Eu sinto muito.

e às vezes é como se o mundo me tragasse pelo umbigo.

Sinto remexerem minhas vísceras

como se a emoção humana buscasse ali um lugar para se acomodar.

Sofro de arritmia constante.

bate meu peito em compasso com o ritmo acelerado

dos transeuntes apressados.

Quando deito para dormir,

pensamentos alheios fazem expedições na órbita de minha imaginação

e cravam bandeiras que mantêm meus olhos abertos.

Tenho a respiração curta e rápida

dos homens e mulheres que correm desesperadamente

atrás dos beijos quase perdidos,

no preciso instante que antecede aquele momento que é

tarde demais.

(Um poema feito às 22h, enquanto me deitava para dormir. 27/06/17)

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