E mais um triunfo para Froome no Tour de France

A história volta a se repetir. Christopher Froome vence mais uma edição do Tour de France mesmo tendo passado por inúmeras dificuldades.
A edição de 2017 do Tour de France confirmou novamente Froome como um ciclista que mesmo em dificuldade consegue manter a frieza suficiente para se colocar em boa posição para triunfar. E o mais assustador é que esteve longe dos seus melhores índices físicos. Isto serve de alerta para o pelotão.
Apesar do percurso não ter sido o mais favorável para o ciclista da Sky, pelo menos no plano teórico, o suporte que consegue ter à sua volta através de uma formação com diversas soluções foram peças importantes que permitiram a Froome estar na luta pela vitória.
Esta edição do Tour de France é também marcada pelos vários incidentes de corrida que foram absolutamente marcantes e que influenciaram de forma tremenda o desenrolar da prova. Os abandonos de Alejandro Valverde, Geraint Thomas, Richie Porte, Marcel Kittel e Mark Cavendish tiraram um pouco do brilho a uma corrida que precisava de algo mais do que aquilo que ofereceu. E no caso do abandono de Kittel foi um evento sem margem para dúvida bem doloroso. Venceu 5 vitórias de etapas e estava à beira de triunfar na camisola verde. O desfecho trouxe um sabor bem amargo tendo em conta que este abandonou aconteceu bem perto do final do Tour de France.
A desclassificação de Peter Sagan andou entre o justo e o exagero. A saída de Arnaud Demare da prova por não ter conseguido entrar dentro do controlo acaba por ser demasiado embaraçosa para um ciclista que está a ter uma evolução bem interessante nesta temporada.
Mas também tivemos um Tour de France com histórias de redenção. Geraint Thomas e Warren Barguil foram os ciclistas que mais brilharam nesse campo.
E ainda tivemos sinais preocupantes. E aqui há que mencionar o rendimento de Nairo Quintana. A sua exibição no Tour de France foi o culminar de uma temporada absolutamente terrível tendo em conta o elevado nível de exigência que existe para um ciclista com as suas capacidades. Depois de um Giro d’Italia em que foi dominado por Tom Dumoulin a realidade demonstrou que o Tour de France simplesmente agravou a sua condição. E aqui a atribuir culpa a Movistar acaba por também ser responsável.
E há que salientar talvez o final de um ciclo ou pelo menos o originar da dúvida. Será que Alberto Contador ainda tem forças suficientes para assumir uma candidatura a uma nova vitória no Tour de France? Talvez não. Mas uma coisa permanece igual. A sua vontade e determinação continuam em níveis altíssimos. Este tipo de atitude faz falta no pelotão. Ciclistas com este perfil animam etapas e corridas. E nesse campo voltamos a ter Contador como um dos protagonistas. Mesmo estando fora da luta pela geral o ciclista da Trek-Segafredo fez os possíveis para dar espectáculo. E temos que o valorizar por isso.
