As cores da valsa

Escrevo este poema
repleto de cores e pontilhados,
azul, vermelho e amarelo.
são as cores que vejo
e escuto falarem comigo,
elas dizem
“boa noite, vamos dançar?
vire uma rosa e abra suas pétalas
para o mundo.”
dizia a vermelha.
a azul
chamava-me para conhecer o céu
e todas as estralas.
propostas tentadoras…
a amarela
convidava-me para
dançar mais uma valsa
com o ninguém
e depois
contar as penas dos pássaros
que caíam no chão sujo
das ruas desertas,
as ruas eram desertas e estavam sujas
paradoxalmente bonito.
as ruas eram seus belos raios,
avenidas de photons.
agarrei a sua luz imaginando
poder te entregar em forma de presente.
a música que dançamos era seu nome repetido
de várias formas diferentes.
dancei uma valsa com a cor
amarela que desenhou seu rosto
no meu peito.
e eu adormeci escutando o eco do seu nome que
era a música da valsa que eu
acabara de dançar.
j….. …. .. .

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Rafael Jordão’s story.