Quarta — Feira

Aqui estou, pela segunda vez, cumprindo a proposta de escrever todo dia. Aviso: texto drama.

Esse é o dia real/oficial que eu menos gosto da semana, e não sei explicar o porquê. Existe uma teoria na minha cabeça, ainda que sem sentido, de que quarta feira por ser exato o meio da semana, ficamos mais cansados. como eu disse, não faz o menor sentido. Prosseguindo…

Pois bem, tem dias que a minha ansiedade está em nível Hardcore e me atrapalha de desenvolver minhas tarefas — mesmo que, por causa de estar sem emprego fixo, estão bem redutivas no momento- e foi assim hoje, eu fiquei o tempo todo pensando nas coisas que precisa resolver e acabei não resolvendo nada. Vou colocar um quadrinho para ilustrar

Esse texto não é sobre coisas legais da vida, ta mais pra coisas não legais que vivemos e não gostamos de falar. Existe esse nós silenciado que é complicado de externar, eu queria escrever sobre isso, mas não consigo no momento.

Desaprendi a encarar a solitude da alma.

Tenho que editar um tanto de fotos, do meu projeto 50Delas — esse que está me ensinando muito sobre a vida, vou falar sobre ele depois- como explicado logo acima eu não consegui reagir muito as tarefas do dia, então eu procrastinei alguns trabalhos e fui ver série. Estou vendo 13 Reasons Why, essa série que eu não aguento mais ouvir as pessoas falando sobre.

Esse não é um texto sobre motivos pra ver e motivos para não assistir a série. Uma das coisas triste de histórias sobre suicídio é a culpa que envolve direta/indiretamente as pessoas que estavam ao redor de quem cometeu o ato, todas as razões que mesmo que explicadas, nunca serão de fato convincentes para quem fica . As vezes, para algumas pessoas, viver é pesado demais. Efim…

Tem uma outra parte da série que me chamou muito atenção que é o quanto silenciamos os nossos sentimentos, sem perceber o quanto isso prejudica no desenvolvimento das nossas relações. O tempo que gastamos não sendo nós mesmo, por querer ser o que o outro espera. Essa nossa busca por aceitação e encaixe em algum grupo social, que acaba desintegrando nossa própria identidade. Necessidade de ser amado, aceito e compreendido. Acho que todo mundo devia fazer uma terapia.

Eu li vários textos sobre essa série, confesso que estava com medo de disparar alguns gatilhos emocionais que estão descansando em paz dentro de mim há muitos anos (graças a Deus, amém). Mas até agora, só me fez refletir sobre os silêncios que aprendemos a ser, o quanto nos perdemos em algum lugar e depois fica difícil se encontrar, se refazer, e sobre a culpa que carregamos por não ser o suficiente para o outro. Porém, eu ainda não vi todos os capítulos para opinar mais a respeito.

Todo temporal começa com pequenas brisas. Fique atento.

Esse texto está sendo super texto do meu bloco de notas, um tanto dramático e bem aleatório, sobre coisas que não vou querer compartilhar com ninguém, mas farei assim mesmo.

está sendo difícil escrever em um dia que sou um quase absoluto silêncio.

Preciso ir terminando, como sempre sem muita conclusão, acostume-se. Eu sendo eu, quarta-feira sendo quarta-feira, a vida sendo a vida. Vou aproveitar minha provável insônia do dia e editar as fotos, ou terminar a série. Vou deixar uma música “bem bad” para vocês ouvirem.

Inté.

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