Eu juro: Desacreditei da sua promessa.

Você não é do tipo que as faz com frequência, na verdade, em todos esses anos devo ter vivenciado apenas duas e, só as vi, por te pressionar a ponto de não te deixar escapar por entre os vãos dos meus desejos disfarçados de altruísmo.

Mesmo minha experiência com você ter me dado provas de “Disse. Farei” ainda assim, duvidei. Muito mais por prepotência da minha parte. Não por te achar incapaz disso. Mas ressalto um pequeno segredo aqui: Desejava, de todo meu coração, que tu fosse incapaz de me deixar; não me entenda erroneamente e nem se infle de argumentos do tipo: “então por que Diabos agiu dessa forma sabendo da minha opinião a respeito!?” pois eu não falo do nosso relacionamento, pelo menos não como havíamos estabelecido, falo do carinho, do respeito e do conhecimento adquirido um do outro, aparentemente, deixado de lado por você neste momento.

Fazem-se alguns minutos do inesperado encontro na Augusta, você me vinha subindo com seu melhor amigo, eu te ia descendo com o meu. Ambos cumprimentamos nossos pares, ao chegar nossa vez, sem nem mesmo me olhar continuou a caminhar. Senti ali: a maldita promessa feita a mim, começou.

Jurastes não desejar me ver, nem mesmo pintada de ouro. Me viu. Fez que não, mas viu.

Será que doeu em você tanto quanto doeu em mim?

Se doeu, podia ter voltado pra chorar comigo.

Eu choro desde então.

Em luto do amor pelo qual nos perdemos.

E que perdemos.