Manhã de Domingo

— Ei, Ta dormindo? — Questiona enquanto me beija a boca.

— Ahn?

— Ta na hora de acordar.

— Mas por quê? — Uso um tom mais manhoso que o habitual para tentar conquistar mais alguns minutos de sono.

— Vamos, preguiçosa. Já está tarde, quero aproveitar o dia com você.

Convenceu-me, mas sabe bem que não precisava de tanto. Era só me lançar este seu olhar doce de quem tem duas jabuticabas como íris e se vestir de um meio sorriso acompanhado das lembranças da nossa noite e eu, estaria entregue te seguindo por qualquer buraco dessa cidade pra te distrair.

Comecei a me espreguiçar e rolar por toda a cama e pelo que estava em cima dela também.

— Para! Não faz isso! — Me fita com olhar de reprovação enquanto mordia a língua para não sorrir.

Arrependida, fiz beicinho me levantando aos poucos, desviei do seu corpo para não te tocar. Tudo valia para te convencer do meu bom comportamento. Quando finalmente me pus de pé, com um impulso me puxas de volta pelo braço esquerdo. Entre um beijo e outro, sussurra:

— Quem disse que seria fora da cama?

Pelo visto, nossa noite ainda não terminou.