Qualidade de Dados e Custos em Tempos de BigData

banco de dados

A imagem ao lado ilustra um piada antiga no setor de informática, dos primórdios do banco de dados relacional, que passou por uma atualização automática em tempos de Bigdata e NoSQL. Palavras da moda que pregam a coleta e armazenamento de dados não estruturados em grande quantidade, como a salvação da lavoura.

São tecnologias uteis quando bem aplicadas, mas sem uma definição clara do que coletar e como usar esses dados o resultado final será o da ilustração acima, além da perda de tempo e dinheiro no desenvolvimento de um projeto.

A verdade é que a maioria das organizações não consegue garantir a qualidade e bom uso sequer do SmallData, aquela informação básica do dia a dia disponível no ERP/CRM em uso, e sem qualidade esses dados geram aumento de custos de forma recorrente e que muitas vezes passam desapercebidos.

De nada adianta conhecer a posição geográfica dos caminhos percorridos por seu cliente diariamente, se você não consegue entregar um cartão de feliz aniversário

A correta definição dos dados que devem ser armazenados, a forma de coleta e seus possíveis usos fazem toda a diferença na montagem de um Sistema de Informações relevante. Como exemplo analisemos as informações básicas do ativo mais valioso de qualquer organização: O Cliente.

Independente do porte e área de atuação de cada empresa, o cadastro de clientes/usuários/assinantes deve ter no mínimo as informações de nome, documento (cpf ou cnpj ) e endereço. Simples e básico, mas ai mora o perigo, a infinidade de processos para captura das informações que irão compor esse registro faz com que a qualidade dos dados inseridos nos sistemas seja mediana.

Nome e documento são facilmente verificáveis, mas no endereço a coisa complica e se o sistema permitir alguém vai digitar telefone no complemento do endereço, ou ‘juntar’ cidade e estado no bairro, digitar um CEP de forma incorreta e no fim do processo teremos um ‘bando de dados’ em mãos.

Sendo o endereço componente importante na comunicação com o cliente, a baixa qualidade dessa informação gera perdas em todos os departamentos e processos que dele fazem uso:

  • Marketing: Mala direta promocional;
  • Financeiro: Envio de boletos de cobrança;
  • Logística: Envio de produtos adquiridos;
  • Planejamento: Estudos de geográficos;
  • Fiscal: Transferência de dados sistemas governamentais.

Cuidados na definição e algumas regras de consistência e manutenção podem fazer toda a diferença no bom uso dos dados já disponíveis para sua organização, conforme veremos em outra oportunidade.