Para amar um pouco …
Ou quando amar um pouco não é o suficiente.
Antes de começar a leitura desse texto, já aviso que tem spoilers sobre a segunda temporada de Master Of None.
#Paz
É tarde da noite. Você não tem ninguém para sair. Abre aquele aplicativo de relacionamento. Dá aquele Like na pessoa que aparece no app. Acontece um match. Vocês conversam. Marcam de sair. Se conhecem. Se apaixonam. Começam a namorar. Depois de um tempo, casam-se. Vivem felizes para sempre.
É uma lindo conto, mas como ando aprendendo na vida, não é assim que as coisas funcionam. E isso, é uma das várias situações que acontecem na série Master Of None no qual mostra o mundo de Dev, um cara solteiro que tem as suas inseguranças e que não sabe o que quer fazer da sua vida, e que tem um desespero para se relacionar verdadeiramente com as pessoas.
Mas engana-se quem acha que essa série conta a vida de Dev, mas sim sobre o mundo em que ele vive, onde todos estão conectados a todo momento e tem a possibilidade de querer conhecer pessoas novas a cada match, e que de certa maneira, mostra como os relacionamentos são cada vez mais líquidos (queria falar mais sobre modernidade líquida, porém fica para um outro texto.)

Essa série para mim é simplesmente cativante, onde podemos debater e refletir sobre diversos assuntos, mas em um episodio em especial me deixou bem refletivo, Amarsi un po é o nome do nono episodio da segunda temporada de Master Of None, e para mim, é um estudo sobre a carência e relacionamentos.
Se fosse para colocar o personagem do Dev, no mundo real, ele seria aquela pessoa que fica no Twitter reclamando sobre como o “Crush” que não dá bola para ele, que nasceu para viver sozinho no mundo, que não tem ninguém para se relacionar, que nada dá certo em sua vida. E isso mostra como Dev, é uma pessoa como a gente, onde as vezes é difícil aceitar e iniciar o processo de auto-conhecimento, de mudar a sua postura sobre suas ações e de poder largar certos hábitos, onde ele mesmo cria uma prisão e que ninguém tem acesso a ela, apenas ele mesmo.

E tudo isso é apenas mais um processo nas nossas vidas, onde um novo dia, pode proporcionar novas experiências, onde temos uma facilidade e até mesmo um certo privilégio de poder conhecer novas pessoas, onde a cada dia podemos aprender a amar um pouco cada pessoa, mas às vezes amar um pouco não é o suficiente. Todo mundo tem os seus medos, onde a cada novo dia, a gente vai envelhecendo e se esquecendo do que realmente importa.
O amor tem diversas formas de se apresentar, geralmente temos aquela visão de que amar é algo puro e que ultrapassa todas as barreiras, onde independente do que acontece ao seu mundo, o casal tem a felicidade plena, porém nem sempre é assim, pois amar vem de várias maneiras e cabe a gente aprender a dar valor as pessoas que realmente importam.
Esse foi o meu primeiro texto publicado por mim, o português não é o meu forte, mas sei que alguma hora esse texto pode fazer alguém refletir, porém enquanto isso não acontece, vou lendo, vou refletindo sobre várias questões da vida e assim vou melhorando.
Abraços Ricardo Carvalho.
