Conversas com ela…

Cupiditas Praemium Suum Est diligere

Um dia, vou amar alguém. Que, vai receber tudo o que sinto, e muito mais. Como o universo que foi gerado de uma esfera menor que uma bola de tênis, e que explodiu criando tudo. Eu vou amar esta pessoa. Ela pode não estar preparada para estar junto. Mas junto ela já vai estar.

Não sei do meu futuro, não sei se o amor vai sorrir para mim, como fez com ele. Não sei se serei digno de sofrer por alguém.

Pois, não há erros em amar, cada experiência é única. E viver sem ter amado ao menos uma vez.

Estar ao lado dela, como um. Vivendo e compreendendo cada instante. Entendendo precisamos de tempo, precisamos de espaço. Aprender suas rotinas, seus gostos, seus olhares, sua forma de pensar e agir, sua forma de viver. Está é, uma grande experiência. Não consigo descrever tudo aqui, pois minha mente é a mesma. Para tudo…

Espero encontrar, alguém para viver isso ao meu lado. Que me dê sentido em escrever poemas, tentando ilustrar tudo aquilo que sinto.

Talvez n seja meu destino.

Mas, seria é um sonho… Amar…


Extasim

Centrado, vidrado, minha mente pulsa você. Nas horas de êxtase apenas desejo a sincera separação. Nas de abstinência, o gosto amargo do seu corpo me vem a mente, como um licor que banha minha boca. Sinto cada gota lavar todos os centímetros. E não estou contente, o desejo se torna mais forte quando a verdade vem na forma como desce pela minha garganta, ardendo, queimando. Sinto um arrepio nas extremidades do corpo, minha espinha vibra, minha mente se solta. Para uma valsa no espaço, somente nós.

Até que a bebida chega ao estomago, e como uma reação química, todo meu corpo recebe as pequenas partículas envenenadas de você. É a sensação mais sublime que já senti. E dela nunca desejo sair.

Mas você me mata me joga, e me maltrata. E como um cão sarnento, volto para seus pés, em busca de mais um minuto de piedade. Desejando-te profundamente, mas tendo a certeza, que não te terei.


Semicolon

Vou ter que fazer algo,
que não gostaria de fazer,
esse algo,
pode não te envolver.

Vou ter que fazer algo,
que tenho que fazer,
mas felizmente,
não vou te fazer sofrer…

Esse algo machuca
Destrói, faz das pessoas inimigas
Rasga a alma
Cria feridas.
Mas é algo que deve ser feito
Mesmo que acabe com tudo na vida
E baste como o ponto final de uma história
Que merecia um ponto e vírgula.


Monstrum in oculis eius

Eu disse:

- Oi

- Foi difícil

- Tenho que assumir…

- Não foi como imaginei…

- Mas de que adianta?

- Aqui um ser que não soube viver, está…

Solenemente ela respondeu:

- Não entendi nada.

Sem ter a resposta certa eu disse:

- Nem eu…

- Eu preciso organizar minha cabeça…

- Sim… Minha cabeça é organizada…

Ela sorriu e disse:

- A minha não.

- É um tumulto de informações e sentimentos conflitantes

Tentei mudar de assunto, mantendo o mesmo tema louco:

- Sabe o que eu quero? Agora?

Ela questionou:

- O que?

E como um último suspiro, deixei escapar por entre os dedos, parte de minhas vontades:

- Um abraço, seu.

- E sabe o como eu me sinto ao saber q não terei?

- Confuso!

- Confusão… É isso…

- Sua cabeça pode ter as ideias desorganizadas.

- Mas você sabe onde encontrar tudo.

- As vezes as informações se chocam umas com as outras… Ou pior! Resolvem ser processada pelo coração.

E como é de costume me deixei confundir pelos sentimentos e me baguncei:

- Mas…

- Está tudo aí.

- E quem sabe a questão original de cada pergunta é você…

O amargor do silêncio tomou nossa conversa, sentia um desespero até que ela respondeu sorrindo:

- Dificilmente tenho minhas respostas. Normalmente espero a vida responder.

