WWDC 2015- A convenção da Apple

Hoje teve a WWDC 2015. Hoje não, a semana toda.

Se você não sabe é convenção que a Apple faz todo ano para mostrar novos produtos, atualizações de software, novos softwares e todas as coisas.

Dura uma semana. Reúne empresas, desenvolvedores, fãs que dão um jeito de entrar. É transmitida ao vivo, por zilhões de sites, em todos os países e em todas as línguas.

Parece importante né? Já foi mais, mas ainda é.

Na época do Jobs a cada WWDC uma inovação, uma revolução. Quem não lembra do iPod? Antes a gente carregava CD's. Eu ainda carrego. Mas os iPods mudaram a nossa vida, a nossa vida não, a indústria musical inteira.

Antes a gente só ouvia o que tocava na rádio, e o que a gente comprava de CD's. Os iPods propuseram uma nova maneira de ouvir música, de ouvir qualquer música. Você poderia passar todos aqueles CD's pra dentro de um aparelho leve, e carregar com você.

É, a música andava com você antes, mas você precisava carregar uns 3 CD's caso você enjoasse. Agora você poderia levar mais de 3CD's, sem ter que carregar eles.

Nasceu o formato .MP3. Quem não conhece?

É, foi uma revolução.

Sabe o que mudou a nossa vida também? O iPhone. Tinhamos celulares que mandavam mensagem, e que já acessavam precariamente a internet. Mas agora você tinha tudo isso, junto com música, junto com joguinhos, junto com milhares de possíveis aplicativos que podem fazer qualquer coisa! "There is an app for that" já dizia o fundador.

É, não demorou para o iPhone virar sonho de consumo, aliás, consumo não necessidade.

É, a Apple lançou isso também. Necessidade. A gente só comprava o que precisavamos. Ninguém precisava ouvir música em todo canto, agora precisa. Ninguém precisava acessar seus emails de 5 em 5 segundos. Agora precisa.

E quando a gente não tinha mais necessidade, eles lançaram o iPad.

"Quem é iPad? Esses caras são loucos!" Disseram todos os analistas de mercado. Inclusive eu.

Era um iPhone grande, que não ligava, um MacBook pequeno, que não tinha teclado. Era um iPodão.

Ninguém queria aquilo, feio, sem utilidade.

Em dois dias venderam sei lá quantos milhões.

Se tornou necessário. Em casa cada um tem o seu, pra jogar, pra trabalhar, pra ler email, pra ouvir música, pra tirar foto. Você também deve ter um, e não vê mais a sua vida sem ele.

O segredo do mercado globalizado atual é esse. Necessidade. Nós precisamos de coisas que não precisavamos. Quem se da bem no mercado não é quem prevê a necessidade, é quem cria ela.

Mas a Apple teve um contratempo. Jobs morreu. Dia triste, pra mim foi. Um dos maiores marketeiros, golpista e gênio do mundo morreu. É, ele era golpista, o cara roubou o projeto de outro cara, que é tão famoso que a gente nem sabe o nome.

Era o fim de uma era, o fim da Maça.

A Apple passou por uma restruturação, passou por dirigentes, tem gente competente lá dentro. Só que não tem ninguém que prevê necessidades.

A última invenção deles foi o Apple Watch. Um relógio que se integra com seu iPhone, você atende o telefone por ele, pode ver foto, sei lá, deve poder várias coisas.

Mas sabe qual é o problema? Os caras não foram os primeiros. Sansung, LG e Motorola já tem seus relógios inteligentes, inclusive pelo o que li são melhores que o da Apple.

Mas o da Apple é da Apple, e isso muda tudo, pode ser pior, mas vai ser o melhor pela propaganda deles, e pelo Buzz que qualquer coisa que venha deles causa.

Hoje a Apple domina o mercado, minha casa, minha conta bancária e minha vida. Mas eu não quero um Apple Watch. Não, não é a mesma coisa que eu disse quando vi o iPad.

Eu não quero, por que eu não estou nem certo que meu próximo celular vai ser um iPhone.

Eu comecei falando da WWDC 2015 né? Bom, pelo o que eu li, eles não trouxeram nada novo, um novo sistema operacional, igual ao velho, com "melhorias", novos apps e coisas assim.

A Apple devia se chamar Jobs. Era uma integração forte entre eles. O Tim Cook é um super administrador, mas ele não tem a visão do Jobs.

A maça caiu no comum, caiu na empresa de tecnologia normal, básica. Não é o fim dela, de forma alguma.

Um nome consolidado se bem gerido NUNCA acaba.

Mas as revoluções param por aqui. Sem mais iPods ou iPads para mudar o mundo. Não da Apple, acredito eu.

Tomara que eu esteja errado!!

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