Te enxergo, mas não te vejo.

Foto: Rafael Rafic — Porto da Barra, Salvador — Ba

Me sento na mesinha de canto e te vejo entrar. Em minha frente escolhe o seu chá preferido, te olho e observo. Tudo bem? Quanto tempo. Dou um sorriso tímido. Me posiciono a sua frente e olhos nos olhos, digo que serei o mais breve possível e peço que olhe bem nos meus olhos para que veja tudo o que minha alma deseja falar. Começo quando percebo que está concentrado.

Não tem um dia que não me recorde de você, meu coração aperta e me vem uma vontade de chorar, me recordo sempre de todos os momentos que passamos “juntos”, conversas, risadas, cuidados, carinhos, planos… foram tantas coisas intensas e inimagináveis que se minha vida se resumisse a esse período, e se tudo aquilo se realizasse, seria o mais feliz e completo dos homens [lágrimas escorrem dos meus olhos], meu coração continua acelerando a cada notificação, na falsa sensação de ser uma mensagem sua. Toda vez que escuto as nossas músicas me sinto mais leve, mais feliz.

Só queria entender tudo isso, pode ser que não sirva de nada, mas chegar o mais perto de algo compreensível para mim pode amenizar tudo isso que venho sentindo. O que houve, o que mudou… era verdade, era brincadeira, era o que? [abaixo minha cabeça, enquanto limpo minhas lágrimas]. Volto a olhar para você e não o vejo, não consigo te ver mais nitidamente. Te amo, não sei como, acho que nunca saberei, sei que amo.

NY2016

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