Da timidez à humildade e eventual felicidade

Em frente com bravura

Primeiramente gostaria de desculpar minha inexperiência escrevendo texto e a consequente ineficiência da minha tradução de meus pensamentos em textos claros e objetivos. Vamos ao texto em si pois foi por ele que você clicou nesse título.

Começar esse texto pedindo desculpas foi, no mínimo, irônico. Com o passar do texto explico o porquê. Enfim, o texto. É comum na época da faculdade, principalmente se se é jovem, a dúvida quanto à você e sua vida. Dúvidas dominam as certezas e provavelmente as preocupações também. Como tímido que sou, formar uma personalidade é, talvez, ainda mais difícil, pois se acha que tudo o que você pode vir a ser vai ser criticado e visto como estranho ou não aceito. Tentar se encaixar em padrões pré-estabelecidos é uma realidade e alternativa valida. Exceto que não é.

Quer dizer, é, mas é de um modo que você queria ser um padrão para se sentir bem consigo mesmo e não​ para viver confortável na esperança que algum dia você vai se encaixar em tal padrão e assim, aceito. Por experiência própria nós, tímidos, meio que nós sabotamos. Queremos ter um padrão, mas é como se torcessemos para que nunca cheguemos lá. Para que continuemos em nosso próprio mundo. É confortável lá. O que andei pensando por esses dias é que nós tímidos somos meios que narcisistas. Provavelmente você nunca associou timidez ao narcisismo, mas, parando para pensar, acaba não sendo? Nós somos tão inseguros por pensarmos que todos nos julgarão e que somos o centro da atenção do mundo. Isso é meio narcisista, não? Achar que todos olharão para você. Por que? Você é especial? Em que você difere dos outros?

O que eu venho tentando mudar em minha vida é, de certa forma, ser mais humilde. Pensar por outra perspectiva. Vou exemplificar minha corrente de pensamento com um exemplo prático. Pense quando você vai ao shopping. Você observa todo mundo, certo? De certa forma você faz um pré-julgamento sobre todo mundo, certo? Acontece que todo mundo faz isso com todo mundo. Você não tem como escapar os julgamentos. Mas você não precisa escapar deles. Eles existem para todo mundo. Só não deixe isso te afetar. Eu queria muito poder lembrar o nome do cara que disse a frase que estou prestes a citar, mas minha memória fraca e a falta de internet na minha volta no ônibus pra casa não jogam a meu favor. Enfim, o nome do autor não é importante como a frase em si. “Todo dia faça algo que você tem medo”. Se quiser saber o autor, pesquise a frase no Google. Todo dia faça algo que você tem medo. É simples assim. Sério. É como um joguinho pessoal. Pequenas metas. Comece, por exemplo, cumprimentando as pessoas. É algo simples, mas até isso dá um pouquinho de medo, não? Então. Comece simples, vá evoluindo no seu tempo. Só tente não repetir. Tente sempre subir um degrau até, não sei, você conseguir apresentar um seminário na frente de centenas de pessoas. Qualquer coisa. O medo sempre vai existir, acostume-se com ele. Isso nos tira do nosso mundinho e percebemos que não precisamos nos preocupar com o que os outros vão achar da gente. Nos tornamos humildes percebendo que não tem motivo para pessoas julgarem você e lembrarem da sua figura para o resto da vida delas. Nosso círculo de preocupação se retrai até chegarmos em nós mesmos e nosso mundinho pessoal se expande até se conectar com os mundinhos pessoais daqueles que nos cercam.

Por isso as desculpas no começo do texto são, no mínimo, irônicas. Aqui posso escrever o que vêm à minha mente. Não há garantia que vão ler e se lerem, meus seguidores vão ler. Meus seguidores querem ler o que escrevo, mesmo que seja alguns parágrafos de opiniões completamente erradas ou puro lixo sentimental de pseudo auto-ajuda de alguém que também está perdido. Eu quis escrever e escrevi. Simples assim. Como tempo eu melhoro, os medos sempre vão estar lá.

Subi o meu degrau diário.
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