Silêncio.

Perdoe-me com meu Silêncio. Perco as horas apreciando-te e pouco sei me expressar através da fala, vivo de arte e da arte. As palavras saem pela escrita, tal como os sentimentos que dançam com as mais diversas músicas que atravessam um emaranhado de fios até meus ouvidos. Mas você…

O que sinto por ti vai além de danças e palavras. Vai além de espaço e tempo. Você se emana de uma forma que sinto, mas não expresso — e tento. E como seria possível expressar o que você me causa se sou a pura expressão de tais sentimentos que explodem e voltam a sua origem. A ti. Mas não da mesma forma.

Não é possível medir a quantidade de amor, mas percebe-se a intensidade. Tal sensação tão forte que ao recebê-la é preciso parar e respirar profundamente, fechar os olhos e se permitir deixar que isso invada as mais fechadas catacumbas internas, curando e limpando, e tocar cada parte de si, aumentando cada momento de luz e refletindo isso através de um singelo sorriso que talvez apenas aquele que recebe tal intensidade talvez perceba.

Não tenho essa força para exalar, porém do pouco que contenho, doou-me um pouco a ti, pois o que sinto vai além do que jamais senti. Vai além de mim.

A expressão que é necessária sobre você faz com que cada palavra deste texto não seja suficiente para mim. Li e reli o que foi escrito e não me agrada, falta algo que não é possível dar através da escrita. Das palavras. Talvez nem mesmo da fala.

Então repito: Perdoe-me com meu Silêncio. Com a incapacidade de expressão. Com a impossibilidade que tenho de dar-te uma bela obra, sendo que nunca ficará tão bela quanto você.

Amo-te e quero-te.

Perdoe-me com meu Silêncio.