4 de julho

Top Of Rock (Rockefeller Center), dia 4 de julho de 2013. Lá fomos eu e a Thaisinha, minha amiga e parceira de viagem, assistir aos fogos do m̶e̶u̶ ̶a̶n̶i̶v̶e̶r̶s̶á̶r̶i̶o̶ dia da independência norte-americana. Demos uma fortuna para nos espremermos no meio de famílias francesas e seus “oh, là, là!”, que eram nada perto dos nossos muito mais empolgantes “caraaaca, que foda!” e tudo mais.

Quem já esteve lá sabe que no caminho até o ponto mais alto uma equipe organiza o público e o convida a fazer fotos diante de uma imagem do Rockefeller Center. Paramos, tiramos umas 3, 4 fotos com poses meio bobocas e combinamos de comprá-las assim que chegássemos lá em cima.

Chegamos. Ela com um inglês médio e eu com um inglês pior nos revezávamos quando tínhamos que pedir algum tipo de informação. “Entendeu o que ele disse?”, dizia uma. “Nada”, respondia a outra. “Então você tenta entender a primeira parte que eu tento entender a segunda”. E assim, às gargalhadas, a gente ia se virando em todos os lugares. Lá não foi diferente. Chegamos ao guichê onde as tais fotos eram vendidas. Nós nos aproximamos, perguntamos o valor para o cara, entendemos que cada uma valia US$15, dissemos uma para a outra “nossa, que barato! Vamos comprar depois dos fogos!” e voltamos para a área externa.

Em algum momento, uma das duas (acho que ela) disse: “ele falou fifteen mesmo?”. Voltamos lá e com ouvidos mais atentos, confirmamos o engano: cada foto custava, na verdade, US$50. Voltamos para os fogos e daquela noite, temos apenas os registros das nossas máquinas mesmo.