Por que ainda estamos no mesmo lugar?

Por que eu ainda não escrevi esse texto?Por que adiamos as coisas?Por que você não chama aquela menina pra sair, ou não conta pro carinha o quanto gosta dele? Por que hoje não fiz tudo que queria ter feito,ou, por que deixei passar aquela vaga na empresa que tanto queria trabalhar? Por que valorizamos mais o “não pode” do que o “você consegue”? Por que nos sentimos inferiores, incapazes,ou feios?

Por que temos tanto medo? O tal monstro debaixo da cama.

Claro, Freud deve explicar, a bíblia, Maomé, Buda, Krishina, ou outra crença que você (assim como eu) possa ter, apresenta uma explicação e sugestão de mudança para essa nossa “ síndrome de Elis Regina”

Ainda somos os mesmos e vivermos como os nossos país.

ou a “síndrome de Gabriela”

Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim.

Que apesar de serem músicas incríveis (eu acho que são) retratam esse nosso medo cultural em tentar, pois, na maioria das vezes, dos dias e horas da nossa vida, passamos nos acomodando ou querendo, e poucas, muito poucas tentando e sendo incentivados a ir, afinal, não só temos medo, como também sei lá com qual direito, amedrontamos os sonhos alheios.

Nos surpreendemos ao ver pessoas conseguindo, pessoas que desacreditamos a vida toda e mais um pouco, somos surpreendidos, quando também conseguimos, pois assim como essas pessoas, fomos desacreditados.

Desacreditados quando descobrimos o nosso talento ou a nossa área de atuação no mercado VIDA, quando sonhamos além das nossas fronteiras econômicas e sócio/culturais (classe social, lugar de moradia, cor de pele, condições financeiras…). Quando queríamos mais justiça, mais educação, sei lá, melhorar né, a vida precisa melhorar.

Por que não passamos mais tempo fluindo? Quando o próprio tempo é temporal e passa, como um sopro.

Por que temos mais medo que coragem?

Perguntas que a vida há e precisa nos responder.

O que aconteceu, que ainda estamos no mesmo lugar?

Eu não consigo responder essa pergunta, ainda não, mas espero vence-la. Não quero mais criar esse monstro, muito menos dar a ele um lugar embaixo da minha cama. Então vou tentando, indo, vou escrevendo o que antes não tinha coragem de falar. As palavras saltam os dedos quando me enchem o coração.

Inclusive, esse texto é fruto de incentivo, de gente, corajosa, que tem as suas inseguranças, mas que possivelmente as enfrenta (quero acreditar que sim). Queria o ter escrito a muito mais tempo, mas por medo de não ser bom o bastante, escondi essas palavras aqui dentro, bem dentro mesmo, de mim.

O mundo não é dos espertos é dos corajosos.

Põe na historia o seu dom,vaii.
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