- Acho que esse é o X da questão

- Esperar…

Quase que surtando, perdido entre dezenas de pensamentos loucos, minha mente agora não parava de pensar, se um aparelho pudesse ver as sinapses no meu cérebro, ele neste instante iria parecer como uma lâmpada, com tantas luzes correndo de um lado para o outro.

E como uma explosão de tudo isso eu disse:

- Até que tudo imploda…

- Eu minto para mim.

- Ao acreditar que estou no controle de tudo.

- Quando na verdade…

- Eu sou o resultado!

- Um resultado daqueles que escreveram em mim…

- E de mim fiz o que quis…

- Esse monstro!

E como a loucura já dominava minha mente naquele instante, nenhuma palavra concreta conseguia sair da minha boca. E comecei a recitar um poema:

“Não gritando

Por que estas a gritar comigo?

Não chores…

Ela vem…

Com seu manto negro…

Seu toque gélido…

Vais me levar?

Do lado da cama… Não esqueça…”

Ela ficou surpresa, espantada, talvez assustada e disse:

- Não sei o que falar.

- Você é muito intenso.

Aquilo já não me fazia sentir mais nada, e como uma fera grotesca, que não sabe nada além de um conjunto incompleto de palavras dizia a todo instante em minha mente, palavras que saíram da seguinte forma:

- Apenas.

- Abrace.

A consciência havia sido retomada, conseguia pensar e decidi por um fim antes que a situação piorasse:

- Como se o mundo não existisse.

- E nunca houvesse o fim…

- Escolha alguém para confiar…

- E seja você…


Scurra in corde meo

Outro dia, acordei com a necessidade de falar com alguém. Alguém, perdido no meu passado, mas que de forma indireta se encontra no meu presente.

Essa reflexão me fez acreditar, que eu poderia ser quem eu quisesse. Mas nunca aquilo que esse alguém imaginou de mim. Pois a ausência dessa pessoa no meu presente, mostra o quanto isso seria verdade. Seria se não estivesse errada.

Apontar um dedo para uma pessoa sem perceber que existem outros três apontados para você é algo, triste.

E é sobre quase isso que venho falar hoje.

Perdido entre mudanças de humor e viajando no espaço tempo contínuo dentro de minha mente, me fiz acreditar que aquela situação era real. E talvez fosse. Não pelo fato de que mais uma vez, estava eu, me fazendo de vítima dos meus erros.

Era a terceira vez esta semana. A dosagem havia sido dobrada, e eu não sabia como reagir as crises. Principalmente em meu confinamento regulado.

Os outros não têm a mesma noção que eu do tempo, fico aqui olhando. Parecem animais, repetindo o mesmo movimento, dezenas de vezes, cuspindo, defecando. E eu sendo obrigado a conviver com isso todos os dias.

Acho que estou começando a me identificar com eles, quem sabe algum tipo de demência esquizofrênica me fez escolher está carreira.

O paciente AF06 precisou receber tratamento de choque, e eu gostava de aplicar as incessantes doses de uma intensa carga elétrica no seu cérebro. Os olhos esbugalhados, o semblante de desespero. Que para mim, era como estar assistindo um show em algum sarau psicótico.

Minha ruína chegou quando uma enfermeira me viu ligando o hidrante e jogando jatos de água nos loucos.

O que tem de errado com isso?

Eles acharam aquilo completamente estranho e fui levado para uma bateria de exames psicológicos, mentais, físicos. Que comprovaram aquilo que eu já sabia. Eu era um deles, apenas com o poder de ter acesso a formas de praticar minha loucura.

Hoje, tomo choques semanais, por contra de mau comportamento. E sabe o quanto eu me arrependo de tudo isso? Nada, absolutamente nada. Não vou deixar de ser quem sou. E que venham os choques, calmantes, surras. Pois em minha mente, estão todos mortos mesmo.


Forsit Somnia

Sonhos…

O que são?

