A gente passa pelo Mundo…

A gente se completa quando se mistura mas mesmo assim nao deixa de perder nossa essência quando sabemos para onde vamos no final.

Não é difícil de se fazer amizade quando temos a cara “dura” de chegar e dizer: “posso jogar voleibol com você?” Foi o que eu fiz logo que cheguei a Londres e a primeira coisa que fiz, óbvio, foi procurar uma igreja e em seguida um lugar para jogar voleibol. Em relação a igreja passei um tempo para aceitar que a minha nova realidade seria bem diferente da que estava acostumado, nao seria uma “Nova Semente” mas uma igreja de bairro ao estilo 90’s em plena capital mundial. Ja o vôlei seria bem mais fácil porque o estilo de jogar é universal, a única dificuldade seria a falta de bons levantadores mesmo tendo excelentes atacantes de todas as partes do mundo incluindo Eu é claro (faltando humildade).

Na verdade ainda aprendo a como lidar com as diferenças em meio a diversidade do qual tenho vivido a mais de um anos, na verdade um ano e meio. Grupos etnicos dos mais variados, refugiados, claro que os Europeus que tambem tem suas origens distintas. Lidar com um italiano e bem diferente de lidar com alguém que veio da Russia e por ai vai. Mas o ponto não e este.

Como brasileiro (alguns %’s português) vivi muito tempo isolado do resto do mundo, não porque nao tive contato com demais pessoas de diferentes nacionalidades mas porque sempre estive no “meu lugar de origem”, debaixo dos meus costumes e amparado pela maioria. Diferentemente, hoje consigo entender muita coisa que estudei, assisti e ouvi falar e mesmo assim nao deixei minha essência que adquiri durante minha vida inteira. Estou falando de viver o que realmente fomos destinados. Realmente falar de princípios de cristandade se esbarra hoje na vergonhosa indústria da fé que existe não so no Brasil e não estou falando so de evangelicos.

No Brasil é bem mais complicado quando se vem com um comportamento diferente dos demais, essa história de não beber álcool ou ir na igreja no Sábado e coisa de “crente” de uma seita de adventistas e por isso nós não vamos ti respeitar, se vira com suas doutrinas”. Ja na Inglaterra nós nos assemelhamos aos Judeus, quase que todos meu vizinhos são Judeus, e não tenho muitos problemas quanto a aceitação dos meus princípios. Apesar de arrumar desconforto quando me recuso a jogar no Sábado, pois sou de um time amador de voleibol com um torneio sério, sou bem respeitado mas não era so isso que gostaria. Infelizmente não tenho como chegar falando palavras, tipo Jesus morreu por você, mas tenho oportunidade de explicar do porque não competir entre o pôr-do-sol da Sexta e o de Sábado e isso ajuda bastante.

Não tenho a intenção de converte los e muito menos vou virar um muçulmano ou Ateu e nem vou me converter ao Judaismo, mas a convivência e o dialogo tem me ensinado tanto e esclarecido até o que li a vida inteira na Biblia. É engraçado alguém vim e me dizer que preciso ser circuncidado, ou mesmo ser confundido com um iraniano pois estou no meio deles. Mas é interessante saber respeitar as diferenças e se aprofundar na vida de quem nunca ouviu falar no que você acredita. As vezes me sinto bem idiota em falar que tenho testemunhado porque aos olhos de muitos não é assim que deve ser feito.

Espero servir mais a Deus e fico feliz com essas oportunidades que tenho tido de conhecer pessoas e de alguma forma mostrar algo que elas nunca viram. Não quero desperdiçar tempo preocupado com qual música ouço ou que roupa ou joia a irmazinha da igreja esta usando. Quando um Pastor amigo meu dizia que a “ceara” era grande eu não entendia, mas agora, estou bem no meio dela, como se fosse uma formiga fazendo o que posso fazer. Quem sabe alguém não vai chegar “La” e dizer que o ajudei! Esse é o meu principal objetivo nesse mundo…

See u Later!

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