Chegou a hora de admitir: Better Call Saul é uma decepção; cinco razões
Rodrigo Alves
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Olá, Rodrigo, sou seu leitor desde os idos do Rebote. Gostei da nova empreitada aqui, da qual somente agora tenho conhecimento, e desde já lamento a falta de uma maior divulgação, aliás, como também lamento sua ausência nos comentários das transmissões da NBA em vez de outros menos qualificados. Sobre Better Call Saul, concordo que há momentos típicos da mais pura pasmaceira de novelinha, mas nem isso foi capaz de me decepcionar. Parece pernóstico falar isso, mas aquela atmosfera, aquela fotografia, aquele climão bucólico de Albuquerque que tanto cativou em Breaking Bad ressurge nessa série como algo ainda mais determinante. A menor exposição do Jimmy é algo que flui naturalmente e expande as possibilidades, com resultado a meu ver positivo. Por outro lado, a série me parece que vai ficando algo cada vez mais “exclusivo”, mais restrito a um público já conquistado na série anterior. A questão de como Jimmy se tornou Saul é um gancho inicial (e talvez não um ponto final) que vai cada vez mais se tornando algo menos imediato. Além de tudo, não nos esqueçamos de que a série começa num ponto pós-Breaking Bad, com Saul vivendo clandestinamente em Omaha, algo que poderá ser retomado em bom tempo, projetando a série para um futuro de possibilidades ainda mais amplas e irrestritas.

Em suma, Better Call Saul impõe muitos requisitos a seu espectador, e talvez o mais estranho deles nem seja ter assistido antes às armações e Dr. White e Cia. Ltda., mas sim o de se deixar levar pela imersão num ritmo lento, aparentemente arrastado e em demasiado detalhista, mas também único e extremamente gratificante.

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