parágrafo nunca endereçado

Meu cabelo está mais curto. Você talvez gostaria dele assim, agora pouco importa. Pouco importa o carinho que você faria nele. Também pouco importa o abraço que você me daria naquele último domingo de primavera. Não importa como você deveria ter reagido ao saber dos quebra-molas do meu último inferno astral. Deveria não me importar com sua fuga. Mas ela ainda machuca. Ainda me rasga. Ainda me arrebata e esmaga. Quero não me importar com suas promessas largadas na primeira esquina. Mas elas ecoam. Voam. Me levam pro futuro do pretérito mais que perfeito jamais praticado. E de repente estou estirada. Esticada. Paralisada. Seu sorriso não reflete mais na minha menina dos olhos — importa.

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