Sem título
E sem primeiro parágrafo de impacto.
Também não tem roteiro ou mensagem inspiracional, sequer sei aconselhar a mim mesmo. Nem uma rima bonitinha, não adianta pedir. Vai ter o eco do silêncio reverberando o bater das teclas. Vai ter melancolia de leve, quase patética, já que de suspiros mudos e sorte jogada ao acaso essa xícara tá cheia e pedindo arrego.
Vou deixar o latejar das têmporas servir de trilha sonora pro burburinho inaudível dessas sinapses que não fazem sentido e os efeitos especiais ficam por conta do déjà vu que me aterrorizou semana passada.
Os créditos ficam pra quem passou e foi embora, pra quem sequer passou, pra quem foi sem dar explicações e pra quem veio e colou de um jeito tão gostosinho que eu deixei ficar. Pra esses, ofereço um espresso sem açúcar porque já tô ficando meloso demais.
Pra quem esperou as cenas pós-créditos, desculpe decepcioná-los, não tem nada de interessante por aqui.
A projeção se esvai. O autor se abstém.