Enquanto existo

Como saberei tudo o que eu ainda não escrevi
Como saberei tudo o que eu ainda não escrevi, se não sair de mim.
Se nada fiz, enquanto esperava.
Ansiando abraçar o universo, me perdi!
Estou agora perplexo,
dono da minha duvida,
-feito incompleto-

Meus saberes são nada.
Me sinto deveras preso.
No meu computador,
na minha gaiola dourada.
Nos dias que se passam,
em tudo o que não vejo.
No que deixei de escrever.
No abraço que neguei.

Incompletos de si mesmos.
Nunca satisfeitos. 
Almas exiladas em corpos perecíveis,
corpos de desejo.
Carregados de alma;
alma com saudade,
alma de amizade,
alma em tudo o que vejo.

Hoje estou aqui,
amanha, seila.
Existe algo em mim, que não morrera!
A vida transita.
A alma permanece.
O corpo se apaga.
A alma enobrece.
Existo, por que sei que no sou só, o corpo que vejo,
-Só existe aquilo que não morre-