TUDO QUE EU QUERIA: Dêner B. Lopes

Imagem: KIYOSHI NOGUCHI, Edição da imagem: Marcelle Regina/Brasiliterário

Tudo que eu queria era poder fazer tudo certo, era poder viver sem arrependimentos ou dores na consciência.

Tudo que eu queria era poder ver que os erros são mais humanos que os acertos, que tudo que sonhamos na verdade se torna diferente.

Tudo que eu queria era poder olhar nos seus olhos e não me sentir mal pelas coisas que fiz e você nem imagina quais, pelas vezes que me decaí e você não estava para ver.

Tudo que eu queria era ser feliz, por completo, ao todo, e fazer alguém, também.

Tudo que eu queria era te amar irremediavelmente, mas no fundo é só carência, de não querer ficar sozinho.

Tudo que eu queria era que você fosse imensamente feliz, mas não com outra pessoa, pois sou ciumento, e grandemente imbecil.

Tudo que eu queria era querer demais, querer tanto, entanto, sem consciência. Era acordar com e sem você ao meu lado, com e sem suas mensagens às minhas vistas, sem e com tudo que vivemos em mente.

Tudo que eu queria era que meu egoísmo se esvaísse, sumisse para sempre, porque sempre não me agrada.

Tudo que eu queria era me contentar, de que no fundo, bem fundo, lembrar de você é amar.

Tudo que eu queria era não querer. Apenas viver, sem depender; crescer.

Tudo que eu queria era e não era você.

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