Cara, olha, lógico que você fez isso e continuou transando e tendo namorado.
Jane Lala
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Não vou entrar na discussão desse comentário específico. Gostei muito do texto, mas acho que essa discussão vai um pouco além do quanto eu consigo me imaginar no lugar de uma mulher e todas as complexidades envolvidas. Só quero responder ao Gabriel que comentou aqui. 
Cara, não vou nem entrar nos problemas envolvidos de se tratar o sexo como uma mercadoria, em especial à comparação com o livre mercado e concorrência. Acho que tem pontos mais básicos a se tratar do seu comentário. Em tempos passados talvez a mulher fosse submetida mais diretamente ao homem e de forma explicita, com relações de poder em todas as esferas, mas atualmente existe ainda uma enorme opressão, de forma indireta e talvez semi-implícita onde ainda permancem tentativas de diminuição da mulher e do feminino, feminicídios, objetificação e bombardeios de padrões e ideais de beleza quase inalcançáveis. Essas formas de opressão estão relacionadas à dominância do poder masculino na sociedade, patriarcado e ao machismo que vem enraizado em nós por grande parte da história recente da humanidade. 
O texto fala desse último ponto (de se utilizar de padrões de beleza para atender a expectativas) e acho que tem uma mensagem implícita ali que você não captou quando usou sua lógica de mercado. As relações não são pautadas por beleza estética, nem a sedução e muito menos o sexo. Seu “A game” não é a maquiagem que você usou e a roupa que você vestiu, mas como você desperta o interesse na outra pessoa. Dependendo de quem você é e com quem você se relaciona, isso pode ter muito mais a ver com atitudes, pensamentos e forma de lidar com a vida do que com aparência, por exemplo. O que eu acho que a Débora defende, que é também a minha visão, é que no momento que você se desapega dessas imposições do que é ou não bonito (ou melhor do que deveria ser..) suas relações podem se tornar mais íntimas, mais reais e com maior prazer (independente se for uma noite ou um namoro).

Acho que vale uma reflexão em o que é uma “pessoa de qualidade” pra você, Gabriel. Acho que pode te ajudar. Ah, e ajuda também não encarar sexo como produto e pessoas como objetos.

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