Devaneio
[…]
Quero que esses holofotes imaginários saiam de foco e que a coxia se feche.
Desculpe a quem pagou pelo espetáculo, nunca estive a venda. Desistam logo desse pobre artista que nenhum truque pode lhes oferecer. Abdiquem-o de seu cargo, cancelem toda sua agenda.
O único coelho que puxo dessa cartola é o véu pesado que, entalado, habita a garganta. Ar entra, ar sai, o nó permanece.
Falta O2 nessas escadas de emergência.
[…]