, que a resposta para os cenários de adversidade continua sendo o resgate e foco no seu propósito. Algo que nem sempre está tão claro assim para a maioria das pessoas, inclusive para mim.

Foi neste “ano difícil” que assumi com Fabrício Figueiredo o sonho de redesenhar as experiências de colaboradores em diferentes organizações, somando minha jornada como mediador à expertise dele em comunicação. Também foi em 2017 que escolhi acompanhar à razão de meu afeto numa oportunidade de trabalho no Amazonas, vivendo uma imersão cultural que durou pouco mais de setenta dias em Manaus e que foi fantástica pela intensidade com que a vivi. Foram todos desafios e aprendizados não planejados que tornaram aquele ano (pois já passou) numa experiência realmente EXTRAordinária. E nada disso estava nas minhas resoluções para 2017, devidamente escritas no final de 2016 (conforme manda o figurino).

Hoje percebo que para este ano ser ainda mais EXTRAordinário do que o último será preciso mais escolhas do que resoluções. Por isso comecei tirando das gavetas várias ideias que estavam perfeitamente organizadas para serem esquecidas, afinal procrastinação requer muita organização e planejamento (hahaha).

Neste novo ano não terei um endereço fixo. Viajarei por diversos lugares do Brasil para aprender e apreender mais sobre as Dimensões do Propósito a fim de compreender melhor as relações entre pessoas, organizações humanas e as transformações de nossa realidade. Uma pesquisa etnográfica baseada nas observações participativas e entrevistas que farei pelo país, assim como já o fiz em Manaus/AM.

Compartilharei as descobertas em textos semanais, publicados em diversos canais (Medium, LinkedIn e no blog da Rideto), além de propor novas formas de despertar o pertencimento, engajamento e empoderamento por meio das Experiências do Colaborador com a Rideto. Será um ano de muito trabalho e acima de tudo de escolhas e realizações.

Decidi ter a coragem de aceitar quem sou, um nômade cultural e minimalista por essência, abraçando minha paixão por aprender a fim de oferecer às pessoas e organizações novas perspectivas e experiências com base no melhor das minhas jornadas.

E você, o que escolheu para 2018? Qual seu primeiro passo?

Rafael Giuliano,
 tornando-se a melhor versão de si mesmo a cada dia.

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