Nosso André

De volta a nossa esquina, quase senti sua mão contra a minha cintura, seu sabor frutado entre uma brincadeira e outra com as pontas das nossas línguas se revezando com as leves mordidas, sua mão subindo para o meu seio direito e, a pausa, quase infinita, para poder tirar o moletom.
Ao caminhar pela nossa rua, que não era a do nosso primeiro beijo e mesmo assim não fez diferença alguma porque eu batizei todas as ruas de Santo André como sendo nossas, vi duas pessoas caminhando de mãos dadas confidenciando fraquezas nas relações familiares, tão parecidas as histórias, até poderiam jurar serem da mesma família. Para alegria, tesão e prazer dos dois, não eram.
 Ao abrir sua conversa e digitar um singelo “oi”, me lembrei dos desencontros da nossa breve história de amor. Apaguei letra por letra pausadamente, fechei o aplicativo e voltei para São Paulo.

Aqui, faz Sol e estou quentinha assim como estive quando guardada no seu abraço naquela noite chuvosa.