Na mesma etapa do Tour de France abandonam Richie Porte e Geraint Thomas

O Tour de France 2017 volta a ter mais uma etapa com um tom dramático com o abandono de Geraint Thomas e Richie Porte. As implicações na corrida são bem distintas. Créditos: CyclingTips

A etapa 9 do Tour de France foi mais um capítulo absolutamente dramático numa corrida que se mantém insana.

Os abandonos de Richie Porte e Geraint Thomas são alguns dos grandes destaques da etapa 9 do Tour de France. Estas retiradas da prova têm como é óbvio grandes implicações no que diz respeito à luta pela geral da corrida e por motivos bem distintos.

No que diz respeito a Geraint Thomas o seu estatuto na Sky era de enorme responsabilidade. Era uma espécie de comandante de serviço no auxílio a Christopher Froome. Esta saída de cena é mais um capítulo devastador na temporada de 2017 depois da retirada no Giro d’Italia. A formação da Sky perde um elemento importante na sua estratégia para a prova. Mesmo assim ainda não existem motivos para accionar o comando de alerta devido às soluções viáveis que existem disponíveis.

Quanto ao abandono de Richie Porte as coisas são bem diferentes. No meu entender era um dos ciclistas que entrava em melhor forma no início do Tour de France. Apesar de alguns sinais de irregularidade apresentados no Paris-Nice e no Critérium do Dauphine chegou a esta corrida com boas possibilidades de finalizar no pódio. Antes da retirada integrava o grupo principal até ter tido uma queda aparatosa que lhe retirou a possibilidade de continuar em prova. Fica em suspenso um embate com Froome que se aguardava com alguma expectativa.

Mas as coisas não ficaram por aqui na etapa 9 do Tour de France. Alguns dos favoritos acabaram por deixar sinais preocupantes. Nairo Quintana de facto evidenciou que não está na melhor forma pelo menos para alguém que pretende fazer algo de relevo na corrida. A Movistar nesse aspecto está num sarilho enorme. A gestão que estão a fazer da temporada deste ciclista está em vias de acabar num autêntico descalabro. No Giro d’Italia foi dominado por Tom Dumoulin e no Tour de France está bem perto de seguir o mesmo caminho mas com implicações mais gravosas. E ainda para mais esta formação já não conta com Alejandro Valverde que foi forçado a abandonar logo na etapa 1 devido a queda.

Quem deu sinais ainda mais preocupantes neste dia foi Alberto Contador. Perdeu muito tempo no final da etapa 9 e terá muita dificuldade em entrar na disputa pelos lugares cimeiros da classificação geral. Agora terá que ser mais inventivo se quiser continuar com os objectivos a que se propôs. E essa missão diga-se tem um elevado grau de dificuldade. Mas como Contador já demonstrou diversas vezes na sua carreira isso não quer dizer que o espectáculo tenha acabado. Muito pelo contrário. Se ainda existir energias no depósito o ciclista da Trek-Segafredo não vai baixar os braços e fará os possíveis para dar a esta corrida doses elevadas de emoção.