No primeiro dia de descanso do Tour já temos Froome na liderança

Apesar das etapas de alta montanha terem sido escassas a corrida já tratou de fazer uma primeira selecção dos candidatos à vitória final do Tour. Mas as dúvidas subsistem sobre quem estará na melhor condição física para chegar à glória final. Mas uma coisa parece clara. Froome, que defende o título conquistado em 2015, está pronto para dar uma luta acérrima a quem quiser contestar a liderança da prova.
A Sky e Froome são as forças dominantes
Este é o balanço fundamental do primeiro dia de descanso do Tour. A Sky e Froome já apareceram na corrida como a força dominante no pelotão. No fundo é um filme daquilo que já vimos em edições anteriores desta prova. Sem medos e hesitações esta dupla tem aplicado uma táctica de intimidação que se traduz numa clara superioridade numérica sobre as restantes equipas quando chega a altura de abordar o terreno montanhoso. E se esta realidade já é dura ainda existe Froome que já mostrou que tem capacidade suficiente para capitalizar o trabalho da sua equipa.
Movistar está bem mas Quintana ainda é uma incerteza
A Movistar entrou a medo na primeira abordagem ao terreno montanhoso. Cedeu por completo o controlo do pelotão à Sky e ainda viu Froome fugir para a vitória de etapa e consequente camisola amarela. Acabou por recuperar quando chegamos à primeira etapa de alta montanha. Aí partiu para o ataque e conseguiu colocar a Sky em dificuldades no pelotão. Até aqui tudo bem. Quintana era a última cartada a ser jogada na etapa. Nos pontos críticos da tirada o ciclista colombiano, confrontado com várias investidas de Froome, acabou o dia sem conseguir esboçar um único ataque. Fica para ver se isso foi por falta de capacidade ou simplesmente estratégia. Mas a dúvida continua a existir.
A BMC tem muito trabalho pela frente
Esta equipa não tem muitas razões para estar satisfeita. Até tem se considerarmos o desempenho de Avermaet. Nos supostos líderes da geral já viu Richie Porte perder tempo devido a um problema mecânico e na primeira etapa de alta montanha tiveram Garderen a perder tempo para os principais favoritos à geral do Tour.
Apesar de Richie Porte ter tido um bom desempenho na primeira etapa de montanha da corrida a desvantagem que possui para Froome já é preocupante. Nada que lhe impeça de lutar pelos lugares cimeiros da classificação geral. Mas essa diferença é o suficiente para que necessite de adoptar estratégias alternativas que lhe permitam recuperar o tempo perdido.
Mark Cavendish reina nos sprints
Recuemos a 2014. A etapa inicial acabava em Harrogate. Cavendish tinha a oportunidade de em solo britânico envergar a camisola amarela. No entanto uma queda nos quilómetros finais da etapa acabou por lhe retirar da prova. Este episódio será um dos mais cruéis e devastadores da carreira do sprinter britânico. Mas em 2016 teve finalmente a sua redenção. Entrou a vencer e com isso vestiu a camisola amarela que lhe tinha escapado em 2014. E a partir daí foi sempre a somar. De forma surpreendente Cavendish volta a lembrar os tempos em que dominava os sprints a seu belo prazer. Apesar de estar longe dessa forma este Tour já mostrou que ainda tem capacidade para ser competitivo frente aos ciclistas mais rápidos do pelotão. E as três vitórias em etapa confirmam isso mesmo.
Pinot claudica e está fora da discussão da geral
Tem sido a grande desilusão até ao momento. Entrava no Tour num bom momento de forma mas essa realidade rapidamente se transformou em desilusão. A primeira montanha da corrida mostrou as debilidades do ciclista francês acabando por lhe retirar da lista dos candidatos à disputa da geral.
Aru está numa grande encruzilhada
Neste momento está num limbo. Já perdeu tempo na primeira etapa de montanha a sério. Não foi uma perda muito grande mas o suficiente para questionarmos o seu estado de forma e as condições que tem para ser um sério candidato a disputar os lugares cimeiros da geral. E isso é suficiente para que comecem a soar buzinas de cautela.
Avermaet tem (finalmente) um momento de redenção
A temporada não lhe tem sido favorável. Começou a época em bom plano até ter uma queda que lhe obrigou a abandonar o Tour de Flanders. Foi um momento devastador para o ciclista belga que entrava nessa corrida como um dos favoritos à vitória final. Mas o Tour tratou de lhe proporcionar a redenção definitiva com uma vitória de etapa e a conquista da camisola amarela. Na etapa seguinte, quando tudo apontava para que perdesse a liderança da corrida, lançou-se na fuga e por mais um dia pode desfrutar das sensações de estar no topo da classificação geral. Independentemente do que venha a fazer daqui para a frente o saldo vai acabar num tom positivo.
Contador abandona a corrida
Inicialmente era um dos sérios favoritos a vencer o Tour. Mas as primeiras etapas da prova, marcadas por quedas, ditaram que não iria estar na contenda da prova. A partir daqui foi acumulando perda de tempo atrás de perda de tempo. Mas continuava a existir uma réstia de esperança que pudesse eventualmente recuperar condição física. Mas isso acabou por não acontecer. E por fim veio o abandono da corrida. Perante isto a Tinkoff viu-se forçada a passar a liderança para Kreuziger. E não se sabe como isto pode acabar.