Passei parte da minha vida tentando descobrir qual o verdadeiro significado por trás de meus sonhos. Sonhos felizes, sem sentido, tristes, pesadelos, agonizantes… Já sonhei de tudo. E também, não sonhei nada.

E foi sonhando que aprendi sobre o real significado da vida…

Mas, vou falar de um de meus sonhos.

Em um universo paralelo, onde as formas de criação se assemelham ao nosso, porém alguns detalhes, que fazem total diferença se mostram, e toda a realidade é alterada.

Um grupo de mercenários se encontrava em uma taverna, que era iluminada por velas caseiras. As paredes eram de toras de madeira entrevistas a camadas de uma resina negra. O chão possuía tábuas úmidas levemente espaçadas forradas por feno. No centro da taverna um grupo de bardos recitavam aventuras melódicas para entreter todo o público. Ao redor, várias mesas redondas, onde várias criaturas humanóides estavam sentadas, bebendo, comendo, flertando, roubando, etc. Do lado da porta de carvalho polido, o balcão do taverneiro que separava os barris de hidromel, cerveja preta e vinho e todo o restante. O taverneiro, com uma barba respeitável apoiava a enorme barriga na tampa do balcão para limpar um chifre que se “retorcia” em diversas direções. A noite estava tranquila, quando…

Eu acordei…


Red aurora

Um dia estive lá, sozinho e desamparado, buscando uma verdade que se provou falsa por diversas vezes mas não quis acreditar.

Me perdi em solidão, no vazio, do interior do meu coração. E ainda assim, não encontrei a verdade.

Enfrentei, feras, monstros, e minha própria mente para achar…

Meu maior sonho…

Tudo começou em 16 de outubro de 1975. Um jovem pagão perambulava pelas ruas úmidas e escuras de Boston na calada da noite, fumando um cigarro, recentemente mascado. A sua frente, andava a passos largos outro homem. Que estava em busca de perigo…

Carregava um crucifixo de aço no peito, e uma faca de prata na mão direita. Conforme andava, recitava os versículos de Apocalipse, numa forma de oração.

Permaneci apenas olhando pela janela, quando presenciei a cena mais incrível de minha vida…

O homem guardou a faca, e desenhou um pentagrama no peito do garoto, que incrivelmente se mexia. Colocou a mão sobre o pentagrama de sangue, e em latim pronunciou algumas palavras.

Os dois homens esperaram ficar mais fundo na viela que percorriam. E ao perceber a distância da rua, o homem com a faca em mãos se virou e começou a esfaquear o garoto que estava logo atrás.

Tamanha era a brutalidade dos golpes, que as vísceras começaram a sair.

Os órgãos do garoto que estavam expostos, começaram a se mexer, e foram expelidos para fora do corpo, como em uma explosão. Seguida de uma forte luz vermelha, com sombras negras.

O homem se ajoelhou ante a presença do principe das trevas. E prometeu lealdade, e que aquele portal ficaria aberto para toda a eternidade.

Desde então, o mundo nunca mais foi o mesmo…


Vegrandis Options

Haha..

A questão não é essa….

A questão é aquela que deve ser lembrada sempre que procuramos saber onde estão os instintos que formam nossa forma de dizer ao próximo o quanto nos importamos com ele…

Mas também pode não ser essa…

Estive pensativo esses últimos dias…

E… Tive medo, de que tudo estivesse errado…

E por pior que isso possa parecer, e eu garanto é e não é… Tudo estava errado… E ao ver meu medo se concretizar… Fiquei sem opções… E sem opções entrei num conflito que atingiu meu ego… Para sanar este problema… Criei uma opção…


Finis

Pensei em muitas coisas na última noite…

Coisas que não deveriam ser pensadas… Mas pensei…

Isso faz de mim um pensador?

Ou um louco visionário que não possui a capacidade de compreender as coisas ao seu redor?

Aprendi muito sozinho… Mas sozinho nunca estive… Então como aprendi?

Apenas sei que sei… E nada mais importa…

Desculpe pelas palavras secas como uma boca sedenta por água…

Mas é assim…