Ah, sim hahaha
Imaginei que você falava dos "Call to action" que muita gente coloca no fim do texto e que são relativas às listas de emails etc.
É uma pergunta pertinente.
Os estoicos não se preocupavam com palavras, mas com ações. Epictetus, por exemplo, era bem direto nos ensinamentos. Um trecho retirado do Manual da Vida:
"Faça seu o costume, portanto, de confrontar toda a impressão grosseira com as palavras: 'Nada mais és que uma impressão e não representas aquilo que pareces ser'. Então teste-a com aquelas regras que você já possui."
Existe até uma parte em que diz:
"Faça a mesma coisa: ao invés de anunciar os seus princípios à multidão, mostre-lhe os resultados dos princípios que você digeriu. Seja um filósofo pelo exemplo."
Na carta Sobre Festivais e Jejum, por exemplo, Sêneca é bem específico sobre o que deseja de Lucílio — que ele separe uns dias, se vista com as roupas mais baratas, coma o mínimo possível e se pergunte "Era isso que eu temia?".
É comum encontrar esse tipo de afirmação e chamada nas lições estóicas. Se os alunos iam dar atenção ao que lhes foi ensinado, era decisão deles. A Epictetus e Sêneca cabia dar as direções, ferramentas e o estímulo necessário.
Existe uma grande parcela dos leitores que gosta desse tipo de estímulo porque quanto mais direta for a solução, mais chances dela ser colocada em prática. As pessoas (incluindo eu) gostam de simplicidade, se podem encontrar uma frase que resume o texto em algo aplicável, melhor. Não é à toa que muitos dos highlights que recebo são justamente nos trechos que contêm ações específicas.
(E talvez o fato de ser engenheira e gostar de coisas aplicáveis me deixe mais propensa a escrever dessa forma.)
