Prefácio de um livro que não existe

Neste momento decidi iniciar uma prosa oriunda de ideias soltas, estas que nunca foram emitidas por nenhum meio de comunicação, hoje deixarão de ser meros pensamentos que vagueiam pelos espaços da minha mente, para ficarem marcadas, ou melhor, determinadas pelo finito, prisioneiras destas linhas. Possivelmente haverá um certo nível de dificuldade em escrevê-las, pois acabo de constatar quão complicado se torna o exercício da escrita a partir do momento que o texto começa a se governar. Não estou pensando muito, as palavras já ganharam autonomia para iniciarem uma história, fictícia ou não, não me importa, poderão constatar as diversas aventuras que já passaram no mundo da linguagem. Percebo que este texto está pendendo para o cunho do parnasianismo. Algo que detesto. O fato de escrever por escrever não me agrada, anular todo o sentimento faz com que o texto vire apenas palavras vazias distribuídas de uma forma cartesiana, como estas. Mas já não será mais um problema, puxarei suas rédeas as impondo que deixem de narrar asneiras. Como podem notar acabo de escrever 16 linhas e não vos contei nada. Cheguei à conclusão que eram 16 linhas de nada que vagavam pela minha mente.

Peguei as ideias que estavam soltas e as conseguir deixar marcadas na história de forma breve. Não sei bem o motivo que escrevo, o que sei é que me agrada ver as letras se formando pelas minhas mão, posso brincar com o seu formato, transformar um “o” em “u”, assim como a palavra “menino”(“meninu”). Escreverei a parti de agora “meninu”, da maneira que falamos. Ou melhor, escreverei todas as palavras da maneira que falamos e quem quiser entender que se esforce, senão, pode parar de ler esta

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