Vivência

F0t0: Rafael Rafic — Jardim de Alah, Salvador-Bahia

Hoje, experimentei viver, experimentei sentir o gosto de amor, do amor puro, sem convenções, sem culturas, sem sexo. Tímido e com a alma exposta naquela primeira experiência.

Cheguei de mãos dadas com um pedacinho do meu coração, fui introduzido e muito bem acolhido naquele recipiente de boas energias, s0risos, tons e cheiros. E os olhares penetrantes? Aprende-se a olhar com a alma. Acomodado no amarelo que sempre me acompanha, observo com o rosto sereno o circulo que se forma em minha frente. Novas pessoas, novas energias e novas histórias.

O tempo caminhava rapidamente, as danças, os toques, as trocas de sorrisos e olhares. Como captar tudo aquilo? Como ser pleno em um momento desses. Como tirar as máscaras? E aquela barreira que estava ali mais a diante com seus tons verdes, que iam da camisa a cor dos olhos, como ultrapassa-la? Pelo toque? Pelo abraço quente e demorado? como?

Leve, suave, forte, pequeno, grande, exposto e coberto, me senti ao perceber o movimento do meu corpo. Era bom, mas queria parar. Era bom, queria continuar. Vou abrir os olhos, mas… não, vou fechar. E assim o tempo correu e no passado agora tudo está.

Agora? Só me resta a brisa do escuro e misterioso mar.

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