Geração Nutella

Somos a geração mais fudida da história.

Chegamos aos 20 anos com a decepção de não sermos bem sucedidos profissionalmente.

Chegamos aos 20 anos sem um objetivo concreto.

Nossos pais queriam crescer e constituir uma família.

Nós não sabemos o que queremos.

Queremos ser o novo Mark Zuckerberg.

Mas somos procrastinadores.

Queremos uma mudança política.

Mas nós somos preguiçosos.

Queremos um amor iguais ao que consumimos das centenas de filmes que assistimos ao longo dos anos.

Mas achamos legal esse lance de parecer independente e não precisar de ninguém.

Queremos um mundo melhor e mais justos.

Somos individualistas.

Tudo o que queremos é nos conectar.

Mas nós não sabemos como.

Somos mimados, egoístas e infantis.

Ás vezes resolvemos levantar a bunda do sofá e fazer algo.

Mas o entusiamo dura até o primeiro tombo.

Vem pra rua!

É só mais uma hashtag no Twitter.

Nós parecemos sentir de coração e alma.

Mas no final somos um copo rachado e vazio.

Nós queremos ser o Bob Esponja.

Mas somos a versão mais chata do Lula Molusco.

Estamos perdidos.

Sem ninguém pra nos salvar.

Temos uns aos outros.

Mas o que isso significa pra nós?

Tudo e nada.

Somos um paradoxo ambulante.

De sentimentos pré fabricados e corações vazios.

De sonhos e frustrações.

Somos aquilo que não queríamos ser (Menos no Instagram, no Snap e no Facebook).

Estamos desesperados.

E com razão.

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