Putin: Derrubada de avião russo é facada nas costas dada por cúmplices de terroristas

(Foto: Ria Novosti/Reuters)

por Pedro Marin | Revista Opera

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (24) que a Turquia esfaqueou a Rússia pelas costas e agiu como cúmplice dos terroristas.

“Esse incidente age contra a luta usual contra o terrorismo. Nossas tropas estão lutando heroicamente contra os terroristas, arriscando suas vidas. Mas as perdas que sofremos hoje vêm de uma facada nas costas dada por cúmplices de terroristas”, disse o Presidente.

A declaração ocorre depois de um bombardeiro russo ter sido abatido por dois aviões turcos nesta terça-feira. Os dois pilotos do avião saltaram de paraquedas, e pelo menos um deles foi morto por rebeldes turcomanos, que lutam contra o governo sírio com o apoio da Turquia.

O Presidente russo disse também que o bombardeiro voava em território sírio, a uma distância de cerca de 1km da fronteira turca, e que não apresentava nenhuma ameaça à segurança nacional do país. Além disso, disse que o incidente trará graves consequências para a relação entre Rússia e Turquia, afirmando ainda que o incidente “não passará sem resposta.”

Tensão

O incidente reacendeu também a tensão entre Rússia e Estados Unidos em relação à questão síria e ao combate ao Estado Islâmico. “Se esses ‘turcomanos’ estavam de fato sob ataque russo, eles têm todo o direito de se defender”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner.

Perguntado se o governo sírio também não tinha direito a se defender, o porta-voz disse que o que o regime Assad estava fazendo “não era auto-defesa” e que o governo de Damasco respondeu a “protestos pacíficos com quatro anos de terror.”

Outros repórteres confrontaram a declaração de que o conflito sírio era um “protesto pacífico” e o porta-voz por fim disse que “todos sabem o que ocorreu.”

O Presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu também o direito do estado turco em “defender seu território.”

Rebeldes

Um vídeo postado na web mostra supostos rebeldes da 1ª Brigada Costal do Exército Livre da Síria disparando mísseis contra um helicóptero que fazia uma operação de busca, na tentativa de encontrar o avião derrubado.

Os rebeldes teriam usado um míssel TOW, produzido nos Estados Unidos.